GILBLOG
Professor do Curso de História da Universidade Estadual da Paraíba. Mestre em Ciência Política (UFPE) e Doutorando em Ciência da Informação (UFPB). Especialista em História do Brasil, com ênfase na Era Vargas e na Ditadura Militar, na democracia e no autoritarismo. Autor dos livros "Heróis de uma revolução anunciada ou aventureiros de um tempo perdido" (2015) e “Do que ainda posso falar e outros ensaios - Ou quanto de verdade ainda se pode aceitar” (2024) lançados pela Editora da UEPB.
terça-feira, 6 de outubro de 2026
OS PROGRAMAS SOCIAIS QUE LULA FEZ
Neste 2º turno importa bastante falarmos dos PROGRAMAS SOCIAIS REALIZADOS POR LULA e de quanto é importante mantermos esses programas no próximo governo.
Precisamos falar que só um governo como o de Lula tem compromisso em manter os PROGRAMAS SOCIAIS e de criar novos PROGRAMAS.
Também, temos que falar que Flávio Bolsonaro não tem compromisso algum em manter os programas sociais, pelo contrário ele vai acabar com eles como Jair Bolsonaro fez enquanto era presidente.
Também, importa pensarmos que NÃO FOI FLÁVIO BOLSONARO QUE CRESCEU NAS ÚLTIMAS HORAS ANTES DA VOTAÇÃO.
Na verdade, foi Lula que perdeu votos durante a votação porque muitos eleitores deixaram de ir às urnas.
A diferença, portanto, estaria em quem deixou de comparecer às urnas. Em vez de uma arrancada de Flávio, o que teria acontecido foi uma perda de força de Lula entre eleitores que deixaram de comparecer às urnas.
O desafio de Lula no segundo turno é:
- Combater a narrativa de que houve uma “virada” de Flávio Bolsonaro.
- Combater a desmobilização.
- Elevar a rejeição de Flávio Bolsonaro.
- Disputar o discurso de mudança, que até aqui teria ficado mais associado à oposição.
Veja a matéria na Revista Fórum
Flávio não cresceu: Lavareda diz que Lula “perdeu para a abstenção” e explica “ilusão de ótica” no 1º turno - Revista Fórum
Algumas questões pontuais para se por em práticas nesses 20 dias de campanha:
A. Bater no atacado e no varejo em Flávio Bolsonaro, mas bater em um outro patamar, sem o moralismo cristão em defesa da pobre santa padroeira perseguida pelo diabo – deixa o bom mocismo para Luciano Huck.
B. Falar sobre o que Lula vai fazer em seu próximo governo para resolver as coisas mais prementes do dia-a-dia do povo brasileiro, pois devemos entender de uma vez por todas que a sociedade não tem maiores deveres ideológicos com o PT.
C. Sinalizar claramente para os Faria Limer que Lula (e o PT) segue sendo social-democrata-liberal, preocupado em defender a economia de mercado, ainda que não deixe de lado as questões sociais e a luta contra a desigualdade. É preciso fazer uma espécie de Carta aos Brasileiros 2.0 endereçada ao mercado, a FIESP, aos bancos, enfim à burguesia. Inclusive, sugiro que Geraldo Alckmin vá entregar essa carta em mãos.
sexta-feira, 2 de outubro de 2026
A GLOBO PRECISA ENTENDER QUE NÃO VIVEMOS MAIS EM UM MUNDO ANALÓGICO E QUE ELA NÃO DECIDE MAIS AS REGRAS DO DEBATE ELEITORAL
EU SOU DE UM TEMPO EM QUE OS DEBATES ERAM BONS DE VERDADE, ainda que servissem para atender aos interesses da classe dominante através de seus candidatos.
Ainda hoje assisto
aos debates das eleições
presidenciais de 1989 com Leonel Brizola chamando Paulo Maluf de “filhote
da ditadura” ou com Aureliano Chaves e Ronaldo Caiado disputando quem seria mais
fiel aos militares e a ditadura que se encerrava. Lembro bem da qualidade que
Mario Covas, Ulysses Guimaraes, Roberto Freire, Lula e o próprio Brizola emprestavam
ao debate.
Claro, temos que lembrar
que foi em 1989 que a Rede Globo promoveu aquele “debate” do 2º turno entre Fernando
Collor e Lula, montado para beneficiar o candidato de Roberto Marinho, com a
farsa das pastas vazias feita por Boninho e sua equipe e com aquela edição do
dia seguinte que beneficiou Collor e prejudicou Lula.
Trabalhando como cientista
político, analisando e comentando processos eleitorais na imprensa paraibana, acompanhei debates de todo tipo e vi acontecer muita
coisa ao vivo. Vi candidato passar mal de verdade e candidato fingir que ia
desmaiar. Vi um candidato ameaçar se retirar do debate ao lhe perguntarem por que
ele pagava a pensão de sua ex-esposa com a verba de seu próprio gabinete.
Vi um candidato se recusar a entrar em um estúdio alegando que suas cadeiras tinham a mesma cor da campanha do seu adversário. O detalhe é que a emissora era de rádio – o público não poderia saber a cor das cadeiras. Vi dois candidatos acertando um encontro para saírem literalmente no braço, após um debate em que um acusar o outro de mentiroso foi elogio. Enfim, vi coisas que só mesmo nossa democracia eleitoral patrimonialista pode produzir.
domingo, 27 de setembro de 2026
Se gritar miliciano, não fica um bolsonarista!
Nunca foi difícil escolher!
Nunca foi difícil escolher! Na verdade, foi sempre muito fácil!
A tal da “escolha difícil” só estava mesmo, e ainda está, na cabeça
de Vera Magalhães e de setores da sociedade brasileira que não conseguem fazer
uma opção política, ideológica e eleitoral que seja minimamente coerente com o lado onde se encontram no
processo de produção e de reprodução do modo de produção capitalista.
A escolha só é difícil para o trabalhador que pensa como o seu
patrão, que defende o Estado mínimo, sem entender que a burguesia não vive sem
o Estado para defender seus interesses econômicos.
A escolha é complexa para o funcionário público neoliberal que é a favor
da privatização e que supõe que vai ficar rico se defender os interesses do
grande capital.
A escolha é impossível para o pobre de direita, para o preto racista,
para a pessoa LGBT homofóbica, para a mulher machista porque precisam lutar
contra sua própria condição social.
Enfim, dito de outra forma, a escolha é muito simples para quem é
consciente de seu papel na sociedade. Agora mesmo, temos que escolher entre um
estadista do tamanho de Lula e um elemento membro de uma organização criminosa que atende pelo nome de família Bolsonaro.
Convenhamos, não é difícil escolher!
PS: Não acho impossível Lula vencer já no 1º turno. Existe mesmo uma possibilidade de não termos 2º turno, ainda que as pesquisas apontem mais para a realização de um 2º turno.
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
ESTÁ DIFÍCIL, MAS QUANDO FOI FÁCIL?!
Não é impossível vencermos as eleições para presidente da República e, sim, Lula pode vencer ainda no 1º turno; mas, para isso, temos que deixar o bom-mocismo de lado, pois o jogo da democracia liberal é pesado já que permite que um criminoso seja candidato.
Precisamos entender que a democracia liberal é o sistema político criado, pela burguesia, para propiciar o melhor funcionamento político possível ao seu sistema econômico, o capitalismo. É por isso que tem candidatos da extrema direita e da direita Faria Limer que são contra o fim da jornada 6X1. Elementar, eles estão defendendo os interesses da classe social que financia suas campanhas eleitorais. Simples assim!
Infelizmente, nosso modelo de democracia meramente eleitoral permite que um miliciano extremamente perigoso, um coach milionário metido a psiquiatra, o criador de uma organização fascista, o representante da direita do agrorural, etc, sejam candidatos à presidência da República.
Precisamos tratar Flavio Bolsonaro pelo que ele é - um membro de uma organização criminosa que cometeu crimes como tentativa de Golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Inclusive, é preciso que se diga que seu pai é o chefe dessa organização criminosa ainda que esteja preso, cumprindo a pena que a justiça lhe impôs.
É preciso mostrar claramente o envolvimento de Flavio BOLSONARO com o "esquemão" do Banco Master de Vorcaro. Para isso, importa bastante assistirmos e divulgarmos o 2º episódio da Série de reportagens "REVELANDO" em que Fábio Porchat nos mostra as conexões entre o dinheiro, a fé "evangelicalizada" e a extrema direita, através do Banco Master.
O episódio "GRANDES IGREJAS, MASTER NEGÓCIOS" é sério, não é para rir, e serve para sabermos bem com quem estamos lidando e dos riscos que corremos caso o "irmãozão" de Vorcaro venha a ganhar a eleição.
É preciso mostrar o envolvimento dos BOLSONAROS no assassinato de Marielle e Anderson. Ficar falando de "rachadinhas" na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e na Câmara dos Deputados não funciona mais. Enfim, não faltam crimes cometido por Flavio Bolsonaro para serem mostrados na propaganda eleitoral.
É PRECISO MOSTRAR QUE FLÁVIO BOLSONARO É O CANDIDATO DA EXTREMA DIREITA POR ELE SER EXATAMENTE O PIOR E O MAIS PERIGOSO DOS BOLSONAROS
Não adianta seguir as regras da democracia liberal [meramente eleitoral] se o adversário joga para acima e além das regras, normas e leis. É preciso mostrar que nós temos 2 opções:
- uma, é o estadista LULA.
- outra, é o criminoso Flavio BOLSONARO.
Lula Paz e Amor pode funcionar lá na ONU. Mas, aqui é diferente! Temos que enfrentar com coragem a extremosa destra criminosa em sua aliança com a burguesia e o grande capital corporativo.
Temos que vencer a eleição, pois dependemos disso para seguirmos minimamente seguros e em paz.
terça-feira, 8 de setembro de 2026
O que o ministro do STF, terrivelmente evangélico e bolsonarista, quer mesmo é acabar com as operações da Polícia Federal e intervir na eleição
É sempre bom lembrar que quem tornou André Mendonça Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi ... Jair Bolsonaro. Também, não se deve esquecer que ele estava cumprindo uma promessa, pois antes mesmo de ser eleito dizia que indicaria um ministro “terrivelmente evangélico” ao STF.
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| Indicado ao STF, André Mendonça reconhece 'submissão' a bispos da Assembleia de Deus | Lauro Jardim - O Globo |
Já presidente, Bolsonaro anunciou
que o ministro "terrivelmente evangélico" seria ... André Mendonça. Isso
aconteceu quando ele participava, na Câmara dos Deputados em 10\07\2019, de um
culto evangélico e de uma sessão em homenagem aos 42 anos da Igreja Universal
do Reino de Deus do “terrivelmente (pastor) evangélico” Edir Macedo.
Bolsonaro, que cumpre pena por
ter liderado organização criminosa armada (além de tentativa de abolição
violenta do estado democrático de direito, de golpe de estado, de dano
qualificado e deterioração contra patrimônio da União), afirmou,
nesse evento na Câmara dos Deputados, que: “O Estado é laico, mas nós somos
cristãos. Esse espírito deve estar presente em todos os Poderes. Por isso, meu
compromisso: poderei indicar dois ministros para o STF; um deles será
terrivelmente evangélico”. (Fonte:
Agência Câmara de Notícias).
Em tempo: 1.) Sendo o Estado laico,
o espírito cristão não pode se fazer presente nos poderes da República; 2.) Como
o Estado é laico, não poderia jamais ocorrer
um culto evangélico na Câmara dos Deputados; 3.) O fato de uma pessoa ser “terrivelmente
evangélica” não a qualifica para ser ministra do STF, ainda que seja “terrivelmente
bolsonarista”.
Como explicar, então, as ações do
ministro André Mendonça? Elementar, ele é de uma forma assustadora, pavorosa, terrivelmente
evangélico, de direita, conservador\reacionário, numa palavra, ele é
bolsonarista. O que move Mendonça é a sua fidelidade terrivelmente canina à
Família Bolsonaro.
Agora mesmo, Mendonça afastou Andrei Rodrigues da diretoria geral da Polícia Federal. E por que ele fez isso? Porque foi na gestão de Rodrigues (tendo Lula como presidente) em que se desencadeou a Operação Compliance Zero para se investigar e prender Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o “irmãozão” de Flávio Bolsonaro, que bancou o filme Dark Horse e um esquema de desvio de dinheiro, do Brasil para os Estados Unidos, para, dentre outras coisas, bancar a vida de bolsonaristas “exilados”, um deles Eduardo, irmão de Flávio.
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| Um país macumbeiro com um juiz terrivelmente evangélico no STF – CartaCapital |
Foi sobre o comando de Rodrigues
que se descobriu os mandantes da execução de Marielle Franco e que se revelou o
esquema bilionário de descontos ilegais de aposentados e pensionistas do INSS
ocorrido no governo de ... Jair Bolsonaro. Rodrigues chefiava a PF nas investigações
sobre as tentativas de golpe de Estado (entre novembro\22 e janeiro\23), para
impedir a posse de Lula, e nas operações contra as organizações criminosas comandadas
por empresários, políticos e aquela gente “Faria Limer” que guia a mão visível
do mercado.
O que André Mendonça quer é estancar
as operações da PF para que não se investigue, por exemplo, mais e melhor o
esquema de descontos das aposentadorias e pensões do INSS. É que é do dinheiro,
fruto dos esquemas fraudulentos do Banco Master, que saiu o dinheiro para, por
exemplo, financiar as atividades cinematográficas da família Bolsonaro. O que o
nosso ministro “terrivelmente evangélico e bolsonarista” quer mesmo é cessar as
denúncias, investigadas pela PF de Andrei Rodrigues, que fazem sangrar o capital
eleitoral de Flávio, terrivelmente filho de Bolsonaro.
terça-feira, 11 de agosto de 2026
COMO AGEM OS APARELHOS IDEOLÓGICOS DE ESTADO
Eles atuam pela manutenção e reprodução do poder da classe dominante, utilizando para isso consenso e hegemonia, ainda que o aparelho repressivo (de Estado) garanta o monopólio da coerção.
Os AIEs agem através de valores e normas, de forma que a dominação possa parecer algo natural, e objetivam obter, através de ações específicas, a reprodução das relações de produção que são, na verdade, as relações de exploração do próprio sistema capitalista.
De acordo com Althusser (1999), AIEs são órgãos e instituições que funcionam como peças de uma engrenagem (de um sistema) e atuam na sociedade civil para harmonizar (e ajustar) a consciência social aos padrões do sistema econômico dominante e para que a classe dominante mantenha seu controle social, político e econômico.
Dito de outro forma, os AIEs buscam obter, com ações específicas, a reprodução das relações de produção. Eles são instituições sociais que disseminam o modo de pensar (ideologia) das classes dominantes para que a reprodução e conciliação (coesão) do sistema econômico e político se mantenha. Sendo que cada aparelho ideológico possui seu próprio conjunto de organizações, instituições e práticas que conformam a ideologia dominante e que controla o Estado (Althusser; 1999).
ALTHUSSER, Louis. Aparelhos Ideológicos de Estado (Notas
sobre os Aparelhos Ideológicos de Estado). 9ª ed. Rio de Janeiro:
Edições Graal, 1985.
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
SOBRE IDEOLOGIAS E ESCOLHAS POLÍTICO-PARTIDÁRIAS
Se o animador de auditórios da Globo, que acha que o Bolsa Família não
gera estímulos para tirar as pessoas da pobreza, é de centro esquerda, sou um
dromedário com 5 corcovas do lado esquerdo. Não existe no espectro
político-ideológico a figura do centro disso ou daquilo.
Pode-se ser de esquerda com viés liberal ou revolucionário. A
esquerda atua no cenário político capitalista, jogando o jogo da democracia
burguesa que é neoliberal. Aliás, supor que operando nas instituições políticas
burguesas é possível dotar o capitalismo de uma face humanizada é como acreditar
que o escorpião não vai picar o sapo na primeira oportunidade que tiver.
E temos a direita, que pode ser conservadora, neoliberal e\ou
filosoficamente liberal. É a direita “limpinha” que se vê acima do bem e do mal
por defender a democracia, ainda que vez por outra apoie golpes de Estados e
ditaduras. Ainda tem a extrema-direita que, claro, é fascista\nazista.
Nos EUA, a direita é republicana ou democrata, apesar de Bernie
Sanders ser de esquerda. A social-democracia defende o Estado intervindo na
economia para promover desenvolvimento e justiça social. Aqui foi representada
por Leonel Brizola, após a ditadura militar, e por setores do PT e pelo próprio
Lula. Aliás, o líder comunista Luís Carlos Prestes costumava dizer que o grande
problema de Lula e
Brizola era defender um capitalismo bonzinho – para Prestes, tentar
humanizar o capitalismo era um erro conceitual grave!
O PT tem suas tendências, que divergem, mas todas são de esquerda. O
PSOL é de esquerda e não se desloca para outro lugar. Existem partidos que renunciaram
a princípios ideológicos e se deslocaram da esquerda para a direita, ainda que mantenham
questões originais, é o caso do PDT.
Temos os de direita (PSDB, MDB, DEM) que por “oportunidades”
eleitorais adotam discurso diferente. Como não podem dizer que não são mais
aquilo que sempre foram ou que agora são uma coisa que nunca aceitaram ser,
começam a se autodenominar de centro alguma coisa como se isso repaginasse
uma imagem conhecida.
Devemos lembrar que o tal “centrão” não tem nada a ver com
ideologias. Pelo contrário, o sujeito é do “centrão” porque despreza as
ideologias políticas e apenas contempla seus interesses fisiológicos. É bom
desconfiar dos que se dizem centro alguma coisa, em geral o fazem para esconder
algo.
Sempre existiram dois lados. Escolha o seu! Não busque saídas
fáceis, não seja neutro(a), isento(a).
Não diga que não sabia, que foi enganado. Assuma e reconheça de que
lado esteve, refaça seu pensamento, se for o caso, e siga em frente. Não se
vitimize para justificar escolhas. Não se esconda atrás do biombo da
ingenuidade ou da falta de conhecimento. Se foi capaz de votar em quem defende
estupro, eugenia, escravidão\racismo, homofobia, torturadores, nazistas, seja
capaz de enfrentar consequências e se reposicione
A luta é contra o fascismo genocida e os que são contra isso são
bem-vindos. Mas, se autocritique para não repetir erros. Quem votou em Collor e
não reviu sua posição, votou em Bolsonaro. Não se trata de engano, mas de
posicionamento político e ideológico.
Sempre se poderá dizer: “me enganei com Moro, Dallagnol, Bolsonaro” para não ter que assumir responsabilidades, mas os criminosos de guerra nazistas ou os torturadores da ditadura militar diziam ter "apenas seguido ordens" para justificar seus crimes. Manter-se apoiando um Bolsonaro qualquer, significa desumanização, nazificação, manter-se aferrado ao fascismo genocida.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
Jayson Blair e o dilema do serial disinformer
VOCÊ JÁ OUVIU FALAR NO CASO JAYSON BLAIR?
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