Em 2022 torci pela Argentina contra a França naquela final
emocionante da Copa do Mundo do Qatar. Torci porque nunca me deixo contaminar
por esse ódio irracional (desculpe a redundância, pois ódio não é racional) que
brasileiras(os) sentem pelos argentinos e porque sempre entendi que os grandes
craques do futebol merecem, ao menos uma vez, serem campeões do mundo.
Em 2022 o grande craque, merecedor de um título mundial, era Lionel
Messi. Não que eu goste dele, com aquela posse de esfinge que vive fazendo cara
de paisagem para os problemas do mundo em sua volta. É imperdoável Messi não se
pronunciar contra o racismo crônico da torcida argentina nos estádios de futebol.
Das duas uma: ou ele é contra, mas prefere calar, ou é a favor e por isso mesmo
cala-se ostensivamente.
Costumo fazer clara separação entre os grandes craques do futebol e
os homens que emprestam seus corpos a esses craques: Pelé, Zico, Maradona,
Romário, Ferenc Puskás, Johan Cruyff, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Garrincha,
Franz Beckenbauer, Didi, Leônidas da Silva, Franz Beckenbauer, Zinedine Zidane,
Sócrates, Bobby Charlton, etc, etc, etc.
Estes, e tantos outros, foram grandes craques, mas a grande maioria
não foi (ou não é) um grande homem. Mesmo assim, lamento que craques como Zico,
Puskás e Cruyff não tenham sido campeões do mundo – azar das Copas do Mundo!
Mas, imagina o que seria da história das Copas do Mundo se Pelé não tivesse
sido campeão de uma delas?!
Pelé é o deus do futebol, mesmo que os argentinos achem que não.
Mas, Edson Arantes do Nascimento foi um homem com opiniões políticas questionáveis
para dizer o mínimo. Ronaldo, o fenômeno do futebol, afirmou, na Copa de 2014
aqui no Brasil, que (SIC) “Copa do Mundo não se faz com hospitais”. Do homem e
senador da República Romário, melhor nem falar.
Enfim, não vai dar para torcer pela Argentina hoje! Os argentinos em
campo e nas arquibancadas estão tendo um comportamento imperdoável! O racismo
explícito e as músicas insuportáveis, sem contar o orgulho deles pelas vitória
(passadas e atuais) com a “roubalheira explícita” ... Não, não dá mesmo! Por
isso, Belchior que me perdoe, mas, hoje, um tango argentino não vai melhor do
que um blues, digo, do que um bom rock in roll inglês!
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