DIRETAS JÁ!

DIRETAS JÁ!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Isto sim é que é ter poder!

Enviaram-me este pequeno texto, sugerindo que eu publicasse em meu Blog. Relutei um pouco, pois não se sabe bem sua procedência, mas acho que vale lê-lo, pois demonstra bem como e porque o ex-presidente e senador da República José Sarney (e o seu partido - PMDB) conseguiu "bancar" a família Lobão para o Ministério das Minas e Energias.


Para nascer, Maternidade Marly Sarney; e para atendimento médico, Posto de Saúde Marly Sarney.

Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou Roseana Sarney.

Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney.

Para pesquisar, vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney.

Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a televisão na TV Mirante; se preferir ouvir rádio sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney. Se estiver no interior do Estado, ligue uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário.

Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição Federal, lei que no Estado do Maranhão parece não tem valor algum).
Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Av. José Sarney e vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus e ande algumas horas pelas "maravilhosas" rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney.

Não gostou de nada disso? Quer reclamar?

Vá, então, ao Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney ou se dirija à Sala da Defensoria Pública Kiola Sarney......

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Colômbia, ontem e hoje.

Este artigo, escrito pelo cientista política José Maria Nóbrega, traz dados bastante interessantes que demonstram bem tudo o que já foi feito na Colômbia, e que não se fez no Brasil, para se trilhar o difícil caminho da democratização de uma sociedade latino-americana.
Colômbia, ontem e hoje - José Maria Nóbrega*

2000, na Colômbia, o crime tinha vencido. A triste realidade do vizinho violento já pronunciava o que poderia a vir ocorrer no Brasil. A criminalidade violenta na Colômbia consumia a sociedade local de forma avassaladora e, a curto e médio prazo, não havia solução para a realidade daquele país. Os massacres na periferia de Bogotá e Medellín tomavam as páginas de jornais e revistas de todo o mundo, com cenas de verdadeira carnificina, com um estado falido em garantir minimamente os direitos dos indivíduos colombianos. Os seqüestros freqüentes, fato que ainda hoje marca a Colômbia, financiados pelo narcotráfico dominado pelas FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e homicídios em níveis insuportáveis, a Colômbia apresentava o dobro das taxas de homicídios em relação ao Brasil e cidades como Bogotá e Medellín apresentavam indicadores de violência mais robustos que as das capitais mais violentas do Brasil, como Recife, Vitória, Rio de Janeiro e São Paulo.Medellín, a partir da atual década, iniciou um processo, junto com Bogotá - que detalharei adiante - no qual os impactos positivos fizeram com que as altas taxas de homicídios caíssem drasticamente naquela cidade. Projetos urbanísticos, impactos de oportunidades e desenvolvimento, qualidade na formação técnica e educacional dos jovens, reforma nas instituições coercitivas, construção de novos presídios e continuidade das políticas independentes das cores partidárias, fez com que as taxas de homicídios caíssem em mais de 80 %. Em 2001 a taxa de homicídio por cada grupo de 100 mil habitantes era de 174 com um total de 3.480 mortes por essa causa externa. Para se ter uma idéia desse impacto, em Recife, campeã nacional de homicídios em 2004 e vice na atualidade (em 2007 perdeu no ranking para Vitória), em 2001 a taxa foi de 70,5, ou seja, menos da metade da taxa de Medellín para aquele ano. A queda das taxas em Medellín impressiona: em 2002, 184 por cada 100 mil (3.722 mortes), em 2003 98 por cada 100 mil (2.012 mortes), em 2004 51 por cada grupo de 100 mil (1.187 mortes), em 2005 32,8 por cada 100 mil (782 mortes) e em 2006 28,8 (696 mortes). Ou seja, a redução nas taxas de homicídios foi de 85 %. Em 2005 o Recife foi responsável por uma taxa de 66,8 assassinatos por cada grupo de 100 mil habitantes.Em Bogotá a sistemática foi bem parecida. Em 1993 a taxa de homicídio por cada grupo de 100 mil habitantes ultrapassava 90. Três anos depois, em 1996, a taxa já era de 56,8 por 100 mil. Em 2000 a taxa estava em 35,7 e em 2006, caiu para 18 numa série quase que ininterrupta nas taxas de homicídio. Por que cidades colombianas enfrentaram o crime violento e conseguiram controlar suas taxas de homicídio e as cidades brasileiras não conseguem? Por que os colombianos obtêm sucesso em suas políticas públicas de segurança e nós temos tão tímidos resultados? Por que mesmo com o crime organizado e o tráfico de drogas fortíssimo das FARC, eles conseguiram o controle da violência e nós permanecemos falhando em garantir minimamente a segurança dos cidadãos brasileiros? Será que um intercâmbio de idéias e práticas entre os dois países não seria importante? Por que continuar resistindo em avaliar as políticas públicas executadas com tão grande sucesso naquele país?As políticas públicas de segurança no Brasil, com raras exceções, permanecem enquadradas na perspectiva ostensiva, onde a compra de viaturas e contratação ad hoc de policiais militares tomam a pauta das pseudo-políticas dos governos. Estes preocupados sempre com o eleitorado. Em Bogotá a sociedade civil e os órgãos do governo se uniram para dirimir este sério problema de ordem social e política. Fontes de informação independentes em conjunto com as de inteligência policial, o corpo técnico de investigações e a fiscalização geral do Estado foram pontos fundamentais para a garantia da lisura dos dados e das informações para o aparato coercitivo do Estado. Com ações de controle e prevenção ao delito configuradas em programas de inversão social e benefícios às comunidades mais vulneráveis da cidade foram pontos fundamentais para o sucesso de Bogotá. O compromisso permanente da Polícia Metropolitana da cidade com os demais órgãos governamentais e não governamentais criou instâncias oficiais responsáveis por uma gestão de segurança cidadã em conjunto com a manutenção da ordem pública. Os órgãos de investigação judicial, o ministério público, as forças armadas e o próprio governo nacional trabalham conjuntamente no intuito de manter esse trabalho e de evoluir ainda mais para a queda dos indicadores de violência, não se tratando apenas dos homicídios.
É importante a participação dos municípios na condução do combate à violência. Apenas com a junção das forças sociais e políticas poderemos enfraquecer a violência exacerbada que configura a atual realidade das cidades brasileiras, sobretudo as mais violentas, como Recife, Vitória, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Esta última vem desenvolvendo um trabalho impactuante em conjunto com o governo estadual no combate à violência com grande sucesso na redução dos homicídios, mas ainda se mantém entre as cidades mais violentas do mundo. As eleições municipais estão chegando em todo o Brasil, Bogotá e Medellín representam um bom exemplo de sucesso colombiano que deve fazer parte das políticas dos novos prefeitos das principais cidades do país.


*Cientista Político, Pesquisador do NIC-UFPE e Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFPE

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Militares planejam mobilização contra Lula por salários.

A matéria abaixo foi publicada na Folha de São Paulo de hoje (16/01/2008) e demonstra de forma cristalina que não temos um controle efetivo dos civis sobre os militares e que estes ainda nutrem resquícios de uma mentalidade e de uma prática utilizadas nos tempos da ditadura militar. É por essas e muitas outras que não podemos afirmar que nossa democracia está consolidada!
"Militares planejam mobilização contra Lula por salários
Insatisfeitos com os baixos salários, militares das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) estão sendo mobilizados para um protesto, marcado para o dia 31, contra o governo. Eles querem equiparação salarial com a Polícia Federal e o fim "do sucateamento das Forças Armadas".Oficialmente, a organização dos protestos do dia 31, chamado de "dia D", é atribuído à Unemfa (União Nacional das Esposas de Militares das Forças Armadas), mas em quartéis do sul do Brasil circula, desde ontem, cópias de um manifesto que prega, além do protesto por melhores condições, uma insurgência contra o presidente Lula e alguns ministros.Um dos organizadores do "dia D", o ex-capitão Luís Fernando Silva, disse que "o protesto será ordeiro e pacífico e qualquer outro posicionamento vai depender da reação do governo". O Ministério da Defesa disse não reconhecer qualquer movimento de insatisfação das tropas. Segundo Silva, a idéia é organizar protestos em Brasília, Rio e "duas outras capitais ainda não definidas".Ivone Luzardo, presidenta da Unemfa, no entanto, concorda com o manifesto, que prega "manter as autoridades da área econômica e o presidente da República imobilizados, sem meios de locomoção terrestre e comunicações".(JOSÉ MASCHIO)"

GilBlog - Arquivo

ÚLTIMO ARTIGO PUBLICADO

ÚLTIMO ARTIGO PUBLICADO
Este foi um dos últimos artigos que publiquei: “SOMOS TODOS UM BANDO DE ARAMIS". Neste artigo analiso porque somos avessos à consolidação de nossa democracia. Discuto a contradição de praticarmos procedimentos democráticos enquanto cevamos um ancestral saudosismo de nosso passado ditatorial. Sugiro refletirmos sobre o paradoxo de parte da sociedade usar a liberdade de expressão para pedir um regime que pode acabar com ela. http://www.paraibaonline.com.br/colunista/santos/9920-somos-todos-um-bando-de-aramis---parte-i.html

OBRAS DE ARTE EM FORMA DE VINIL

OBRAS DE ARTE EM FORMA DE VINIL
Este é o primeiro disco do Pink Floyd. Já começou assim mesmo: psicodelizado, distorcido, viajadão, cheio de efeitos! É daqueles discos para ouvir vez por outra acompanhado de algo que te dê alguma distorção mental. Aliás, o Floyd começou muito bom, esteve uma época fantástico, e terminou bom! Neste disco temos Syd Barret com Roger Waters, Rick Wright e Nicky Mason, sem David Gilmour, ainda.

Postagens populares

Total de visualizações de página

Seguidores

Google+ Followers