terça-feira, 27 de outubro de 2026

Algumas observações sobre a eleição ou o quanto importa a vitória contra a extrema direita miliciana

 


A eleição do 1º turno terminou com Flávio Bolsonaro em 1º lugar e com Lula e o PT experimentando o gosto azedíssimo de uma derrota que não esperavam. O próprio Lula disse que achava que ia vencer no 1º turno, ainda que tenha dito, também, que o povo brasileiro gosta sempre de vê-lo disputar o 2º turno.

Em uma virada espetacular, Lula venceu a eleição impondo uma derrota à extrema direita que tem vários significados, pois não só tirou a diferença do 1º para o 2º turno, como a ampliou em 2.205.226 votos. Também, não é em toda eleição, e nem em todo país, que um mesmo candidato vence o pai e o filho em duas eleições seguidas.

Inclusive, foi a primeira vez, desde o final da ditadura militar, que um candidato que terminou o 1º turno em 2º lugar venceu a disputa no 2º turno. De 1989 até 2026 tivemos dez eleições presidenciais e apenas duas (1994 e 1998) foram resolvidas já no 1º turno. Nas quatro eleições que venceu (2002, 2006, 2022 e 2026) Lula foi ao 2º turno. Esse histórico não autoriza o otimismo que tomou conta da campanha petista no 1º turno e deveria servir de exemplo para evitar a acomodação, inclusive do próprio Lula, nos meses de agosto e setembro.  


Mas, o mês de outubro foi algo épico, pois Lula precisava ter no 2º turno o que não teve no 1º. O desafio era hercúleo, pois ele precisava realinhar seu partido e sua coordenação de campanha, além de buscar os votos, algo em torno de 9 milhões, que Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado, todos de direita, tiveram no 1º turno.

Para se ter ideia do feito, Lula foi reeleito com mais do dobro da vantagem que teve sobre Jair Bolsonaro em 2022. Outro desafio de Lula era convencer os 3 milhões de eleitores que se abstiveram no 1º turno de ir às urnas no 2º. Ele precisava, também, convencer os 1.8 milhão de eleitores que votaram em branco ou anularam o voto no 1º turno de votar nele no 2º. Enfim, havia margem para aumentar o capital eleitoral.

O fato é que Lula teve mais 10,4 milhões de votos entre o 1º e o 2º turno, passando de 45.2% dos votos para 51.8%, ou seja, ele teve uma alta de 6.6% pontos percentuais. Já Flávio Bolsonaro teve apenas 3,7 milhões de votos adicionais, indo de 47% para 48.2% - um crescimento pífio de 1.2%.

Estes mapas mostram que Lula cresceu em quase todos os municípios brasileiros entre o 1º e 2º, enquanto Flávio Bolsonaro ou diminuiu ou estacionou em quase todas as cidades. O candidato da extrema direita caiu 1.700 cidades, derretendo 30% de seu capital eleitoral – isso explica uma derrota que terá inúmeras consequências graves para o bolsonarismo.



 

Mas, porque Lula teve 10.376.694 a mais no 2º turno e Flavio Bolsonaro teve apenas 3.721.538? Elementar, Lula conseguiu bem mais votos na margem à disposição dos candidatos e fez seu capital eleitoral aumentar em estados como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e no Norte e Nordeste. O fato é que enquanto Lula teve 3 em cada 4 votos disputados, Flávio Bolsonaro teve apenas 1 voto. Como explicar isso?

1) Todo eleição tem um dilema a ser desvendado. Em geral, vence a eleição quem primeiro desvenda o dilema.

Tanto no 1º como no 2º turno o dilema era quem pautaria a eleição. No 1º turno, a direita pautou a eleição presidencial e nos estados com sua questão única em torno da violência e da corrupção. A extrema direita impôs a tese da violência que ameaça as famílias brasileiras. No 2º turno, a esquerda saiu das cordas, invertendo o discurso, ao mostrar que o crime, que gera a violência, vem da ação das milícias que defendem que cada cidadão tenha uma arma em casa com a numeração raspada, claro.

Com a discussão do fim da Escala 6X1, Lula pode falar sobre a questão dos direitos sociais e trabalhistas pautando a discussão do 2º turno. Lula passou a ser o único candidato a ter discurso, já que Flávio Bolsonaro não podia falar daquilo que não entende, e levou a discussão para um patamar extremamente politizado. Isso foi mortal para Flávio Bolsonaro que não tinha como deixar de lado seu perfil virulento.

Flávio Bolsonaro ficou encurralado: se agisse com seu perfil de liderança fascista da extrema direita, destilando ódio, cinismo e o receituário trumpista não atingia a margem de votos em disputa no 2º turno; se, por outro lado, tentasse ser mais moderado, mais palatável, desagradava seu fiel eleitorado que não aceita votar em um candidato defensor da democracia por preferir o perfil ditatorial.

2) Vence a eleição quem consegue jogar o jogo eleitoral no terreno do adversário.

Havia uma espécie de mantra das campanhas eleitorais que dizia que a esquerda controla as ruas e a direita o mundo digital das redes sociais, ainda que a direita tenha ganhado às ruas desde 2013 e a esquerda tenha se aventurado pelo mundo da internet com personagens como André Janones, Ana Elisa Santos e Jones Manoel, eleitos para a Câmara Federal a partir de suas atuações nas redes sociais.

A esquerda invadiu o terreno das redes sociais dominado pela direita e impôs uma nova agenda com Lula menos analógico e mais digital. O canal do WhatsApp “Exército de Lula”, criado por Janones, é a prova disso. Ao mesmo tempo, os estudantes voltaram às ruas para belíssimas manifestações provando que têm a primazia do movimento político e social nas ruas. Desenvolver a campanha eleitoral, com novas linguagens, nas ruas e nas redes sociais, fez Lula ganhar alcance inimaginável.

3) Questões fundamentais que alavancaram a campanha de Lula no 2º turno.

Ao tempo em que a mídia corporativa normalizava o extremismo da direita miliciana, a partir da ideia de que na democracia todos têm direito de se expressar e de participar livremente, expunha a face criminosa de uma candidatura que não apresentava currículo e sim extensa folha corrida. Flávio Bolsonaro foi exposto para todo país, principalmente no 2º turno, como o que ele é de fato - um perigoso miliciano que pratica o banditismo em suas várias vertentes.

A capacidade que o PT teve de fazer uma severa autocrítica, nos dois dias que se seguiram ao domingo de eleição do 1° turno, sobre os muitos erros cometidos, foi irrepreensível. O PT foi eficiente em corrigir a rota deixando de lado certa arrogância de quem pensa que já ganhou. Lula foi, como sempre, importantíssimo ao chamar o partido e seus aliados para aquela conversa que não pode ser publicada.  


Vários setores da sociedade brasileira, os estudantes principalmente, entenderam que precisavam urgentemente fazer alguma coisa para impedir que o banditismo da extrema direita bolsonarista voltasse ao poder. Sem pedir permissão ou esperar algum direcionamento, foram às ruas pedir votos para Lula e defender a democracia. Essa eleição ficará marcada pela mobilização dos estudantes que lutaram exemplarmente!

4) Vence a eleição quem consegue expor a verdade sobre a face obscura de um adversário de alta periculosidade

Principalmente no 2º turno caíram todas as máscaras de Flávio Bolsonaro. Nos dois debates que tivemos, na Band e na Globo, pudemos ver  que o candidato das milícias é o que é. Ao passo em que a imprensa corporativa e alternativa ia desvendando e expondo a ficha corrida do candidato bolsonarista, fomos despertando para os riscos que corríamos caso ele fosse eleito.

O debate da Band foi fundamental para sabermos que Flavio Bolsonaro é um abusador. Ficamos sabendo que ele é capaz de desrespeitar um homem de 80 anos de idade, que ele mente de forma contumaz e que não responde às várias perguntas feitas para não produzir provas contra si mesmo.

No início da campanha, tentou-se apresentar Flávio como o “melhor dos Bolsonaros”. A ideia era mostrá-lo como um mediador, como alguém que dialoga ao contrário de Jair Bolsonaro. O PT e Lula fizeram o movimento contrário e passaram a apresentar Flávio como o que de fato ele é. Quando vieram os debates, foi possível ver que a propaganda eleitoral de Lula estava falando a verdade.


Ante scriptum (escrito ainda no domingo de noite durante a apuração)

O fato é que tem muita gente em Brasília rodando a Crimeta de Flávio Bolsonaro, o miliciano. A lista dos que querem se vingar é enorme dentro e fora do PL. De Alexandre de Morais, passando Joice Hasselmann e Michele Bolsonaro, até setores da esquerda, ninguém pensa em deixar o filho Zero-Um de Jair Bolsonaro sair impune desse processo. É bom lembrar que a candidatura do miliciano trouxe à tona uma série de coisas gravíssimas que precisam ser bem investigadas. Por isso mesmo, ele deve ir se aconselhar com o pai, em seu cativeiro domiciliar, e depois deve viajar para os EUA só com uma passagem de ida.

Donald Trump não vai fazer nada, além de pronunciar algumas sandices estapafúrdias. É que ele tem que se preocupar com as Midterms, eleições de meio de mandato, até porque o Partido Republicano está ameaçadíssimo de perder e os Democratas já avisaram que ganhando vão bancar o impeachment de Trump.

Parece existir no PL um movimento de acomodação que começa com a demonstração de que a provável derrota é dos Bolsonaros, não do partido. É que o PL venceu a eleição parlamentar e vai ter 1/3 do Congresso Nacional. O PL parece querer se livrar da pecha de ser golpista. Deve haver um rearrumação no partido para enquadrar os bolsonaristas.

Já os Bolsonaros não têm muito o que comemorar, pois Jair está cumprindo pena, Eduardo está foragido nos EUA, Flávio deve mesmo perder a eleição. Apenas, Carlos e Renan foram eleitos senador e deputado federal respectivamente. Mas, Carlos é um psicopata descontrolado e Renan mal sabe articular uma frase com mais de 3 palavras. Sem contar que Michelle foi eleita senadora e ela é capaz de se aliar até a Alexandre de Morais para se vingar de Flávio Bolsonaro.

Post scriptum:

Vejamos o timing das coisas após o resultado das urnas:

  1. Flávio Bolsonaro perde a eleição, anuncia que não reconhece o resultado, e passa a esperar que Donald Trump intervenha não reconhecendo, também, o processo eleitoral brasileiro. Mas, Trump desconversa, diz que a eleição brasileira foi fraudada, mas que gosta de Lula. Diz, ainda, que ele não é presidente do Brasil e sim dos EUA. 
  2. Presidentes de países dos 5 continentes reconhecem a vitória de Lula, parabenizando o país pelo fortalecimento da democracia. Presidentes da direita latino-americana saúdam a vitória de Lula deixando Flávio Bolsonaro de lado.
  3. PL diz que não quer briga, que a eleição foi limpa, e que vai respeitar o resultado democraticamente. Waldemar Costa Neto e outras lideranças do PL pressionam Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo. 
  4. As urnas ainda não tinham esfriado e Flávio Bolsonaro já estava na casa do seu pai, Jair Bolsonaro, para se aconselhar.
  5. Alexandre de Morais cassa os passaportes de Flávio Bolsonaro, determina que ele preste depoimentos sobre os processos em que está sendo investigado no STF e o proíbe de ter algum tipo de contado com Willer Tomaz.
  6. Flávio Bolsonaro recua e desiste de questionar vitória de Lula nas urnas.
  7. Flávio Bolsonaro foge para a Argentina e de lá para os EUA.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

A luta mais bela de todas!

 

Essa eleição foi um marco para minha geração de militantes de movimentos políticos e sociais de esquerda que votamos em Lula desde 1989. Fomos às urnas ontem sabendo que era a última vez que votávamos em Lula, pois em 2030 ele não poderá mais ser candidato. Ontem, votei feliz por ter sempre me colocado do lado certo. Votei convencido de que estava defendendo nossas vidas e nossas conquistas.

            Desde 1989, foram 10 eleições. Vencemos 6 e perdemos 4. Mas, ainda que tivéssemos vencido apenas uma única eleição estaria bem comigo mesmo, pois me mantive sempre fiel a minha ideologia política e à classe social a qual pertenço. Eu sou, sempre fui, um trabalhador e desde 1989 votei considerando isso.

            Foi lindo, foi belo, foi emocionante ver as pessoas nas ruas se abraçando, rindo e chorando, emocionadas por uma vitória que representa bem mais do que uma “simples” eleição. Uma amiga de Salvador me mandou uma mensagem dizendo “Fizemos uma Revolução. E foi uma honra lutar ao seu lado”. Sim, revolucionamos o ato de lutar por direitos e defender nossas vidas utilizando às (poucas) armas que a democracia eleitoral oferece.


            Aliás, temos que de uma vez por todas entendermos que a luta política e ideológica não se circunscreve aos processos eleitorais. A nossa luta é a de classes! Temos que travar a luta para acima e além de uma candidatura, ainda que seja a de Lula o maior e melhor representante dos trabalhadores na política. Agora mesmo, isso nos foi provado com o fim da Escala 6X1, pois ela só caiu porque nós, a sociedade, dissemos a elite que não queríamos trabalhar única e exclusivamente para atender aos interesses da burguesia.

            Foi marcante ver as pessoas se mobilizando para convencer os que se abstiveram no 1º turno da importância de votar no 2º turno. Ver os estudantes indo às ruas, em manifestações memoráveis, me encheu de orgulho, pois sei que de alguma forma minha geração contribuiu para isso. Ver idosos dizendo que iriam votar no 2º turno para defender suas famílias foi algo inesquecível. Ver pessoas, que nunca participaram de lutas políticas, se envolvendo com as manifestações em defesa da democracia foi uma lição para nós da esquerda que costumamos não admitir que o senso de pertencimento ao movimento político não nos é exclusivo.

Ver Ana Elisa Santos, eleita deputada federal por Minas Gerais com apenas 21 anos, ensinando Lula como se comportar nas redes sociais e como utilizá-las durante a campanha do 2º turno me encheu de esperanças de que temos pessoas capazes de levar a luta adiante não apenas nas ruas, como no parlamento e nas redes sociais.

Enfim, vamos sair desse processo vitoriosos não apenas por ter elegido Lula mais uma vez, mas por termos sabido conduzir a luta em uma patamar político e ideológico, diria mesmo em um patamar civilizacional.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

POR ISSO, NO DOMINGO, EU VOTO EM LULA!!!!!!


Eu sou Gilbergues, professor do Departamento de História da Universidade Estadual da Paraíba, em Campina Grande.

A primeira vez que votei para presidente foi em 1989 - a 1ª eleição que tivemos após a ditadura militar. Votei em Leonel Brizola no 1º turno e em LULA no 2º.

A partir disso votei sempre em LULA nas derrotas e em todas as vitórias.

Eu me orgulho de nunca ter votado na direita. Aqui na Paraíba, nunca votei nos coronéis e em suas famílias sempre ao lado do autoritarismo e contra a democracia.

Eu tenho 57 anos, tenho 3 filhos e 1 neto. Todas às vezes em que vou votar penso sempre neles, no futuro deles, por isso eu VOTO EM LULA.

EU VOTO EM LULA porque sou um humanista, porque sou a favor da democracia, da liberdade e da igualdade.

EU VOTO EM LULA porque não quero ver as pessoas que amo ameaçadas por um governo formado por milicianos que cultuam as armas e a violência, que abusam de mulheres, crianças, idosos e de todos que ousam deles discordar.

EU VOTO EM LULA porque não quero ver todas as nossas conquistas, como o fim da escala 6X1, sendo destruídas.

Nossa escolha no domingo não é difícil! Ela é muito fácil: temos que escolher entre a CIVILIDADE E A BARBÁRIE – entre um estadista comprometido com o seu povo e um miliciano.

POR ISSO, NO DOMINGO, EU VOTO EM LULA!!!!!!

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

CRIMETA RUSSA

 

CRIMETA RUSSA

28
CASOS

Sejam bem-vindos à Crimeta Russa!

GIRE A ROLETA PARA CONHECER MAIS UM CRIME DE FLÁVIO BOLSONARO, O MILICIANO-MOR DA EXTREMA DIREITA.

Gire a roleta e conheça denúncias, investigações e episódios preocupantes da trajetória pública de Flávio Bolsonaro, reunidos a partir de reportagens e documentos oficiais.

Cada caso apresenta o contexto, a situação relatada do caso e as fontes para consulta, distinguindo acusações, investigações, casos arquivados e episódios sem imputação penal.

Gire, leia, confira as fontes e compartilhe!


https://crimetarussa.com/




quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Os sinais relevantes de uma eleição que parece não ter fim.

O https://www.brasil247.com/ deu essas três matérias hoje mesmo.

A primeira mostra que 44% população brasileira tem medo de que o clã Bolsonaro retorne à Presidência da República, enquanto 42% das\dos brasileiras(os) receiam a continuidade de Lula na presidência.

A matéria do Brasil 247 diz que “A fotografia atual altera a trajetória de estabilidade observada nos últimos levantamentos do instituto. Há uma semana, as duas correntes de rejeição apareciam em igualdade absoluta, somando 43% cada. O cenário em que a apreensão com o grupo liderado por Jair e Flávio Bolsonaro (PL) esteve numericamente à frente havia ocorrido pela última vez na pesquisa de 14 de agosto, quando marcou 45% contra 41% de rejeição à reeleição de Lula”.

A segunda matéria mostra que a apresentadora Angélica Huck declarou seu voto para Lula no 2º turno. Angélica disse que “decidiu se manifestar após acompanhar a mobilização de jovens em defesa de suas causas e afirmou desejar um Brasil marcado pelo respeito, pelo diálogo e pelo combate ao preconceito”.

Lembrando que Angélica declarando voto em Lula é um dado importantíssima, pois ela é daquela faixa da população que é rica, branca, que se diz nem de direita e nem de esquerda, que tem uma série de preconceitos contra Lula, mas que não aceita a virulência do candidato miliciano do bolsonarismo.

A terceira matéria mostra que trabalhadores e trabalhadoras de entrega por motocicleta realizaram uma mobilização na cidade de São Paulo para manifestar apoio à candidatura de Lula. Ver um  setor da sociedade, marcadamente bolsonarista, se colocando  em apoio à Lula é outra coisa bastante significativa.


O que temos aqui são sinais relevantes, fatos novos da eleição, que mostram que ouve senão uma virada, pelo menos uma situação de empate entre Lula e Flávio Milicinaro.

Em minha opinião, mostra que vamos vencer a eleição no domingo com uma diferença de algo em torno de 1.5% pontos percentuais.


terça-feira, 20 de outubro de 2026

PORQUE NÃO SE DEVE VOTAR EM FLÁVIO BOLSONARO

Se você conhece alguém que ainda está pensando em votar em Flavio BOLSONARO, mande esse vídeo para essa pessoa. Diga a ela que NESTE NOMENTO SE TRATA TÃO SOMENTE DE NOSSO FUTURO E DE NOSSA SOBREVIVÊNCIA. 




É SOBRE ISSO QUE TRATA NO PRÓXIMO DOMINGO - NAO VOTAR EM UM MILICIANO!

domingo, 18 de outubro de 2026

SOBRE A DEBATE DA BAND...

A primeira questão a dizer é que não teve novidade alguma. Aconteceu o que se esperava: Lula foi o de sempre bem mais para o bem do que para o mal; Flávio agiu como um Bolsonaro, o pior deles.

Thaís Belinky, jornalista do UOL, definiu bem o que aconteceu: Lula fez perguntas em série e Flávio estava treinado para mudar de assunto.

Flávio Bolsonaro estava unicamente preocupado em falar para sua bolha extremista por saber que só mesmo sua enorme bolha presta atenção no que ele diz. Ele falou para que se produzissem cortes que vão circular pelas redes e grupos da extrema direita. Ou seja, falou para sua bolha para cumprir o principal objetivo que é manter o eleitorado bolsonarista coeso.
 
Lula também queria falar para sua bolha. Mas, queria, ainda, atingir os eleitores indecisos e\ou que não foram votar no 1º turno, além dos que votaram em Augusto Cury e Renan Santos e que não votam em Flávio Bolsonaro e podem votar nele.

Lula conseguiu um feito digno de nota - conseguiu se controlar diante de um Bolsonaro que atua o tempo todo para provocar, desestabilizar, para retirar os piores afetos do seu opositor. Lula soube resistir ao mau-caratismo explícito do miliciano bolsonarista não se deixando levar para o esgoto da extrema direita.

Uma frase premonitória de Lula que Flávio Bolsonaro fingiu não ouvir: 
“Você se prepare, que dia 25 você vai perder imunidade, você se prepare que você vai perder imunidade e você vai ter problema, porque a sua vida tem muito inquérito que agora vai andar. Se os seus amigos não estão deixando andar, agora vai andar”.

No início Lula estava nervoso, pois Flavio Bolsonaro só falava em Lulinha e em Roberta Luchsinger. Mas, saiu das cordas quando perguntou a Flávio o que ele tinha feito com os 134 milhões de dólares que Vorcaro lhe deu. Daí em diante a tônica foi: Lula perguntava e Flavio Bolsonaro se esquivava. A pergunta que ensacou Flávio Bolsonaro:
“Você só pode ajudar quando explicar os R$ 134 milhões. Você pegou os R$ 134 milhões e mentiu para a sociedade brasileira? Digo, o que você fez? O que você fez? É só explicar”

Quando Lula se acalmou e entendeu que um escorpião será sempre um escorpião, pode falar sobre suas propostas e sobre o que ele fez ao longo de seus governos. Note-se que enquanto Flávio Bolsonaro insistia em falar em Roberta Luchsinger, Lula rebate com a história do "Careca do INSS". A diferença é brutal.

Lula acertou bastante na estratégia de fazer a mesma pergunta várias vezes a Flávio Bolsonaro. É que ele não poderia nunca responder, pois se o fizesse confessaria um de seus muitos crimes. Flávio não respondeu sobre o dinheiro que recebeu do seu irmãozão Vorcaro, assim como não respondeu sobre a escala 6x1 e como não respondeu sobre as muitas mentiras que apregoa durante a campanha.

Lula conseguiu algo muito interessante quando fez Flávio reconhecer que o governo Jair Bolsonaro foi um fracasso na questão da saúde. Isso importa, pois deu o mote para Lula explorar as 700 mil pessoas que morreram de Covid durante a pandemia porque um Bolsonaro lhes negou atendimento.

Não adianta perguntar quem venceu o debate, porque as bolhas têm suas respostas óbvias, ainda que seja preciso dizer a mãe de todas as obviedades: a sociedade brasileira venceu, pois teve uma chance impar de ver um Bolsonaro em ação: mentindo, destilando ódio, cinismo e fugindo das perguntas.

Para responder quem se saiu melhor é fácil, pois Lula soube controlar bem mais o tempo, pela sua experiência, e soube equilibrar as críticas e ataques ao seu opositor e as propostas e realizações de seu governo.

Também, é preciso considerar que Flávio Bolsonaro não precisa se preocupar em se fazer entender, pois ele é auto explicativo. Já Lula mostrou que tem conteúdo, mesmo que saiba criticar, acusar e até ironizar.



quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Algumas questões sobre o exato momento da eleição

 

1. O Senado aprovou o fim da escala 6X1. Vitória do povo trabalhador brasileiro que disse não aos interesses do grande capital e o Senado teve que aceitar. Obviamente, essa vitória só se garante se Lula vencer a eleição.

2. Lula aparecendo bem demais nas pesquisas. Temos empate técnico e até a Quaest/Globo dá isso. O Instituto Palver está dando Flávio Bolsonaro com 50% e Lula com 49%.

4. A campanha de Lula se consolidou nas ruas e nas redes. Hoje (15/10) os estudantes estão nas ruas pelo Brasil afora e o canal do Janones voltou ao ar e pode alcançar 5 milhões de seguidores até o final da noite de hoje.

5. Vamos ter debates. Flavio Bolsonaro vai ter que encarar um Lula doido para debater.

6. Hoje [5° feira 15/10] sai o Datafolha e Lula pode aparecer empatado ou mesmo na frente de Flavio Bolsonaro.

7. Os nossos estudantes [das universidades e das escolas] estão nas ruas dizendo que não querem a barbárie Bolsonarista. MUITO ORGULHO!

8. Lula partiu para o ataque na propaganda eleitoral, e em suas aparições, mostrando Flavio BOLSONARO como uma maçã podre, abrindo a capivara do bandido. Flavio está na defensiva: foi forçado a admitir que votaria no fim da escala 6X1 e depois teve que pedir desculpas aos donos do capital dizendo que vai rever a 6X1 se for eleito.

 Foi criado mais um site onde podemos “puxar a capivara” de Flávio Bolsonaro - https://bolsomaster.site/.

Acusações contra Flávio Bolsonaro - Mais de R$ 660 milhões em valores citados nos casos que envolvem o senador e seu círculo (filme de R$ 134 milhões, honorários de R$ 427 milhões, mansões, rachadinha e emendas), além dos desvios bilionários do INSS.

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

VEJA COMO PUXAR A CAPIVARA DE FLÁVIO BOLSONARO

Você quer "puxar a capivara" de Flávio Bolsonaro?

O Site Flávio em Fatos · Mapa de conexões de Flávio Bolsonaro [https://flavioemfatos.com/]
mostra escândalos, investigações e crimes em que Flávio, os Bolsonaros e seus cúmplices estão envolvidos.


Do site www.vermelho.org.br 


Nada como um bom site para organizar e disponibilizar conteúdos importantes de maneira clara e objetiva. Se nas redes sociais, as coisas aparecem e somem o tempo todo, numa página, tudo fica ordenado e fácil de achar. No caso de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência, só mesmo um espaço assim para dar conta de uma biografia tão cheia de fatos mal explicados, mentiras e conexões, no mínimo, estranhas.

Num Power Point, certamente não caberia. Então, para facilitar a vida do brasileiro que quer conhecer um pouco melhor o Flávio que o Flávio não quer mostrar, foi criado o Mapa de Conexões de Flávio Bolsonaro — ou flavioemfatos.com . Ali, o internauta encontra os escândalos e investigações relacionadas ao senador e pessoas ligadas a ele e a esses casos.

A base das informações é o noticiário jornalístico, como indica o nome da URL, bem como documentos oficiais. Até o momento em que esta matéria foi publicada, a plataforma disponibiliza nove casos, 32 conexões e mais de 230 fontes jornalísticas num só mapa. Mas, como a vida do senador é bastante dinâmica, a conta pode aumentar.

A linguagem visual faz com que o usuário possa conhecer as tramas que cercam o Zero Um como numa apresentação esquemática e permite conhecer quem é quem nos casos por meio de mapa e lista, além de permitir a busca por assunto.

O site informa que “uma conexão no mapa não indica culpa” e que até esta data, “Flávio Bolsonaro é alvo de duas investigações criminais no STF: a do financiamento do filme Dark Horse e a de suposta calúnia contra Lula, ambas sem denúncia nem condenação”. Na Justiça Eleitoral, há duas ações de investigação sobre a campanha de 2026, abertas em setembro, uma delas por abuso de poder econômico devido às participação do candidato na Festa do Peão de Barretos.

Entre os casos expostos estão o do Banco Master e o suposto financiamento do filme “Dark Horse” — para o qual Flávio pediu mais de R$ 130 milhões e recebeu R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, a quem tratava como “irmãozão” — e o famoso caso da rachadinha — que, segundo o Ministério Público do estado, teria resultado no desvio de R$ 6 milhões.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Apenas por alguns instantes pare de pensar em quem você odeia e pense em quem você ama


Neste vídeo, Lula fala com o coração! Ele se mostra emocionado e triste pelo fato de uma parte da população ter votado na extrema direita. 
Porque? Não temos o direito de votar em quem bem quisermos? Temos sim! É que Lula expressou a tristeza dele pelo fato de as pessoas votarem em quem já nos fez tanto mal.

Como Lula, também achei que venceríamos ainda no 1º turno, porque não podia acreditar que as pessoas tivessem esquecido todo o sofrimento durante a pandemia, quando Jair Bolsonaro negou atendimento a quase 700 mil pessoas, ou que foi ele mesmo que colocou o Brasil de volta ao mapa da fome entre 2019 e 2022.

Eu não peço votos "apenas" para Lula, peço para meus filhos, minha esposa, minhas irmãs, peço para mim que sou professor e funcionário público. Eu peço votos para as mulheres, crianças, pessoas LGBT e para o povo preto constantemente ameaçados por homens (brancos) de extrema direita; peço votos para os que dependem dos programas sociais para que seus filhos possam ter um futuro descente depois de estudar em boas universidades públicas.

Lula diz no vídeo: "agente já fez coisas demais para o povo fingir que não viu". Não dá mesmo para não ver o que conquistamos durante todos os anos de governo Lula. Também é impossível não ver a eficiência da extrema direita em varrer do país essas conquistas todas em tão pouco tempo.