sexta-feira, 16 de março de 2018

PORQUE MARIELLE FRANCO FOI EXECUTADA?



PORQUE MARIELLE FRANCO

FOI EXECUTADA?






Marielle Franco não foi "mais uma vitima da onda de violência que assola o Rio de Janeiro", como quer nos fazer crer o telejornalismo da Rede Globo, absolutamente comprometido com o conglomerado golpista que derrubou a presidente Dilma Rousseff.

A VEREADORA CARIOCA MARIELLE FRANCO FOI EXECUTADA A TIROS PORQUE DENUNCIOU UMA SÉRIE DE COISAS MUITO ERRADAS NO RIO DE JANEIRO!

Marielle Franco foi EXECUTADA porque tinha sido, em 28 de fevereiro passado, nomeada relatora da Comissão da Câmara Municipal que acompanharia a Intervenção Militar Federal no Estado do Rio de Janeiro. Ela se colocou, corajosamente, contra a Intervenção desde o
momento que se anunciou mais este golpe do governo Temer. Marielle foi EXECUTADA por ter denunciado como se dava o modus operandi da violência policial contra os moradores da comunidade de Acari, na zona norte do Rio de Janeiro.

Aos olhos de uma sociedade autoritária, racista, machista, misógina, homofóbica, que flerta irresponsavelmente com o fascismo, Marielle tinha "defeitos". Ela era mulher, negra, feminista, socióloga, nascida e criada numa favela, militante dos direitos humanos e de causas várias pelos excluídos de sempre. Emponderadamente, e sem os falsos moralismos que nos contaminam, Marielle assumiu sua relação com outra mulher. Ela era de esquerda, politizada, e defendia uma sociedade mais justa, menos desigual. Por isso tudo, muitos pensaram que ela
tinha que ser elimina, extirpada, de nosso meio.

Marielle Franco foi EXECUTADA por ter sido a quinta vereadora mais bem votada nas eleições de 2016 quando obteve 46.502 votos. Ou seja, mais de 46 mil pessoas apoiavam ideias, lutas e trabalhos de Marielle. Num país estupidamente violento isso é, sim, uma ameaça. Assim, Marielle não podia seguir tão cheia de vida. Tinha que ser EXECUTADA.


Marielle Franco foi EXECUTADA pelo seu “atrevimento” de querer ocupar um espaço que historicamente nunca lhe pertenceu. No Dia Internacional da Mulher, ela falou da tribuna da Câmara Municipal sobre a “resistência contra os mandos e desmandos que afetam as nossas vidas”. Enquanto listava dados sobre a violência contra a mulher, um homem a interrompeu para lhe dar uma rosa. Ironicamente, Marielle disse: “homem fazendo homice”. É que Marielli não queria flores, queria ser respeitada!

No início dos anos 1970, o deputado federal do antigo PTB Rubens Paiva foi torturado até a morte numa unidade militar. Segundo relatos concedidos à Comissão Nacional da Verdade, seu corpo foi enterrado e desenterrado várias vezes, por agentes de órgãos da repressão do Regime Militar, até que foi jogado ao mar. Quase 50 anos depois, a vereadora do PSOL Marielle Franco foi EXECUTADA durante o governo golpista/intervencionista de Michel Temer.
Quando parlamentares, escolhidos pelo povo para representa-lo, são torturados até a morte e/ou executados é porque o sistema politico democrático já ruiu de vez.



Em 1968, uma multidão ocupou a Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro, para acompanhar o velório do estudante secundarista Edson Luís, assassinado pelos disparos de um soldado, em um dos muitos protestos contra a ditadura militar daquela época. 51 anos depois, outra multidão ocupa a mesma Cinelândia para acompanhar o velório da vereadora Marielle Franco, EXECUTADA, ainda não se sabe por quem, após denunciar a repressão policial ocorrida na autoritária Intervenção Militar Federal.
Quando as pessoas passam a ser executadas em locais públicos por protestarem contra a ordem vigente é porque um sistema ditatorial está em pleno vigor.


Nesta entrevista de 19 de fevereiro passado, Mirelle Franco disse com todas as letras, ao  analisar a Intervenção Militar Federal no Rio de Janeiro, que “A democracia está ameaçada”. 


Marielle afirma que a Intervenção Militar Federal traz “o acirramento da violência nos corpos nossos de favelados” e que “ela faz parte de um processo que coloca a própria democracia em risco”.
Mirelle analisa que o “processo de democratização está ameaçado por causa do que está colocado: servidor, saúde, caos em varias áreas e intervenção na segurança, o que ajuda a controlar ainda mais o que vinha sendo controlado antes”. É por essa entrevista que começamos a entender porque Mirelle Franco foi EXECUTADA.

https://www.youtube.com/watch?v=h9oC94oOAdA&t=2s


Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).