quarta-feira, 25 de março de 2026

62 anos do Golpe de Estado Civil e Militar de 1964 ou quando ficamos sem democracia, reformas e transformações sociais

 


Laerte. Revista Caros Amigos. Ano IV - n° 15. Novembro/2002.

Edição Especial “Para onde vai a democracia?”


Passados 62 anos do Golpe de Estado Civil e Militar de 1964 duas questões merecem destaque, pois em prol de nosso presente é sempre imperioso olhar para o passado. Cabe ao historiador refletir sobre a realidade em que vive a partir de um processo de comparação com o que se viveu no passado. Como afirmou o historiador inglês  Peter Burke: “a função do historiador é lembrar a sociedade daquilo que ela quer esquecer”. 

 Assim, para falarmos do golpe militar de 1964, precisamos reavaliá-lo como fato histórico, pois à medida que nos distanciamos temporalmente dos acontecimentos a nossa visão sobre eles muda e, então, temos que redimensioná-los para atendermos as nossas questões políticas, sociais, culturais e existenciais ao nosso redor.

Também, temos que refletir sobre uma cultura política pretoriana herdada da ditadura militar, sem falar no que defino como nossa pobre tradição democrática da qual trato em meu livro "Heróis de uma Revolução Anunciada ou Aventureiros de um tempo perdido?”. Mesmo não desconsiderando a primeira questão, prefiro me deter na segunda, pois ela remete à nossa realidade.

Por que as memórias do golpe de 1964 e da ditadura militar ainda nos são tão vivas? Seria pelas feridas ainda não cicatrizadas? Ou por termos uma Sociedade e um Estado recheados de entulhos autoritários, que o nosso débil processo de liberalização (que culminou com a implantação da chamada Nova República) não foi competente para extrair do nosso entorno político?

A principal causa para o golpe de Estado de 1964 foi a tensão (um falso dilema) existente entre democracia e mudanças sociais. O amplo espectro político-partidário nacional antagonizava estes dois fatores desnecessariamente. Os atores políticos à direita acreditavam que pela democracia se chegaria às mudanças sociais - por isso mesmo deram o golpe. Os atores à esquerda defendiam que só teríamos mudanças sociais acabando com a democracia.

O confronto entre as forças políticas contrárias e favoráveis às reformas de base destruiu as instituições democráticas. O resultado a que se chegou bem conhecemos: nenhuma reforma social e democracia inexistente! Exploro essa questão no artigo 52 anos após o golpe, país não aceita o valor universal da democracia publicado em 2016 no www.uol.com.br

O processo de liberalização política (notem que não utilizo os termos redemocratização e transição política), efetivado com a eleição de Tancredo Neves, é torto, pois não afasta do cenário nacional os atores políticos relevantes da ditadura militar. O que nós tivemos foi um pacto entre as forças políticas - iniciado ainda em 1974 e capitaneado pelos generais Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva.

O resultado foi um processo em que lentamente se foi inserindo alguns elementos do ritual democrático nas instituições sem, no entanto, reformá-las e, principalmente, mantendo intocada a espinha dorsal do regime ditatorial: o poder militar.

Se democracia política são os mecanismos e práticas associados às formas de decidir em favor dos interesses sociais; além das normas que regem o bom funcionamento das instituições e as atitudes que marcam a relação entre elas e a sociedade civil, veremos que não temos uma democracia minimamente consolidada. Não tivemos um processo em que Sociedade Civil e Estado firmassem um compromisso para banir as prerrogativas que os militares atribuíram para si durante 21 anos de autoritarismo.

Como na ditadura, e seguindo a lógica da Doutrina de Segurança Nacional, que dizia que o inimigo a se combater estava dentro do território nacional e não fora dele, as Forças Armadas seguem mais preocupadas com a segurança interna do que com a externa, mesmo após as tentativas de golpe de Estado entre novembro de 2022 e janeiro de 2023 quando o conglomerado golpista de 2016, incluindo a extrema direita bolsonarista, quase nos leva de volta aos tempos da ditadura contra tudo e contra todos,

Vivemos um momento difícil por não percebermos o quanto ainda temos que avançar no sentido de efetivarmos uma democracia em que aqueles que detêm as armas irão obedecer aos que não as tem. É preciso, também, que os atores políticos não cedam às tentações de mudar as regras do jogo político enquanto ele estiver sendo jogado, além de concordarem em se submeterem às incertezas democráticas dos resultados.

Falta-nos, ainda, aceitar que democracia deve ter um valor universal em nosso país e rejeitarmos aquele dito do humorista Millôr Fernandes:  “ditadura é você mandar em mim e democracia sou eu mandar em você!”.

domingo, 22 de março de 2026

Diz-me ... Com Quem .... Te Direi Que

Estas imagens são da série "Diz-me com quem andas e eu te direi quem és!".

Dito de outra forma, deixa ver quem está atrás de você para eu poder saber o que pretendes fazer. 















Também pode-se dizer que são as eminências pardas que determinam o que vocês planejará, fará e dirá quando estiver com autoridade. 


terça-feira, 10 de março de 2026

O FETICHE DA INFORMAÇÃO EM UM MUNDO DESINFORMACIONAL

 Este artigo sugere nos preocuparmos com a desinformação, e com problemas por ela criados, além de uma reflexão sobre a supervalorização da informação em um contexto de práticas desinformacionais, pois a sociedade parece aceitar bem que informação é panaceia contra desinformação. Propõem atentarmos para a frágil assertiva de que quanto mais informações tivermos, menos desinformados seremos. Em uma era desinformacional, vejamos a forma como se divulgam conteúdos negacionistas e revisionistas a partir de um modelo de negócio que usa a desinformação para monetização.

 Vivemos sufocados pelo excesso de informação e desinformação. Hesitamos entre se é melhor lidar com regimes políticos de força, que prometem segurança ao custo da liberdade, ou se com regimes democráticos que não trazem igualdade.

Nos ufanamos da era da informação e da tecnologia digital, ainda que usemos fake news e discursos de ódio. Gostamos da democracia, mas usamos procedimentos democráticos para pedir o fim dela. Temos uma relação fetichizada com a informação, valorizando-a, mesmo que narrativas eventualmente verdadeiras existam.

Desinformação impacta nas escolhas políticas com os valores da democracia existindo para acima e além da sociedade. Opomos o bem (democracia e informação) contra o mal (autoritarismo e desinformação) como se a realidade fosse uma simples oposição entre certo e errado, opaco e translúcido, doce e amargo.

A hiperinformação como panaceia para a superdesinformação

Supervalorizamos a informação, em um contexto de práticas informacionais e de práticas de desinformação, aceitando com passividade que para se combater a desinformação é preciso massificar a informação. Dito de outra forma, quanto mais desinformação se produzir, mais informação terá que ser disseminada, como se a justaposição desta sobre aquela fosse solução única.

Vivemos a era da Infodemia, esse excesso de informações sobre tudo e sobre todos, não importando se relevantes ou não. Este termo foi difundido em função da pandemia do Covid 19, quando dados e informações (corretos e/ou incorretos) circulavam na velocidade do big data.

O recurso que a tal “sociedade da informação” oferece contra a desinformação é limitado por uma visão individualista onde a questão seria resolvida, como mostra o Profº Drº Rodrigo Moreno, quando o indivíduo detectasse conteúdos desinformativos, bastando apenas que desenvolvesse uma competência crítica informacional para isso.

Mas, desinformação é um fenômeno social complexo que lastreia, por exemplo, a atuação da extrema direita em seu percurso ao poder. Importa relacionarmos informação e desinformação a partir da crítica da economia política e das noções de fetichismo e alienação, pois lidamos com uma realidade onde narrativas são fatos.

Foquemos em um novo regime da informação\desinformação como fonte de tensionamentos em relação à democracia, ainda que se fale que a problemática da desinformação se resolveria a partir do desenvolvimento da competência crítica em informação que habilitaria pessoas a detectarem conteúdos desinformativos.

Economia política da desinformação, alienação e fetiche da informação

Nos Manuscritos Econômicos-Filosóficos (1844), Karl Marx demonstrou que o trabalho é uma atividade material e que o sistema industrial capitalista explora o trabalhador, desconsiderando que parte da riqueza, investida nas indústrias, vinha da exploração da mão de obra escravizada nas Américas. Lembremos que o capital só se constitui através da acumulação concentrada e controlada pela propriedade privada.

Isso importa por tratarmos da economia política da informação\desinformação que monetiza em prol da acumulação capitalista, cuja “indústria-base” é a tecnologia digital. Em A Ideologia Alemã (1845-46), Marx e Engels dizem que a libertação dos trabalhadores não é algo idealizado, mas um  ato histórico real. Isso redundou na Tese 11 onde filósofos interpretavam o mundo sem transformá-lo.

O que Marx e Engels falavam aos filósofos contemporâneos seus é o que temos que reafirmar hoje, já que a libertação (da exploração capitalista) ainda não aconteceu, parecendo cada vez mais distante à medida em que o modelo de negócio, implementado por uma economia política plataformizada, aprofunda a acumulação de capitais.

As condições materiais e a produção social de nossa existência advém de uma base econômica que se eleva até uma superestrutura - onde o modo de produção da vida material conduz o processo social, político, intelectual e cultural. Essa discussão nos é relevante à medida em que nosso estágio de acumulação de capitais, em sociedades plataformizadas, condiciona uma superestrutura das redes sociais.

O conceito de alienação nos serve para entendermos o que nos acomete ao lidarmos com efeitos da informação plataformizada. Alienação é a consequência de uma ação sobre uma pessoa ou grupo distanciados que são dos resultados de suas atividades. Alienados ficamos quando nos tornamos alheios ao produto de nosso trabalho. A alienação é essencial para retroalimentar o sistema capitalista.

Em “A Sociedade do Espetáculo” Guy Debord trata do trabalhador\usuário alienado, pois quanto mais produz (conteúdos) menos vive, aceitando se reconhecer nas imagens dominantes, sem compreender sua existência e seus desejos. Quanto mais alienado do fruto do seu trabalho, mais espectador se torna de um espetáculo promovido pelo capital em grau elevado de acumulação e de mais-valor.

O modelo de negócio plataformizado move-se pela acintosa expropriação do tempo real da pessoa que é produtora e consumidora. O trabalhador\usuário deve sentir-se livre, mesmo que não o seja, pois o poder econômico se materializa na mercadoria que ele consome. Não é à toa que o lazer se tornou atividade de consumo e as sociabilidades foram enquadradas ao espetáculo comando pela mercadoria.

A desinformação aliena em relação à informação e ambas são produto do trabalho nas redes sociais. Informação é criação das instituições e desinformação vem de nossa estrutura social. Entendendo essa relação e seu poder de alienar o indivíduo de si mesmo, aceitemos que esse processo é efetivado pelo próprio capitalismo.

Apontando contradições das formas de produção, circulação e consumo da informação, o Profº Dr. Arthur Coelho afirma que enfrentamos dilemas éticos que se escondem sob a “fina epiderme de vidro e plástico que carregamos no bolso”, é a sociedade da hiperinformação que inaugura a era da desinformação. O século XXI nos oferece um novo regime de informação, com formas hodiernas de lidar com ela, subjugadas às mesmas relações de sempre do capitalismo.

O fetiche da mercadoria faz objetos materiais portarem características herdadas de relações sociais dominantes. Assim, fetichismo é uma ilusão que nos faz aceitar a mera aparência de um fenômeno como se fosse sua essência e se revela ao admitirmos que relações de dominação e exploração são naturais do próprio sistema capitalista.

Fetichismos escamoteiam relações sociais de dominação ocultas nas manifestações dos fenômenos informacionais. Por isso, enfrentemos, sob as lentes da crítica da economia política, o debate sobre plataformas digitais, governança da internet, colonialismo digital e, claro, desinformação.

A “sociedade da informação” sofre um estranhamento, levando-nos a tomá-la como um dado histórico regular e não como algo que representa os interesses de uma classe social, pois o mercado de trabalho capitalista escamoteia a exploração. O fetiche da informação se dá quando, por exemplo, cremos que com o ato isolado de se informar e\ou gerar conteúdos estamos influindo em todo o ecossistema informacional.

Os aparelhos ideológicos digitais da Extrema Direita

Revisionismo e negacionismo, com suas omissões e simplificações, induzem à desinformação e pululam pelas redes sociais e em plataformas diversas. Não se trata apenas de visões alternativas, mas de ausência de rigor metodológico, com uso seletivo de fontes e ausência de contrapontos.

Esses aparelhos ideológicos digitais proliferam conteúdos falsos e oferecem produções documentais que reinterpretam a história com a formatação de um inimigo comum (comunismo). Eles simplificam a realidade e optam por desinformação, impactando o debate social com conteúdos enviesados, seletivos e distorcidos que comprometem a formação de opiniões e alimentam desconfianças na democracia.

Ao disseminar desinformação criam bolhas informacionais e reforçam opiniões sem respaldo em fatos verificáveis. A desinformação se associa ao aumento da polarização política, pois a disseminação de conteúdos falsos intensifica a divisão entre grupos, retroalimenta intolerâncias, dificultando o diálogo.

Foi com desinformação que a extrema direita conduziu a campanha que elegeu Jair Bolsonaro, manipulando a população para favorecer um projeto antidemocrático. O fato é que processam e propagam informação e fatos distorcidos em proporções inimagináveis, tudo ao mesmo tempo agora.

A desinformação compõe um novo modelo de regime informacional, contribuindo para o processo de acumulação de capitais plataformizados. Nesse momento o capital aumenta exponencialmente, enquanto pessoas são substituídas por máquinas e softwares. As tecnologias da informação e da comunicação contribuem para a expansão de mercados, acumulação de riquezas e novas relações de exploração do trabalho.

Em “Post-Truth”, Lee MacIntyre (pesquisador da Universidade de Boston), tenta nos incomodar perguntando como chegamos à era da pós-verdade, em que fatos alternativos substituem fatos verídicos, sensações importam mais que evidências e crenças, intuições e afetos passam a ser mais relevantes do que a realidade.

Como vivemos em um estado de profunda inconsciência, sufocados pela desinformação, considero que perdemos as referências sobre o que é verdade e o que é mentira, aceitando a “pós-verdade”, deixando a verdade para trás. Precisamos nos atormentar com isso, pois sempre que esquecemos da verdade, os campos de concentração abundam mundo afora.

domingo, 1 de março de 2026

O verde-amarelo como descrição resumida da extrema direita brasileira – PARTE III

 A lealdade política e ideológica da extrema direita e o uso das cores da bandeira

Existem imagens que parecem prescindir de legendas e\ou explicações. A imagem da família, indo a uma manifestação vestida de verde-amarelo, que “viralizou” nas redes sociais parece bastar-se a si mesma. Podemos até compará-la à ilustração de Jean Baptiste Debret, pois vemos a mesma situação em ambas: uma família de brancos, em movimento pela rua, seguidos pelos seus serviçais.

Na figura 1, a família branca, informando pelas cores seu alinhamento à extrema direita, vai à uma manifestação pelo impeachment da então presidenta Dilma Rousseff e por uma intervenção militar, sendo seguida pela babá que guia o carrinho com os bebês. A mãe segura a coleira de um pequeno cachorro, também branco. Ela até se preocupa em olhar seus filhos, mesmo que não se dê ao trabalho de carregá-los. Nessa imagem, o verde-amarelo nos remete ao patriotismo e a simbologia de uma “família de bem”. A Figura 2  nos remete ao início do século XIX quando o pintor francês Jean-Baptiste Debret veio ao Brasil junto com a Missão Artística Francesa. Aqui, pintou quadros retratando paisagens e o cotidiano dos brasileiros.

Figura 1 – Casal vestido de verde-amarelo indo à manifestação com os filhos e a babá.

A imagem da Figura 2 traz a mesma informação da Figura 1. O senhor e a senhora vão à rua com sua branca família, trazendo consigo um séquito de pessoas escravizadas ou quase isso. Notemos que pessoas pretas, em ambas as figuras, vestem branco e carregam bebês brancos. Isso prova os lugares sociais definidos a partir da cor da pele, ratificando o domínio de seus senhores.

Figura 2 -Jean Baptiste Debret – Funcionário público saindo de casa com a família e seus escravos.

Nas figuras 3 e 4, vemos pessoas comemorando o resultado da sessão do Congresso Nacional que decretou o impeachment de Dilma Rousseff. Duas senhoras brancas, loiras, de verde-amarelo, mostram taças com champanhe como símbolo de status social. Notemos que outras pessoas bebem, enquanto uma garrafa descansa em um balde de gelo. Elas emprestavam legitimidade ao ato discricionário do qual participavam e, a partir das cores que usavam, demonstravam lealdade à causa política da extrema direita. 
Figura 3 - Na Av. Paulista, manifestante favorável ao impeachment comemora o resultado da votação no Senado.  

Figura 4 - Na Av. Paulista, manifestantes favoráveis ao impeachment esperam resultado da votação no Senado. 
As figuras 5 e 6 provam o apoio maciço às pautas da extrema direita. A paleta de cores das manifestações é a mesma da bandeira nacional. Percebamos a inexistência do vermelho (a não ser em sobrinhas de carrinhos de bebidas) e o total alinhamento e lealdade aos militares para que atendam aos pedidos de intervenção na ordem social e política e (re)instaurem uma ditadura militar no país. Inclusive, nas manifestações, o verde (oliva) era sempre mais associado aos militares, enquanto o amarelo designava o bolsonarismo.
Figura 5 – Manifestantes fazem ato na Esplanada para pedir intervenção militar e prisão de Lula. 

Figura 6 – Manifestações em 2016 a favor ao impeachment e em defesa de uma intervenção militar.

Na figura 7 vemos imagens que, separadas por 51 anos, dão significado às mesmas questões e a dois atos: a tragédia do Golpe de Estado Civil-Militar de 1964 e a farsa do Golpe de Estado Jurídico, Parlamentar, Midiático e Religioso de 2016. Esses atos têm em comum a profunda descrença que parte da sociedade nutre em relação à democracia e o fato de que a elite brasileira busca saídas de força cada vez que se sente ameaçada por movimentos reformistas e/ou revolucionários. No entanto, existe uma diferença entre as imagens. É que a de 2015 informa as cores utilizadas como descrição abreviada – é a extrema direita informando que, sendo o verde-amarelo as cores de sua bandeira, o Brasil não seria um nova Cuba, que é vermelha. As figuras 8 e 9 representam a mesma coisa: setores da sociedade implorando aos militares para que intervenham na ordem social e política do país, usando o verde oliva para demonstrar respeito, obediência e temor às Forças Armadas.


Figura 7 – Ontem, como hoje, os mesmos medos de sempre! Fonte: Arquivo do Autor 




Figura 9 - Marcha da Família com Deus II: o Retorno - 2014. 




Figura 8 - Marcha da Família por Deus pela liberdade - 1964.

O objetivo, aqui, foi mostrar que a cor, como informação, participa de forma significante na atuação da extrema direita. Vimos que as cores influenciam questões políticas e ideológicas por possuírem a capacidade de informar sentimentos e afetos, além da centralidade de seu papel nos processos que vivenciamos. Vimos, ainda, como as cores da bandeira nacional informam a lealdade política de militantes a uma causa baseada em valores morais e políticos. De fato, o verde-amarelo da extrema direita tornou-se uma espécie de descrição abreviada, resumida, de sua conformação.

 

Figura 1 - https://m.folha.uol.com.br/esporte/2016/03/1749759-dirigente-do-flamengo-responde-a-criticas-por-foto-com-baba-em-protesto.shtml?cmpid=compfb

Figura 2 - https://tokdehistoria.com.br/2022/04/28/a-historia-do-brasil-pela-arte-de-debret/

Figura 3 - Fonte Agência O Globo. https://oglobo.globo.com/politica/com-bolo-champanhe-grupo-comemora-impeachment-na-paulista-20027419

Figura 4 - Fonte Agência O Globo https://oglobo.globo.com/politica/com-bolo-champanhe-grupo-comemora-impeachment-na-paulista-20027419

Figura 5 - https://www.estadao.com.br/politica/manifestantes-fazem-ato-na-esplanada-para-pedir-intervencao-militar-e-ate-prisao-de-lula/

Figura 6 - https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2014/03/22/interna_politica,510777/marcha-da-familia-tem-confronto-no-rio.shtml

Figura 7 - Fonte Arquivo do autor 

Figura 8 - Fonte Arquivo do autor

Referências

FRASER, Tom; BANKS, Adam. O guia completo da cor (Livro essencial para a consciência das cores). 2ª ed. São Paulo: Ed. Senac, 2007.

GUEDES, Simoni Lahud; SILVA, Edilson M. Almeida da. O segundo sequestro do verde e amarelo: futebol, política e símbolos nacionais. Cuadernos de Aletheia, 3, 73-89. En Memoria Académica, 2019. Disponível em: http://www.memoria.fahce.unlp.edu.ar/art_revistas/pr.9691/pr.9691.pdf Acesso: 04 fev. 2025.

Guimarães, Luciano. As cores na mídia: A organização da cor-informação no jornalismo. São Paulo: Annablume, 2003.

NOVELINO, Maria Salet Ferreira. A linguagem como meio de representação ou de comunicação da informação. Perspect. cienc. inf., Belo Horizonte, v. 3, n. 2, p. 137 - 146, jul./dez.1998. Disponível em https://periodicos.ufmg.br/index.php/pci/article/view/22325/17926 . Acesso: 15 set. 2024.

OLIVO, Júlio César Cancellier. A cor na propaganda política: significados e produção de sentidos. Florianópolis-SC.  Anais do 6º Encontro do Celsul - Círculo de Estudos Linguísticos do Sul, novembro, 2004. Disponível em: https://www.leffa.pro.br/tela4/Textos/Textos/Anais/CELSUL_VI/index.htm  Acesso: 30 jan. 2025.

PEREIRA, C.; FRANCA, H.; FREITAS, S. O significado das cores nas eleições presidenciais de 2022: uma análise de artefatos gráficos da campanha do PL. Anais do 11º CIDI e 11º CONGIC. Sociedade Brasileira de Design da Informação – SBDI. Caruaru, 2023. Disponível em: https://www.proceedings.blucher.com.br/article-details/o-significado-das-cores-nas-eleies-presidenciais-de-2022-uma-anlise-de-artefatos-grficos-da-campanha-do-pl-39096 Acesso: 27 jan. 2025.

SOARES, Gilbergues Santos. Do que ainda posso falar e outros ensaios (Ou quanto de verdade ainda se pode aceitar). Campina Grande\ PB: Editora da Universidade Estadual da Paraíba (EDUEPB), 2023.