quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sete argumentos para ver a Copa do Mundo cercado por mulheres.

Certo, é machismo, chauvinismo e oportunismo. Mas, raciocinemos, pois Dunga, seus anões e Branca (Kaká) de Neve não vão nos encantar com o futebol arte de antanho - podem até serem campeões, mas com um futebol, literalmente, para europeu ver. Jogar respeitando a história do futebol que temos e para nos dar prazer? Impossível, a burocracia dunguista não permite. Hoje, a moda é esse futebolzinho medíocre de resultados. Aliás, para quem viu (eu vi) a seleção de 82 jogar, pedir futebol arte a esse pessoal é inútil.


E não falo das pedaladas de Robinho, do jogo insípido de Kaká e nem dos gols óbvios de Luiz Fabiano – o resto não merece comentários, aliás, o que esperar de um time cujo melhor jogador é o goleiro? Falo, de um meio-campo que tinha Cerezo, Falcão, Zico e Sócrates (meu Deus!), apoiado por Leandro e Júnior, laterais ofensivos, diria letais. E aquela defesa que, com Oscar e Luisinho, saía tocando a bola e só dava chutão prá frente em último caso. Certo, Valdir Peres era um goleiro mediano, mas existe perfeição? E, de quebra, tinha Serginho Chulapa, centroavante eficiente, e Éder, com aquele canhão no pé lembrando a patada atômica de Rivelino. Dasayev, goleiro da URSS, siquer viu aquela bola que Falcão deixou passar e Éder mandou ver.


Já que “se não tem tú, vai tú mesmo”, como se dizia, pois é fato que não temos mais artistas da bola. Se tiver, eu vos imploro, me digam qual ou quais. E não vale “artista” fabricado em campo de grama artificial, pré-aposentado, guerreiro e/ou “brahmeiro”, obeso, alcoólatra, envolvido com traficantes e que freqüenta baile funk, que gosta de fazer “programinha diferenciado”, garoto propaganda de qualquer coisa, jogador-pagodeiro-evangelizado, enfim, não vale....


Então, o que mais nos resta? Como diria aquela petista aloprada, relaxar e gozar. Daí, que vem a calhar os argumentos de porque é bem melhor assistir aos jogos da Copa do Mundo cercado de mulheres. Eu, pelo menos, estarei cercado de três das mais belas: minhas duas filhas e minha esposa, que entende de futebol mais do que muito marmanjo por aí. Lembro, apenas, que não fui eu quem os criou, peguei-os em um site e fiz alguns retoques.


Elas curtem Copa do mundo - Por mais que odeiem o futebol, tudo muda de quatro em quatro anos. Muitas não torcem por time algum, mas na Copa torcem pelo Brasil e passam a entender dos meandros do futebol como se assistissem todas as mesas redondas, inclusive a de Milton Neves, sobre futebol que passam na TV no domingo a noite.


Elas entram no clima do jogo - Decoram o ambiente com bandeirinhas, bolas, faixas e qualquer outro adereço verde e amarelo. Querem camisas, pintura de rosto e de unhas e tudo mais que mostre um jeito de torcer com estilo. Claro, quando acaba a Copa vai tudo pro lixo e não queira guardar aquela bandeirinha de lembrança só porque o Brasil foi campeão. Ao contrário, de nós homens, as mulheres não se emocionam com o futebol, são de uma objetividade odiosa, daí que eu acho que Dunga tem a alma feminina – vai ser objetivo assim lá na Alemanha.


Na Copa, elas aceitam quase tudo – No dia-a-dia, quando nosso time joga, elas reclamam dos palavrões, passando pela cerveja, até o fato de “não passar nada que preste na TV, só futebol”. Mas, na Copa, podemos gritar e tomar todas; xingar o juiz e sua genitora; proferir os palavrões mais escabrosos (de corar Wanderley Luxemburgo e Felipão); fazer macumba contra a Argentina, preferencialmente. Isso tudo faz parte do clima da copa. Então, porque perder a chance? Aproveite, é só de quatro em quatro anos. Lembre que já fomos a todas as copas, já os coitados dos eslovenos, que vão pela segunda vez, não fazem nada disso.


Você vai poder dar aquela aula de futebol – Elas não querem saber da escalação do Flamengo naquele jogo, em 1979, contra o Vasco, em que Roberto Dinamite saiu machucado no 1° tempo e Zico fez um gol de falta aos 43 do 2º tempo. A escalação de seu time quando ele foi tri-campeão estadual é desdenhada por sua amada. Agora, você vai deixar sua garota impressionada por saber que Ryan Nelsen é o único jogador da Nova Zelândia a atuar na Europa; que o meio-campo da Eslovênia tem Strba, Kopunek, Hamsik e Weiss; que Gana é a única seleção que joga com um esquema 4-5-1. Imagine a admiração de sua digníssima ao ouvir você citar a escalação da Coréia do Norte, nosso primeiro adversário na Copa. E a alegria dela em te acompanhar para ver Costa do Marfim X Portugal, compreendendo que você precisa analisar nossos adversários da 1ª fase! Aproveite para dizer tudo aquilo que você sempre quis, mas ela nunca lhe deu ouvidos, mas seja rápido, pois a Copa dura apenas um mísero mês.


Elas fazem os preparativos para os jogos – Cervejas compradas no mercadinho da esquina? Nem pensar! Pacotinhos de oleosas batatas fritas? Deixe que o time de Dunga é quem vai fazer seu colesterol subir. Só na Copa elas fazem festa por causa do futebol. São sandubas, cervejas, caipirinha de saquê, vinho, acepipes em cumbuquinhas verdes e amarelas, pode até rolar um churrasco antes e depois do jogo, nunca durante. Na Copa do Mundo de 2002 teve jogo passando na TV bem cedo, por causa do fuso horário – foram os melhores cafés da manhã que tive em minha vida. Você não vai perder uma dessas, vai?


Elas não bancam o torcedor-técnico – Se sua cara-metade passa o jogo mexendo na escalação e no esquema tático, além de narrá-lo, tenho pena de ti, pois as mulheres não querem saber o como e o porquê, querem ver gol para gritar e te abraçar. Dane-se se Pato, Ganso e Neymar ficaram de fora. Apenas, recomenda-se desligar os celulares, vai que uma amiga, daquelas que não sabe que existe Copa do Mundo, liga na hora do jogo para colocar a conversa em dia!


E se todos os argumentos acima não te convenceram, tenho um demolidor, a não ser que você ..., enfim... a não ser que você tenha outros gostos.


Você estará cercado do que mais gosta: mulher, cerveja e futebol. Certo, caí no estereótipo. Mas, porque desprezar este trio? Se o item número 1 está, temporariamente, aprovando os itens 2 e 3, vamos lá, aproveite, é só de quatro em quatro anos, mesmo que tenhamos que torcer por Dunga e seus anões. Apesar de que poderia ser pior, já pensou ter que torcer por Dom Diego Armando Maradona e seus chiquititos?

Junho/2010.

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Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).