sábado, 20 de abril de 2024

DO QUE AINDA POSSO FALAR E OUTROS ENSAIOS (OU QUANTO DE VERDADE AINDA SE PODE ACEITAR)

APRESENTAÇÃO


“DO QUE AINDA POSSO FALAR E OUTROS ENSAIOS (OU QUANTO DE VERDADE AINDA SE PODE ACEITAR) é uma coletânea de artigos, ensaios e colunas já publicados em jornais, sites e aqui mesmo neste blog. Aqui, temos uma espécie de balanço do que produzi até agora. Como pretendo seguir escrevendo, faço um apanhado do que já tratei para ver o que ainda posso abordar em futuras produções. Estou me impondo o desafio de seguir escrevendo, com novos elementos, mesmo que não possa deixar de lado o arsenal (de conhecimentos) que pude recolher ao longo de minha vida profissional, acadêmica e pessoal. O título dessa coletânea diz algo sobre essa intenção.

Os artigos trazem a data de publicação e onde foram “postados” pela primeira vez. É o “cacoete” do historiador que precisa contextualizar, para situar-se no espaço/tempo. Assim, questões que me pareciam corretas à época em que foram escritas, soarão absurdas. Já outras parecerão repetitivas e/ou óbvias. A(o) cara(o) leitora(o) me desculpe, mas é que como o “Brasil não é para principiantes”, como diria Tom Jobim, ficamos sempre com a impressão de que não mudamos nada nos últimos dois séculos. No entanto, e de fato, “o passado nunca fica onde a gente deixa”. (Frase pronunciada pelo personagem Kari Sorjonen, da série “Bordertown” (2016), disponível na plataforma de streaming Netflix).

No entanto, o analista político desenha cenários, faz projeções. Dessa forma, algumas de minhas hipóteses passadas são, hoje, certezas. São convicções, conjunturais, mas são minhas convicções. Com alguma (in)modéstia recôndita, devo dizer que minhas certezas frutificaram a medida em que tornei hábito, quase diário, o acompanhamento e a análise de nossa tragicomédia política nacional. Considerando a renitência pela qual trato de alguns temas, devo dizer que as variações existem. Sendo uma coletânea que cobre um espaço considerável de tempo, para o cientista político, não para o historia dor, permito-me tratar de temas e assuntos diferentes - aquilo que compõem meu universo.

Como não pretendo cansá-la(lo) com certas formalidades, gostaria, apenas, de lhe dar algumas “recomendações”. Sem querer entrar em detalhes sobre a minha pessoa, mesmo porque nunca soube bem legislar em causa própria, e como a partir de agora é função sua julgar, criticar, analisar, opinar, e mesmo elogiar (se merecido for) evitarei maiores comentários. Apenas, gostaria de dizer que fui articulista de jornais, fiz comentários e análises em programas de rádio e televisão, principalmente nas muitas eleições que tivemos a partir da primeira metade dos anos 1990, sem contar, claro, que sigo como professor do Curso de História da UEPB (Campus I) onde essa produção se retroalimenta.

Nesta coletânea, você verá uma preocupação recorrente, diria mesmo uma obsessão, que os estudos sobre a História do Brasil (principalmente em seu período republicano) e Ciência Política me levaram a ter. Falo de nossa mentalidade pretoriana (autoritária, golpista) que insistimos em preservar, na esperança de que ela nos valha nas variadas e muitas crises que vivemos. Dito de outra forma, o ponto de origem, para onde sempre retorno, é a fragilidade democrática em nosso país. É o fato de não sermos nem termos uma democracia minimamente consolidada e/ou uma cultura política que possa, ao menos, aceitar ideias do federalismo de tipo iluminista, para não falar de ideias político-sociais rubras.

Enfim, estou sempre atento ao oximoro “democracia autoritária” em que vivemos. É que parte considerável de nossa sociedade se utiliza de procedimentos democráticos (como liberdade de expressão) para pedir o fim da democracia e a implantação de uma ditadura. Tem mesmo razão o escritor Luiz Fernando Veríssimo quando diz que “no Brasil, o fundo do poço é só uma etapa”. Esse estado de coisas me preocupa, me inspira, e me leva a fazer análises, buscando contribuir de alguma forma para o debate. De forma pretensiosa, confesso, o que quero é contribuir para uma saudável polêmica, pois, e como bem disse Berthold Brecht, “em tempos de discórdia, crises e confusão a ausência política é um verdadeiro crime e deve ser combatida”.

Campina Grande, março de 2024.

 

No link abaixo é possível baixar a versão e-book do livro no site da Editora da Universidade Estadual da Paraíba. Muito em breve faremos o lançamento da versão física do livro.

https://eduepb.uepb.edu.br/e-books/ 



domingo, 17 de março de 2024

 


Tradução: "A ironia de se transformar no que um dia você odiou"

É bastante sintomático que no 60º “aniversário” do Golpe Civil Militar de 1964 só falemos em GOLPE DE ESTADO, com tantos insistindo em deixar o passado passar.

É como diz o personagem Kari Sorjonen, da série Bordertown, “o problema é que o passado nunca fica aonde deixamos ele”.


Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).