DIRETAS JÁ!

DIRETAS JÁ!

sábado, 30 de julho de 2016

PORTAL DA TRANSPARÊNCIA

Cidadãos podem acompanhar administração municipal através de portal na internet





Matéria da TV PARAÍBA, em 30/07/2016, sobre o Portal da Transparência da Prefeitura Municipal de Campina Grande, com comentários do Cientista Político Gilbergues Santos analisando como o cidadão pode utilizar essa ferramenta que não deixa de ser um mecanismo de controle da administração Pública municipal.




sábado, 16 de julho de 2016

Honduras, 2009; Paraguai 2012; Brasil e Turquia 2016. Mas, o que está acontecendo? Estamos tendo uma nova onda golpista pelo mundo? Temos um padrão antidemocrático se desenvolvendo? Agora que golpes parecem ser um padrão na politica mundial, não resta outra coisa a não ser dizer NÃO AO GOLPE!


quinta-feira, 14 de julho de 2016

Em resposta ao Estadão, neta de Marc Bloch diz que avô jamais apoiaria um golpe

Em resposta ao Estadão, neta de Marc Bloch diz que avô jamais apoiaria um golpe. Suzette Bloch lembrou que seu avô foi um defensor da liberdade fuzilado pelos nazistas e condenou o jornal por usar o historiador para defender posições ideológicas diametralmente opostas às dele.

http://brasileiros.com.br/
http://brasileiros.com.br/2016/07/neta-historiador-marc-bloch-responde-editorial-estadao/


Suzette Bloch, neta do historiador Marc Bloch (1886-1944), fundador dos Annales d’Histoire Économique et Sociale (Anais de História Econômica e Social), rebateu as críticas que o jornal O Estado de S. Paulo fez aos intelectuais que assinaram o manifesto Historiadores pela Democracia. No editorial “O lugar de Dilma na história”,  o jornal atacou os pensadores que condenaram o golpe de Estado que afastou Dilma Rousseff da Presidência, no mês de maio.
Na carta aberta, a jornalista Suzette Bloch, “neta e detentora dos direitos autorais do historiador e resistente Marc Bloch”, declara-se espantada com o editorial do Estadão: “Eu li seu editorial do dia 14 de junho sobre o manifesto dos Historiadores pela Democracia. Ele me deixou estupefata e indignada. Seu jornal utiliza o nome de meu avô para justificar um engajamento ideológico totalmente oposto ao que ele foi, um erudito que revolucionou a ciência histórica e um cidadão a tal ponto engajado na defesa das liberdades e da democracia que perdeu a vida, fuzilado pelos nazistas em 16 de junho de 1944″. Ela prossegue: “O jornal recorre ao nome de Marc Bloch para responder aos historiadores brasileiros que se posicionaram contra o afastamento da presidenta Dilma Rousseff. ‘Pensamento único, historiadores muito bem posicionados na academia, a serviço de partidos, bajuladores do poder etc.'; seu editorial não argumenta, apenas denigre. Eis porque tiveram necessidade de se valer de uma obra de alcance universal e da vida irretocável do meu avô para tonar virtuoso seu apoio ao golpe de Estado”.
Na sequência, ela recorda ao jornal que os descendentes de Marc Bloch condenaram o golpe de 1964, no Brasil, que O Estado de São Paulo apoiou: “”Condeno toda instrumentalização política de Marc Bloch. Para além do homem público, ele é o avô que eu não conheci, mas que nos deixou como herança a memória de uma família para a qual a liberdade representa a essência de toda humanidade. Em todo lugar, a cada instante, no Brasil inclusive. Vocês omitiram aos seus leitores o fato de que o filho mais velho de Marc Bloch, meu tio Étienne, que libertou Paris junto com a 2ª Divisão Blindada do General Leclerc, foi o presidente do comitê de solidariedade França-Brasil nos anos 1970. Este comitê auxiliou as vítimas do regime civil-militar iniciado com o golpe de 1964 e manteve-se na luta pelo retorno da democracia brasileira. Poderiam ainda ter explicado aos seus leitores que a neta de Marc Bloch se casou com um brasileiro, Hamilton Lopes dos Santos, refugiado político do Brasil e depois do Chile, tendo chegado na França em 1973 em razão do golpe de Pinochet. Poderiam, enfim, ter anunciado que dois dos bisnetos de Marc Bloch, Iara e Marc-Louis, são franco-brasileiros”.
E prossegue: “Conseguem imaginar a reação de meu avô diante do espetáculo dos deputados que votaram pelo afastamento de Dilma Rousseff em nome de suas esposas, de seus filhos, de Deus ou de um torturador? Imaginem ainda sua reação diante de um presidente interino que formou um governo exclusivamente de homens e cuja primeira medida foi suprimir o Ministério da Cultura e o Ministério das Mulheres, Igualdade Racial, Juventude e Direitos Humanos, suspendendo e reduzindo diversos programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida. Ministros empossados são investigados por corrupção e alguns foram exonerados após a divulgação de conversas nas quais admitiam que o afastamento de Dilma não tinha senão um objetivo: parar as investigações contra a corrupção. Imaginem a reação de meu avô!”
Suzette contrapõe então a conjuntura política no Brasil com a da França: “O presidente francês, François Hollande, foi eleito com 51,9% dos votos em 2012 e sua popularidade não passava de 16% em maio. No entanto, seus adversários políticos sequer sonharam em contestar sua legitimidade conquistada nas urnas, apenas estão se preparando para as próximas eleições, como em toda democracia digna deste nome. Não pode haver democracia sem o respeito às eleições. Contudo, um grande jornal como este aplaude o confisco do voto popular”. 
No final, ela cedeu espaço ao “historiador Fernando Nicolazzi, integrante do grupo de Historiadores pela Democracia”, ao qual solicitou uma resposta para o jornal. Segue-se o texto deNicolazzi:
“O convite feito por Suzette Bloch para juntar minhas palavras às suas, no ato solidário e indispensável de combater a impostura de um jornal comprometido, em cada linha de seus editoriais, com a defesa de um golpe de Estado em curso, não poderia ser recusado. Este mesmo jornal, que há alguns meses disse um ‘basta!’ à democracia, ecoando o gesto autoritário cometido pelo Correio da Manhã em 1964, agora direciona seus impropérios ao grupo de historiadores e historiadoras que atuam em defesa dos princípios democráticos de nossa sociedade. Faço parte deste grupo e estive na audiência realizada com a presidenta eleita Dilma Rousseff no último dia 7 de junho.
O editorial de 14 de junho, que pretende definir o ‘lugar de Dilma na história’, faz menção a palavras escritas por Marc Bloch, desvinculando-as irresponsavelmente daquele que as escreveu. Nesse sentido, instrumentaliza politicamente o nome do historiador francês, autor de uma apologia da história elaborada no momento mesmo em que atuava na resistência contra o fascismo e em defesa das liberdades democráticas. Suzette Bloch, em justificável indignação, já apontou acima o desrespeito ético e a desonestidade intelectual que caracterizam este texto. Quanto a isso não cabem aqui outras palavras.
Porém, é preciso fazer frente também à outra dimensão contida naquele editorial: sua falaciosa representação dos historiadores e historiadoras que assinaram o manifesto, definidos ali como intelectuais ‘a serviço de partidos políticos’, comprometidos com a elaboração de um ‘pensamento único’, ‘bajuladores do poder’. O editorial traz ainda as marcas da sua baixeza moral ao sugerir, sem qualquer respaldo aceitável, que muitos dos participantes do encontro com a presidenta a ‘detestam’. Nada mais desonesto, nada mais mentiroso! Mas também nada mais compreensível!
Afinal, não é difícil compreender que, para setores da sociedade comprometidos com a manutenção da exclusão em suas diferentes formas, a defesa da democracia e da inclusão social cause incômodo e provoque atitudes como esta que, faltando com a verdade, apenas encontra amparo na ofensa e na intolerância. Além disso, é fácil compreender que essa seja a única forma de linguagem política assumida pelo jornal, que já definiu os opositores ao golpe de ‘matilha de petistas e agregados': a propagação do seu ódio na busca de cumplicidade, como se ele fosse compartilhado por todas as pessoas. Basta acompanhar as inúmeras e diversas intervenções dos Historiadores pela democracia para constatar quão caluniador e distante dos fatos é o editorial.
O golpe parlamentar, jurídico e midiático em curso ataca direitos sociais, políticos e civis que são fundamentais para a existência da democracia. Tais direito foram conquistas feitas pela sociedade e não simples concessões governamentais. Lutar contra este golpe não significa defender um governo ou um partido político, mas sim defender a vigência de princípios básicos de cidadania, considerando que a justiça social deve ser um valor preponderante em nossa sociedade. Foram estas razões que me fazem participar do grupo, além da convicção íntima, enquanto historiador e enquanto cidadão, de que posicionar-se pela democracia se coloca hoje como um imperativo incontornável na nossa vida pública.
Em um texto que pretende dizer o que deve ser o exercício da historiografia, lemos apenas o uso inconsequente da história e a utilização deturpada da obra de um historiador que soube como poucos escrever sobre o próprio métier. Apesar da indignação causada, o editorial cumpriu seu papel esperado, sem nenhuma surpresa. E ao menos algo positivo ficará dessa situação: não será preciso aguardar historiadores futuros para colocar o Estadão em seu devido lugar na história, ou seja, ao lado dos golpistas do passado, os mesmos que em 2 de abril de 1964 comemoraram a vitória do “movimento democrático” que hoje conhecemos como ditadura civil-militar e que, além de vitimar milhares de pessoas, ampliou a desigualdade social no Brasil. Seus editorialistas continuam realizando com esmero essa função no presente”.

O texto foi enviado ao portal do Estadão, mas não houve resposta por parte dos editores. A carta foi publicada pelo blog “Hum Historiador”, de José Rogério Beier, mestre em História pela USP. 

segunda-feira, 11 de julho de 2016

#HISTORIADORES PELA DEMOCRACIA!

#Historiadores Pela Democracia

Arquivo de Vídeos e Textos do Grupo Historiadores Pela Democracia
#ForaTemer #VoltaDilma #StopCoupInBrazil


Acessando o http://historiadorespelademocracia.tumblr.com/ pode-se este manifesto em favor da democracia no Brasil e vários artigos de vários historiadores sobre ditadura e democracia no Brasil. São exercícios de história imediata sobre os eventos políticos (sobretudo de 2016) publicados por historiadores profissionais em diversos veículos de comunicação:
Vários Autores
Contradança: Réplicas às críticas ao movimento historiadores pela democracia (compilação de todos os textos em resposta ao editorial de O Estado de São Paulo de 14 de junho de 2016, “O Lugar de Dilma na História”, e ao artigo de Demétrio Magnoli, “Formação de Quadrilha”, publicado na Folha de São Paulo, em 25 de junho de 2016) 
Alexandre Moraes/UFF e Rodrigo Peres de Oliveira/ Universidade Estácio de Sá
semrodape.com  (todos os textos de 2016)
Caroline Silveira Bauer/UFRGS
Ustra, morto e vivo
Carlos Fico
brasilrecente.com (todos os textos de 2016)
Fernanda Sposito/ UNICAMP
Brasil despedaçado
Luiz Felipe de Alencastro
O Cavalo de Troia do parlamentarismo






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ÚLTIMO ARTIGO PUBLICADO

ÚLTIMO ARTIGO PUBLICADO
Este foi um dos últimos artigos que publiquei: “SOMOS TODOS UM BANDO DE ARAMIS". Neste artigo analiso porque somos avessos à consolidação de nossa democracia. Discuto a contradição de praticarmos procedimentos democráticos enquanto cevamos um ancestral saudosismo de nosso passado ditatorial. Sugiro refletirmos sobre o paradoxo de parte da sociedade usar a liberdade de expressão para pedir um regime que pode acabar com ela. http://www.paraibaonline.com.br/colunista/santos/9920-somos-todos-um-bando-de-aramis---parte-i.html

OBRAS DE ARTE EM FORMA DE VINIL

OBRAS DE ARTE EM FORMA DE VINIL
Este é o primeiro disco do Pink Floyd. Já começou assim mesmo: psicodelizado, distorcido, viajadão, cheio de efeitos! É daqueles discos para ouvir vez por outra acompanhado de algo que te dê alguma distorção mental. Aliás, o Floyd começou muito bom, esteve uma época fantástico, e terminou bom! Neste disco temos Syd Barret com Roger Waters, Rick Wright e Nicky Mason, sem David Gilmour, ainda.

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