quarta-feira, 15 de julho de 2026

Hoje, um tango argentino não vai melhor do que um rock in roll inglês

Em 2022 torci pela Argentina contra a França naquela final emocionante da Copa do Mundo do Qatar. Torci porque nunca me deixo contaminar por esse ódio irracional (desculpe a redundância, pois ódio não é racional) que brasileiras(os) sentem pelos argentinos e porque sempre entendi que os grandes craques do futebol merecem, ao menos uma vez, serem campeões do mundo.

 

Em 2022 o grande craque, merecedor de um título mundial, era Lionel Messi. Não que eu goste dele, com aquela posse de esfinge que vive fazendo cara de paisagem para os problemas do mundo em sua volta. É imperdoável Messi não se pronunciar contra o racismo crônico da torcida argentina nos estádios de futebol. Das duas uma: ou ele é contra, mas prefere calar, ou é a favor e por isso mesmo cala-se ostensivamente.

 

Costumo fazer clara separação entre os grandes craques do futebol e os homens que emprestam seus corpos a esses craques: Pelé, Zico, Maradona, Romário, Ferenc Puskás, Johan Cruyff, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Garrincha, Franz Beckenbauer, Didi, Leônidas da Silva, Franz Beckenbauer, Zinedine Zidane, Sócrates, Bobby Charlton, etc, etc, etc.

 

Estes, e tantos outros, foram grandes craques, mas a grande maioria não foi (ou não é) um grande homem. Mesmo assim, lamento que craques como Zico, Puskás e Cruyff não tenham sido campeões do mundo – azar das Copas do Mundo! Mas, imagina o que seria da história das Copas do Mundo se Pelé não tivesse sido campeão de uma delas?!

 

Pelé é o deus do futebol, mesmo que os argentinos achem que não. Mas, Edson Arantes do Nascimento foi um homem com opiniões políticas questionáveis para dizer o mínimo. Ronaldo, o fenômeno do futebol, afirmou, na Copa de 2014 aqui no Brasil, que (SIC) “Copa do Mundo não se faz com hospitais”. Do homem e senador da República Romário, melhor nem falar.

Enfim, não vai dar para torcer pela Argentina hoje! Os argentinos em campo e nas arquibancadas estão tendo um comportamento imperdoável! O racismo explícito e as músicas insuportáveis, sem contar o orgulho deles pelas vitória (passadas e atuais) com a “roubalheira explícita” ... Não, não dá mesmo! Por isso, Belchior que me perdoe, mas, hoje, um tango argentino não vai melhor do que um blues, digo, do que um bom rock in roll inglês!

Nenhum comentário:

Seguidores

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Total de visualizações da página