quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A incrível história da cidade que não tem onde se vender livros.













Há uns dias atrás eu estava em uma banca de jornais no Shopping Center daqui de Campina Grande quando ouvi uma pessoa fazer a seguinte pergunta: “Por favor, onde fica a livraria desse Shopping?”. O rapaz, que atendia às pessoas na banca, disse que desconhecia que ali houvesse uma livraria. Eu não resisti e me dirigi até a pessoa que, claro, queria adquirir livros, para tentar explicar a ela a mãe de todos os paradoxos.





Minha tarefa era difícil, senão impossível. Como explicar que uma cidade não tenha uma boa livraria sendo que ela tem duas grandes universidades e várias faculdades, além de uma rede de educação (pública e privada) que contempla o ensino fundamental e médio? Foi constrangedor ver o espanto de Marcio quando eu disse que ele não ia poder comprar livros em Campina Grande. Vejam como são as coisas. Marcio, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, estava em Campina para proferir um curso numa faculdade local.





Marcio estava querendo comprar livros para ele próprio e para seus filhos. Tivéssemos uma livraria ao alcance da mão nosso visitante não sairia daqui decepcionado, pior não sairia daqui estupefato com tamanho absurdo. Eu fui taxativo com o meu colega de profissão e deixei claro que ele não poderia comprar livros porque não existe uma boa e grande livraria em Campina Grande. Depois que eu disse que também sou professor é que ele começou a acreditar no que eu afirmava. Marcio disse várias vezes que não entende como uma cidade da importância de Campina Grande em áreas como o comércio, a educação e a cultura não tenha uma livraria. Eu disse a ele que até já tentei entender isso, mas que desisti já faz algum tempo. Envergonhado e ao mesmo tempo revoltado, apenas consentia com o ele dizia.




A certa altura da conversa, Marcio voltou a ficar espantado e me perguntou como é que eu faço para adquirir livros. Eu disse que adquiro o que preciso, para desenvolver minhas atividades profissionais, pela Internet ou quando vou a cidades como João Pessoa e Recife. E ele fez um comentário que me deixou, confesso, com uma pontinha de inveja. Disse ele: “o problema é que você não tem um local para ir à hora que bem quiser para ficar o tempo que quiser vendo as novidades e folheando os livros”. Exato, disse eu, não existe em Campina Grande uma daquelas livrarias que você pode se perder dentro dela.




É que quem cresceu lendo, quem tem o livro como acompanhante, quem encontra diversão, prazer e lazer nos livros não se contenta em simplesmente entrar num estabelecimento comercial para comprar um produto que, por acaso, chama-se livro. Quando eu vou às livrarias em João Pessoa reservo sempre uma tarde inteira, pois eu só decido o que vou comprar, e eu sempre compro, depois que olho, leio, aprecio o tipo da edição e até sinto aquele cheirinho de livro novo.









No que depender de mim o livro digital, 0 que vem nos tabletes e notebooks, vai continuar intocado, pois ler é um processo que começa com o tocar e folhear do livro. Eu sou daqueles que fazem anotações no próprio livro com lápis grafite. Daí que preciso do livro físico, de papel, pois o ato de ler é bem mais complexo do que querem crer os que dizem que basta ligar o computador e acessar o livro e que, sendo assim, não precisa ter uma livraria na cidade. Não, está errado! Precisa sim!





Assim como precisamos de bibliotecas públicas de qualidade, e temos poucas, precisamos de locais onde as pessoas possam adquirir o conhecimento. E eu não estou falando de papelarias onde se reserva um espaço acanhado para vender alguns livros. Também não estou falando de sebos, empórios e depósitos onde se empilham livros velhos e empoeirados para tentar vendê-los como se fossem novos. Nem falo de papelarias que se especializam em vender livros didáticos neste período do ano.





Eu falo daquele local onde você entra em busca de conhecimento e lazer. Aquele local que tem música, vídeo, as maravilhas da tecnologia, tem as bugigangas que satisfazem aos mais consumistas e tem, claro, livros. Eu falo do local onde você encontra os amigos para ter boas conversas. Aquele local onde você fica sabendo das novidades do cinema e do mercado editorial e que tem um espaço reservado para você ler um bom livro e, se for o caso, compra-lo.




Sempre se fala que nós, brasileiros, não temos o hábito de ler. É verdade, não temos mesmo. E sem livrarias para irmos nos habituando e passando isso para nossos filhos as coisas só pioram. Se você, caro ouvinte, pretende investir em um empreendimento comercial não perca tempo com as futilidades do consumismo de resultados. Invista numa livraria. Eu não entendo nada de comercio, mas até que entendo alguma coisa de livros e sei que eles dão ótimo retorno e bons resultados.








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Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).