terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

PMDB - um partido autofágico.



Nós sabemos que o PMDB é o maior e mais forte partido político da atual conjuntura. Também, pudera, acaba de eleger Renan Calheiros presidente do Senado Federal e Henrique Alves presidente da Câmara dos Deputados. O PMDB ocupa, também, a vice-presidência da República, com Michel Temer, e mais cinco ministérios. É muito poder, vocês não acham? Vejam que, dos quatro nomes que compõem a linha sucessória da presidente Dilma, três são do PMDB.




Mas, tanto poder não impede que os pemedebistas vivam em confrontos. Agora mesmo o partido rachou em dois grandes pedaços por causa da condução do deputado federal pelo Rio de Janeiro, Eduardo Cunha, a condição de líder do partido na Câmara. Aqui na Paraíba não tem sido diferente. O PMDB local está em pé de guerra. E por quê? Por causa de cargos, disputas eleitorais e espaços de poder - afinal, os partidos políticos vivem mesmo em função das disputas em torno do poder político.




O PMDB controla cerca de 110 municípios paraibanos, conta com oito deputados estaduais e quatro federais, além de um senador. Mas, amargou a derrota na eleição de 2010 para governador – quando José Maranhão perdeu para Ricardo Coutinho. Em 2012 o PMDB perdeu nas duas principais cidades da Paraíba. Na disputa de Campina Grande ainda foi ao segundo turno contra seu principal rival, o PSDB; mas, em João Pessoa, o PMDB não foi capaz de levar José Maranhão nem para o 2º turno.




Depois disso o PMDB estadual se bateu em lutas internas pelo controle da máquina partidária. Num processo quase autofágico, os pemedebistas passaram dias e dias discutindo quem seria seu presidente estadual. José Maranhão se impôs e forçou seus correligionários a aceitarem seu comando até as eleições de 2014. Mas, ele teve que fazer algumas concessões, como aceitar que Veneziano Vital fique por aí fazendo campanha para governador.



Em João Pessoa, Benjamim Maranhão insistiu em ser o presidente do partido. Mas, teve que desistir. É que o deputado federal Manoel Jr. cobrou a fatura por ter sido forçado a abdicar de sua candidatura a prefeito de João Pessoa nas eleições passadas. Mas, porque Maranhão se bateria para ser presidente do PMDB se não fosse para viabilizar sua candidatura em 2014? Como presidente do partido, Maranhão tem acesso a todos os prefeitos do PMDB e em toda a Paraíba. Como Maranhão está sem mandato eletivo, o oxigênio dos políticos, ele não poderia estar em melhor lugar para viabilizar seus projetos eleitorais.




Maranhão vem fazendo o mais do que conhecido percurso para quem quer ser candidato. Primeiro, ele tomou a máquina partidária do PMDB em suas mãos. Claro, ele precisa controla-la, senão como irá pleitear ao partido a condição de candidato a governador ou senador da República? A regra é sempre clara. Quem não consegue controlar as engrenagens partidárias, não tem o nome aprovado em convenção. Maranhão disse que não seria candidato e para ser convincente passou uns dias dizendo que o candidato do PMDB a governador do Estado seria o ex-prefeito Veneziano Vital.




Para o plano ser perfeito, é preciso mostrar que se luta pelo partido e Maranhão passou a dizer que o PMDB é o mais poderoso da Paraíba e que é por isso mesmo que deve indicar a cabeça-de-chapa numa composição com o PT visando à eleição para governador da Paraíba. Por fim, veio à demonstração de que Maranhão quer mesmo ser candidato. Ele disse que não quer se lançar candidato de forma prematura e lembrou que ocupa o cargo de presidente do diretório estadual do PMDB. Ou seja, Maranhão admitiu que será candidato, apenas disse que ainda não é o momento para publicar isso.



O discurso foi bem montado. Tem até aquela parte em que o político lança uma cortina de fumaça para tirar o foco de si mesmo. Foi quando Maranhão disse que só quem está trabalhando fortemente para se reeleger é o governador Ricardo Coutinho (PSB). Maranhão já sabe que será candidato, e a que, e sabe até quais serão seus adversários.



Mas os confrontos nas hostes do PMDB continuam. Agora mesmo Manoel Jr e o ex-senador Wilson Santiago se enfrentam, pois ambos estam de olho na vaga para senador que o PMDB deve vir a dispor. Os ânimos já estam tão acirrados que os pemedebistas já chegaram à fase dos manifestos. Manoel Jr lançou um, endereçado a Maranhão, afirmando que o caciquismo, o nepotismo e o continuísmo devem ser extintos do partido. Claro, se isso acontecer o PMDB deixa de existir.




Os confrontos acontecem porque o PMDB tem muito cacique para pouco índio. Fosse o PMDB um partido versado na democracia nada disso aconteceria. Claro, essas brigas só prejudicam o próprio PMDB, pois cachorro de muito dono morre de fome.


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Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).