domingo, 25 de setembro de 2022

POR QUE JAIL BOZO QUER UM GOLPE 07\09?

 



Veja neste DO QUE AINDA POSSO FALAR que Jail Shame Bozo passou 4 anos de seu desgoverno pedindo golpes de estado porque ele é fruto de uma cultura política ditatorial e porque isso faz parte de sua própria natureza.

O despresidente Jail Bozo vive implorando por um golpe de Estado, estilo AI-5, que o leve a um outro patamar, o de ditador. De fato, sua grande ambição foi sempre se tornar um ditador no nível de um Pinochet ou mesmo de um Hitler.

Para isso, ele contou com a ajuda do setor raivosamente autoritário do Exército e com o ruidoso silêncio de boa parte do Judiciário e do Congresso Nacional. Claro, o gado estrepitoso esteve sempre ao seu lado.

Mas, a situação ficou tão precária que até mesmo a mídia corporativa, e vários setores do cristianismo evangelizado, deixaram de frequentar o cercadinho do Palácio da Alvorada.

Claro, o Partido da Imprensa Golpista, como diria Paulo Henrique Amorim, só se desgarrou de Jail depois dele, literalmente, distribuir bananas para essa imprensa que demorou 35 anos para admitir que apoiou o golpe civil-militar de 1964.

As manifestações fascistas amareladas encolheram, mesmo que o 07/09, ou o dia do orgulho gado como prefiro chamar, siga sendo a data nacional dessa gente que sonha viver sob tacão de um general de 4 estrelas.

Interessante ver que essa patuleia mais raivosa, mais estúpida e disposta a matar, mas não a morrer, por Jail Bozo, segue toda animadinha para promover mais um show de horrores nesse 07 de setembro.

Não tem jeito, o gado segue lépido e fagueiro rumo a linha de corte, é de sua própria natureza. É uma pena que parte de nossa sociedade tenha se submetido a esse papel humilhante. E é de se lamentar que não consigamos fazê-la enxerga a situação em que vive.

Mas, a realidade atropela a tudo e a todos com sua retroescavadeira furiosa. Ditadores como Jail Bozo se acham imunes as intempéries. Coitados, nem se dão conta que, apesar deles, amanhã há de ser outro dia. Jail e sua malta de malfeitores passarão, nós ficaremos.

Este foi mais um “DO QUE AINDA POSSO FALAR”



terça-feira, 20 de setembro de 2022

POR QUE VOTAR EM LULA NO 1º TURNO?

 


Em 1989, eu e meus companheiros trabalhamos muito na campanha de Leonel Brizola. Quando vimos que Lula disputaria o 2º turno contra Collor, colocamos a estrelinha do PT em nossos lenços vermelhos e fomos à luta.

Na época, lutávamos por democracia e por uma sociedade mais justa. Hoje, nossa luta é civilizacional, é contra a barbárie. Lutamos por nossa sobrevivência e por uma existência democrática, livre e sem essa desigualdade pavorosa.

Precisamos vencer essa eleição, e de preferência no 1º turno, pois temos que derrotar o FASCISMO! Precisamos eleger LULA no 1º turno para termos mais força ainda para desfazermos as reformas de Temer e as maldades de Bolsonaro.

Temos que sair fortalecidos dessa eleição pois as próximas lutas serão bastante duras. Vencer no 1º turno significa que não aceitamos a violência imposta pelo bolsonarismo nazificado.

Precisamos vencer no 1º turno para termos paz, pois a campanha da extrema direita se baseia no medo que um pequeno grupo, bem armado, promove contra a sociedade.

Bolsonaro, e sua malta de desordeiros, fazem o diabo para levar a eleição ao 2º turno. Imagina do que não serão capazes de fazer naquelas 3 semanas entre um turno e outro?

Gostaria de pedir a você, eleitor de Ciro Gomes ou Simone Tebet, que atente para o fato de que só Bolsonaro tem chances de ir ao 2º turno contra Lula. Assim, vamos juntos resolver essa parada já no 1º turno sem medo de sermos felizes!



terça-feira, 6 de setembro de 2022

200 anos sem independência e sem democracia

 


(Foto: Arquivo/ABr)

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Mas, não é de se estranhar que justo na Semana da Pátria falemos em coisas como golpe de Estado? É surreal que tenhamos que nos preocupar com a possibilidade do presidente da República, se aproveitando de nossa data nacional, perpetrar um golpe contra as instituições e a própria sociedade, mesmo que estejamos a menos de um mês de uma ... eleição. De fato, desde que tomou posse, Bolsonaro insistiu, diria implorou, por um golpe de Estado, estilo AI-5, para que pudesse se tornar um ditador tal qual Pinochet ou, pior, Hitler.

Há 200 anos nos tornamos “independentes” de Portugal. Não se pode precisar as reais motivações de Pedro I para dar o “Grito da Independência”, mesmo porque nunca soubemos bem o que comemorar, pois os acontecimentos de setembro de 1822 pouco serviram para que nos tornássemos uma nação livre, independente, autônoma, consciente de sua soberania. É que naquele momento ainda discutíamos se realizaríamos um processo que nos tornasse uma República, nos moldes do liberalismo\iluminismo europeu, ou se seguiríamos funcionando como a filial de um império monárquico falido. 

No livro “1822”, Laurentino Gomes nos fala de um censo que apurou que, em 1823, éramos 3 milhões e 961 mil brasileiros. Desses, 1 milhão e 148 mil eram escravos. Como os indígenas não eram considerados nacionais, mas nativos, não foram computados nesse senso. E havia brancos aportuguesados, mulatos, caboclos, cafuzos, enfim tudo o que não era escravo era “homem livre”. Daí que não dá para concluir que a “independência” foi um processo político-social que contou com ampla participação popular, pois escravos e boa parte da população eram destituídos de todo e qualquer vestígio de cidadania. 

A “independência” tinha três objetivos centrais: 1) efetivar um processo que pudesse reorganizar os interesses econômicos e políticos da elite local diante de ingleses e portugueses; 2) barrar os movimentos pró-independência que ocorriam, Brasil afora, desde metade do século XVIII; 3) dar alguma resposta, superficial que fosse, à vaga revolucionária burguesa que espalhou, mundo afora, ideias iluministas, liberais, republicanas, democráticas. A tal independência serviu, fundamentalmente, para frear os movimentos que propunham colocar o Brasil no mesmo caminho de vários outros países latino-americanos. O ato simbolizado no grito colérico de Pedro I foi na verdade um GOLPE DE ESTADO. 

Tivemos um ato de (re)conquista do poder político, através de um concerto, uma espécie de acordo entre alguns setores. Na verdade, o que ocorreu foi um pacto visando restabelecer o poder da monarquia portuguesa em novos parâmetros. Não por acaso a historiadora Lilia Schwarcz nos perguntou em uma de suas redes sociais: “Você já parou para pensar que, depois do 7 de setembro, viramos uma monarquia cercada de repúblicas por todos os lados?”. E é ela mesma que responde: “(...) no resto da América Latina ocorreram revoluções, por aqui apenas uma contra revolução; um golpe das elites que não queriam perder suas propriedades, seus escravizados e o poder que acumulavam”. 

Assim como os movimentos pró-independência de países, como os EUA, tivemos aqui batalhas entre grupos a favor e contra a separação entre colônia e metrópole. E tivemos protestos organizados por setores da elite e das camadas médias, os chamados “homens livres”. Além disso, movimentos como Inconfidência Mineira, Conjura Baiana e Revolução Pernambucana foram sangrentamente derrotados pelo Estado português. 

O “7 de setembro” foi a forma que a elite aportuguesada encontrou de tornar-se independente sem precisar mudar a estrutura política, social e econômica do país. Em “Evolução política do Brasil”, o historiador Caio Prado Jr diz que: “fez-se a independência à revelia do povo, e se isto lhe poupou sacrifícios, também afastou por completo sua participação na nova ordem”. Caio Prado diz ainda que a “independência brasileira é fruto bem mais de uma classe que da nação tomada em seu conjunto”. 

A independência foi um ato para barrar de vez um processo que poderia ser até revolucionário. Através de um ato de força, se atendeu demandas de alguns setores e ainda  manteve o povo no lugar de onde ele não deveria sair jamais. E ainda tem a mãe de todos os paradoxos que é o fato de o ato, que tornou o Brasil independente de Portugal, ter sido feito por um português e que ele tenha permanecido no poder, como imperador. 

Naquele 7 de setembro, Pedro I, irritado com as exigências da corte portuguesa e, dizem, por uma terrível dor de barriga, declarou a separação política entre a colônia brasileira e a metrópole portuguesa dando o tal grito. Em 12 de outubro, Pedro de Orléans e Bragança foi aclamado “Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil”. Em 1º de dezembro foi coroado pelo bispo do Rio de Janeiro. Iniciava-se, assim, uma história do Brasil como “nação livre” sob a forma de uma monarquia escravocrata. Essa história durou 67 anos e só acabou com a Proclamação da República, em 1889, que também foi um golpe de Estado. Hoje, não damos mínima importância para a versão romantizada de um Pedro I rebelde, às margens do Ipiranga, recebendo correspondências e libertando o Brasil do jugo português. 

Essa independência foi um ato burocrático e administrativo, pois o Brasil precisava da anuência de outras nações para ser reconhecido como tal. Assim, mediante acordos comerciais bastante desfavoráveis ao Brasil, a Inglaterra usou sua armada no Atlântico, seu exército de mercenários e seu poder econômico internacional para garantir nossa independência diante das nações europeias. Mas, essa independência não saiu “de graça”, pois tivemos que pagar dois milhões de libras ao governo inglês, além de arcar com a dívida que Portugal tinha para com os britânicos. 

A independência não foi unanimidade. Províncias como Piauí, Pará e Maranhão, cujos governos foram indicados pela Coroa, se voltaram contra o processo e só o reconheceram depois de longos conflitos. Em 1823 formou-se, através de eleição, uma Assembleia Constituinte para se elaborar a constituição do império. Mas, Pedro I deu mais um golpe e encerrou a constituinte, encomendando a primeira Constituição brasileira ao seu Conselho de Estado. A carta foi outorgada pelo imperador em 25 de março de 1824 com uma anomalia: ao invés de instituir três poderes, como faziam países inspirados no modelo federativo dos EUA, criou-se quatro poderes. Além do executivo, legislativo e judiciário, havia o poder moderador. Um instrumento que Pedro I usava para subjugar os outros poderes e a própria sociedade. 

O que supomos que estamos comemorando é, sim, nossa data nacional. E tem que ser ela, não existe outra, pois todo país tem que ter uma para chamar de sua. Tem que ter aquele dia para que as pessoas exerçam seu patriotismo. Mas, não nos iludamos. O que celebramos é um ato de força que castrou a participação da sociedade nas coisas da política do país. Talvez seja por isso que tantos digam que não gostam da política.

  

Neste link você pode ver todos os artigos que publiquei no BRASIL 247

https://www.brasil247.com/authors/gilbergues-santos-soares

 

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Mas, afinal, quem ganhou o debate?

 www.brasil247.com - Debate na Band

 

Debate na Band (Foto: Reprodução)

 

Sobre a tal pergunta que nunca quer calar (“quem ganhou o debate da Band?”), diria que não sei quem ganhou, mas que sei bem quem perdeu e o quê perdeu. Jail Bozo saiu derrotado ao atacar a jornalista Vera Magalhães e a candidata Simone Tebet. Ao agredir essas mulheres, com toda misoginia e maldade que cabem dentro de si, Jail maltratou todas as mulheres brasileiras e decretou que Simone Tebet e Soraya Thronicke não poderão apoiá-lo num 2º turno bastante provável. Imagine, elas apoiando o candidato que as agrediu vilmente num debate do 1º turno? 

A coordenação da campanha de Jail luta para ganhar votos entre as mulheres que não se declaram de esquerda ou de direita. Foi por isso que trouxeram a primeira dama para o centro da campanha. E o que faz Jail no debate? Ataca as mulheres! Resta a Tebet & Thronicke apoiar Lula num bem provável 2º turno ou cuspirem em suas biografias que mal começam a escrever. 

Prova que Jail perdeu é a pesquisa Datafolha, feita enquanto rolava o debate, mostrando que ele teve a pior avaliação entre indecisos ou que pensam votar em branco. Se o debate é feito para convencer quem ainda não se decidiu, Jail perdeu feio. 

Fala-se que Lula estava muito calmo, que não bateu nos adversários. É que muitos assistem aos debates como quem vê a Fórmula 1, torcendo para ter um acidente envolvendo vários pilotos. Ganha o debate quem consegue converter mais votos dos indecisos e isso só saberemos com pesquisas. Ao contrário da sabatina no Jornal Nacional, Lula não estava num de seus melhores dias. Acontece! Mas, ele acertou em não aceitar chafurdar na lama bolsonarista. Poderia ser melhor, mas Lula fez o jogo correto que é defender o legado dos seus dois governos. 

De tanto ouvir avaliações pessimistas, me senti como se tivesse assistido apenas ao debate entre candidatos à presidência de Saturno. É que eu vi um Lula propositivo. Ouvi bem ele falar da pandemia, do orçamento secreto e de que vai quebrar o sigilo de 100 anos se for eleito. Falou de economia, emprego, fome, educação, saúde e do que se fez em seus governos. 

Na questão da corrupção, Lula fez o que precisa ser feito – mostrar tudo o que seus governos fizeram contra a própria. É que as pessoas parecem querer que Lula fique de joelhos e peça desculpas pelo mensalão. Um dos melhores momentos de Lula foi quando Soraya Thronicke lhe disse que não viu as melhorias que o PT fez no Brasil. Ele respondeu: "a senhora não viu, mas seu motorista e sua empregada doméstica viram". É sobre isso que importa um debate! 

Thronicke parecia apresentar um desses programas da TV aberta onde se investiga a vida íntima das pessoas. Ela me fez lembrar Guilherme Afif Domingos com aquela história do imposto único. Quando um candidato só fala em imposto único é porque não tem coisa melhor para dizer. Felipe D´Avila foi a boçalidade expressa em suas cores mais fortes. Só não perdeu mais do que Jail, porque não tem o que perder. Mas, como Jail, deixou bem claro a quem e porque serve. Execrável! 

Como não tem o que perder, Tebet mandou ver. Seu melhor momento foi quando enfrentou olho no olho a misoginia mal caráter de Jail Bozo. A direita limpinha deve estar bem orgulhosa de sua filha mais nova. Ciro Gomes fez o papel de 5ª coluna de sempre. Foi o que mais explorou as fragilidades de Jail. Seu melhor foi quando disse que Jail corrompeu suas ex-mulheres e seus filhos. Claro, bateu em Lula. A questão é o que fará Ciro no 2º turno? Apoiará Lula, Jail ou irá para Paris?

Neste link você vê todos os artigos que publiquei no www.brasil247.com/authors/gilbergues-santos-soares

 

domingo, 28 de agosto de 2022

Veja neste DO QUE AINDA POSSO FALAR que William Bonner NÃO deu a prometida goleada em Jail Bozo e ainda levou um 7X1 de Lula. O fato é que a ida de Lula ao Jornal Nacional segue repercutindo e nós não podemos esquecer que ainda temos um longo setembro pela frente.

  

A exibição de gala de Lula no Jornal Nacional me fez lembrar o direito de resposta que Leonel Brizola obteve contra a Rede Globo em 1992. Pois é, os adversários da Globo só aparecem no Jornal Nacional se for para serem atacados, se forem candidatos a presidente ou se entrarem na justiça. Aliás, você pode ver a histórica resposta de Brizola neste link (5606) Direito de Resposta Brizola x Globo - YouTubeAo contrário de tantas outras eleições, a grande estrela da sabatina do Jornal Nacional não foi William Bonner, que sucumbiu diante da experiência, sagacidade e inteligência de Lula. É que Bonner não entende o quanto ele fica pequeninho diante da grandeza de um Lula que sobreviveu a todos os tipos de violência. Bonner não entende o tamanho do caboclo presidente. A sabatina começou tensa pois era a Rede Globo recebendo seu maior e melhor adversário e porque era Lula voltando aos domínios dos irmãos Marinho depois da Lava Jato e das trapaças de Sérgio Moro, do Golpe de 2016, da prisão de Lula e da eleição de Jail Bozo. Eventos que, como bem sabemos, contaram com o auxílio luxuoso da vênus platinada. A primeira questão foi, claro, corrupção. Pois não é que Bonner teve a pachorra de dizer: “O STF lhe deu razão, considerou Sergio Moro parcial e anulou as condenações. Portanto, o Senhor não deve nada à justiça”. Essa é a Globo, arrogante e prepotente, se comportando como a palmatória do Brasil. Passou anos condenando Lula sem provas, agora vem com a maior cara de pau dizer: “o Senhor não deve nada à justiça”. Na verdade, Bonner deveria ter começado pedindo desculpas a Lula por todas as maldades praticadas com ele. Lula foi seminal, e ao mesmo tempo preciso, quando, para explicar a aliança com Geraldo Alckmin, citou uma frase de Paulo Freire: “a gente precisa estar junto dos divergentes para vencer os antagônicos”. Lula estava se referindo ao fascismo, que é nosso verdadeiro inimigo. Lula falou de Dilma, com a admiração de sempre. Defendeu o MST, corrigindo um equívoco de Renata Vasconcelos, e mostrou a relevância do movimento para o país. O que foi preparado para ser uma forma de atacar, virou motivo para Lula mostrar como seus governos foram infinitamente melhores do que temos hoje. As metáforas futebolísticas de Lula, se referindo a um jogo do dia anterior, serviram para que se entenda que, sim, no futebol, como na política, é sempre “nós contra eles”; mesmo que essa oposição tenha que ser democrática. Eu me emocionei com um Lula altivo, corajoso, generoso. A fala dele me encheu de esperança e, acreditem, senti até algum orgulho de ser brasileiro. Se você não assistiu a entrevista e\ou está em dúvida em quem votar, sugiro vê-la “sem medo de ser, sem medo de ser, sem medo de ser feliz!”.

 Este foi mais um “DO QUE AINDA POSSO FALAR”

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

DO QUE AINDA POSSO FALAR - JAIL MENTE QUE NEM SENTE!



Veja neste DO QUE AINDA POSSO FALAR que o “despresidente” Jail Bozo passou 40 minutos, no Jornal Nacional, MENTINDO como se não houvesse amanhã. Veja, também, que na peleja entre a Vênus Platinada e o bolsonarismo nazificado venceu o psicoterapeuta de Jail.

Sobre essa sabatina quero logo dizer que perdi bastante tempo de minha vida noturna que tanto preso. É que ver e ouvir Jail Bozo, por longos 40 minutos, é um martírio com requintes de crueldade. Na verdade, tanto Jail como a Rede Globo ganharam. Calma, eu vou explicar. Ganhou a Globo porque fez lá seu papel de defensora da democracia, para que esqueçamos que ela apoiou a Lava Jato e as bandalheiras de Sérgio Moro, o Golpe de 2016 e a prisão de Lula, e que deu sua contribuição para a eleição de Jail em 2018. Aliás, sempre que vejo a Globo defendendo a democracia, lembro de Leonel Brizola que dizia para suspeitarmos da Globo até quando ela está sendo boazinha.

Eu não posso afirmar que Jail meteu um 7x1 em Williann Bonner, mas a peleja foi um tanto quanto boa para ele. Não deixa de ser uma vitória para Jail ter conseguido passar 40 minutos sendo confrontado sem se destrambelhar todo. Afinal, por muito menos, ele já chamou um ministro do STF de “filho de um puto”.

Se isso vai se converter em votos para Jail só saberemos com as pesquisas. Eu aqui, com meus botões virtuais, acho que Jail saiu do JN do jeito que entrou. Não ganhou votos porque estava muito manso, aos olhos do gado bolsonarizado, e porque mentiu como se não houvesse amanhã. Minha filha, com uma japonesa capacidade de sintetize, cravou: “ Não ganhou e nem perdeu nenhum voto”.

De fato, estivesse Jail fantasiado de Napoleão Bonaparte e ainda assim seus bovinos 30% aplaudiriam. Claro, quem esperava, como eu, ver um Bonner peitando Jail, como se fosse um Roberto Marinho redivivo, se decepcionou. Mas, lembremos de Brizola, da Globo tudo se espera!

Eu conversei com uma historiadora e uma psicóloga e elas me fizeram perceber que a presença de Renata Vasconcelos era o que mais ameaçava Jail por ele ser MISÓGINO, aquele sentimento de repulsa e/ou aversão às mulheres que o “despresidente” carrega pela vida afora. A historiadora disse que “não sabe quem deu Rivotril para Jail, mas que ele cumpriu o papel a que se prestou”. Ela percebeu que Jail “foi bem no campo das maldades e das mentiras, que teve equilíbrio para distorcer fatos e foi cínico o suficiente para fugir das polêmicas” e que “devido a sua misoginia, buscou desqualificar a fala de uma mulher inteligente como Renata Vasconcelos”.

A psicóloga disse que Jail “saiu melhor do que a encomenda, pois teve muito tempo para fazer sua narrativa”. Ela notou que ele foi “superficial, raso e convincente pra quem nele acredita” e disse que “o monstro que habita nele se fez presente quando passou a movimentar as mãos, sem controlar a irritação”. Foi nesse momento que Jail foi ficando vermelho. Era a urticária que sai pelos seus poros quando se sente confrontado.

Vocês devem ter percebido que não citei mentiras de Jail. Mas, tem uma coisa que precisa ser dita. Quando Bonner tentou arrancar uma declaração com Jail se comprometendo em respeitar o resultado das eleições, a resposta foi “respeitarei, desde que sejam limpas". Jail sabe que as eleições serão limpas, apenas coloca essa “condição” para deixar a porta aberta para os tumultos que ele e seus asseclas pretendem criar após o dia 02\10.

Este foi mais um “DO QUE AINDA POSSO FALAR”, um pouco fora de hora.


terça-feira, 23 de agosto de 2022

Remoendo os dados em busca de uma certeza

Não podemos confiar numa conversão democrática, neste próximo

mês de setembro, de quem nunca soube valorizar a democracia

 

23 de agosto de 2022, 09:57 h

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Considero sempre que pesquisas não são mais importantes do que a realidade, apesar de refletirem o momento. Mas, vamos remoer os dados, pois eles sempre tem algo novo a revelar, sem contar que podem, sim, apontar para uma certeza com certo grau de confiabilidade.

A semana passada começou com Jail Bozo sendo tratado como pária na posse de Alexandre de Morais no Tribunal Superior Eleitoral. Jail teve que engolir seco vendo Lula sendo ovacionado pelo espectro político nacional. A semana teve, também, pesquisas eleitorais relevantes e terminou com Jail sendo chamado de "Tchutchuca do Centrão”. Inclusive, estou em dúvida se sigo tratando o “despresidente” por “Jail Bozo” ou se passo a chamá-lo de “Tchutchuca do Centrão”.

Pesquisas trazem boas notícias para os que, como eu, não aguentam mais o bolsonarismo nazificado. Na segunda (15\8), a pesquisa do Instituto FSB e do banco BTG\Pactual trouxe Lula com 45% das intenções de votos e todos os outros candidatos com 46%. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, Lula pode chegar a 47% e, assim, o jogo já se resolveria no 1º turno.

Uma leitura apressada do Datafolha da quinta (18\08) fará você ver Lula estacionado em 47% e Jail crescendo de 29% para 32%. Esse dado surge da pergunta: “Se a eleição para presidente fosse hoje e os candidatos fossem estes, em quem você votaria?”. Notem que ela está no condicional, pois alguém sempre pode mudar de opinião, mesmo que pesquisas que venho analisando desde março mostrem algo em torno de 80% dos eleitores, tanto de Lula como de Jail, afirmando que não mudarão o voto até o dia 02\10. Já 62% dos que dizem que vão votar em Ciro Gomes admitem que podem mudar para Lula até o dia 02/10. Ou seja, o voto útil em Lula, para evitar um 2º turno, tem endereço certo.

Mas, a rejeição é o dado que mais importa, pois ela é taxativa quando se responde à pergunta: “Em quais desses candidatos você não votaria de jeito nenhum no primeiro turno da eleição para presidente deste ano?”. Aqui, Jail é imbatível, pois 51% cravam que não votarão nele. Ou seja, metade dos entrevistados pelo Datafolha não querem ver Jail nem pintado de ouro. Já quando o Datafolha trata dos votos válidos, Lula aparece com 51%. Com a margem de erro de 2 pontos percentuais, Lula pode até chegar em 53% e a chance de vencer já no 1º turno torna-se real.

Eu sou historiador, mas sei fazer umas continhas, e vi que, para vencer a eleição no 1º turno, Jail tem que tirar de Lula algo em torno de 450 mil votos por dia até o dia 02\10. E não vai adiantar arrumar votos na nanicada serelepe de sempre, até porque não tem votos nem para ela mesma. A cada novo dia, Jail tem que convencer 450 mil eleitores de Lula a mudar o voto. Como ele fará isso? Não tenho a menor ideia. Acho que nem Jail e seus asseclas sabem como fazê-lo!

Importa, ainda, lembrar que Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi, disse numa entrevista ao Brasil 247, que a “eleição está praticamente decididas em favor de Lula, pois Bolsonaro não tem de onde tirar votos já que o número de indecisos é muito pequeno”. E eu digo mais, além de ser pequeno, não cobre a diferença dele para Lula. Tem uma outra continha que podemos fazer. Vamos considerar que 30% do eleitorado segue bovinamente fiel a Jail e que a maioria esmagadora dos 70% restantes já decidiu que vai votar em Lula. Dito de outra forma, de cada 10 eleitores, 3 votarão em Jail e quase 7 votarão em Lula. É por isso que dá para crer que a eleição pode se resolver já no 1º turno.

Porém, sempre há um porém, estamos no Brasil onde, como diria Millôr Fernandes, o “fundo do poço é só uma etapa”. Como não vivemos sob Condições Normais de Temperatura e Pressão e como nosso formato democrático esgarçou-se completamente, sugiro não subir no salto alto e comemorar antes do final da eleição. É que não dá para acreditar que o bolsonarismo nazificado vai aceitar passivamente ser escorraçado pelas urnas eletrônicas. Não podemos confiar numa conversão democrática, neste próximo mês de setembro, de quem nunca soube valorizar a democracia, de quem só sabe viver sob as amarras do autoritarismo.

 

domingo, 21 de agosto de 2022

DO QUE AINDA POSSO FALAR

Veja no DO QUE AINDA POSSO FALAR que pesquisas não são mais importantes do que a realidade, apesar de refletirem o momento. Mas, vamos remoer os dados, pois eles sempre tem algo novo a revelar.



A semana começou com Jail Bozo sendo tratado como pária na posse de Alexandre de Morais no TSE. Jail teve que engolir seco com Lula sendo ovacionado pelo espectro político nacional. A semana teve, também, pesquisas eleitorais relevantes e terminou com Jail sendo chamado de a "Tchutchuca do Centrão”. Inclusive, estou em dúvida se sigo tratando o “despresidente” por “Jail Bozo” ou se passo a chamá-lo de “Tchutchuca do Centrão”.

Pesquisas trazem boas notícias para os que, como eu, não aguentam mais o bolsonarismo nazificado. Na segunda (15\8), a pesquisa FSB\BTG Pactual trouxe Lula com 45% e todos os outros candidatos com 46%. Com margem de erro de 2 pontos Lula pode chegar a 47% e o jogo já se resolveria no 1º turno.

Uma leitura apressada do Datafolha da quinta (18\08) fará você ver Lula estacionado em 47% e Jail crescendo de 29% para 32%. Esse dado surge da pergunta: “Se a eleição fosse hoje, em quem você votaria?”. Está no condicional, pois pode-se mudar de opinião. Mas, pesquisas que vi desde março mostram algo em torno de 80% dos eleitores, tanto de Lula como de Jail, afirmando que não mudarão o voto até o dia 02\10. Já 62% dos que dizem que vão votar em Ciro Gomes admitem que podem mudar para Lula até o dia 02/10. Ou seja, o voto útil em Lula, para evitar um 2º turno, tem endereço certo.

Mas, a rejeição é o dado que mais importa, pois ela é taxativa quando se responde à pergunta: “em qual desses você não votaria de jeito nenhum?”. Aqui, Jail é imbatível, pois 51% cravam que não votarão nele. Ou seja, metade dos entrevistados pelo Datafolha não querem ver Jail nem pintado de ouro.

Quando o Datafolha trata dos votos válidos, Lula aparece com 51%. Com a margem de erro de 2 pontos, Lula pode até chegar em 53% e a chance de vencer já no 1º turno torna-se real.  Eu sou historiador, mas sei fazer umas continhas, e vi que, para vencer a eleição no 1º turno, Jail tem que tirar de Lula algo em torno de 450 mil votos por dia até o dia 02\10. E não vai adiantar arrumar votos na nanicada serelepe de sempre, até porque não tem votos nem para ela mesma. A cada novo dia, Jail tem que convencer 450 mil eleitores de Lula a mudar o voto. Como ele fará isso? Não tenho a menor ideia. Acho que nem Jail e seus asseclas sabem como fazê-lo!

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

DO QUE AINDA POSSO FALAR

Veja no DO QUE AINDA POSSO FALAR que a mesma Fiesp que bancou o golpe de 2016, está lançando um manifesto em defesa da democracia. Estranho, não é?! Nem tanto, pois o Brasil não é para principiantes!


A elite brasileira, a burguesia que fede como diria Cazuza, mas que é dona do capital, finalmente entendeu o quanto o bolsonarismo é danoso para este pais, inclusive para ela própria. É por isso que a poderosa Federação das Indústrias de São Paulo está bancando um manifesto em defesa da democracia (que eu, inclusive, já assinei). Interessa ver que este manifesto será publicado nos grandes meios da mídia corporativa.

A Fiesp parece mesmo cansada de Jail Bozo, pois seu ex-presidente Horácio Piva disse que "as coisas estão transbordando". Piva só não disse o que é que está transbordando, mas vindo de Jail a gente até já desconfia o que possa ser.

Interessante ver a Fiesp em defesa da democracia. A mesma que apoiou a Lava Jato e o tribunal discricionário de Sérgio Moro, que bancou o golpe que depôs Dilma, que defendeu a prisão de Lula e se jogou na eleição de Jail Bozo. É a mesma Fiesp que apoiou o golpe civil\militar de 1964, e a ditadura militar; e que depois se comprometeu com as lutas pelo estabelecimento da democracia, já nos anos 1980. Alguma surpresa com isso?

É que é assim que age “A Elite do Atraso” como diria Jessé de Souza. Essa elite, que não aguenta mais o material fecal do bolsonarismo transbordando, pode ser democrática ou ditatorial, a depender de seus interesses.

O fato é que a aliança entre neoliberalismo e bolsonarismo nazificado quebrou a indústria brasileira. Por isso a Fiesp aposentou o pato amarelo de 2016. O fato é que a Casa Grande e os Faria Limers são assim mesmo, dão golpes e sustentam ditaduras, sabendo o que vai acontecer, e depois lançam manifestos em defesa da democracia.

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Jail precisa de um golpe e nós precisamos de democracia


A aliança entre neoliberalismo e bolsonarismo nazificado quebrou a indústria brasileira

Jail precisa de um golpe e nós precisamos de democracia - Publicado no Brasil 247

Meus alunos sempre me ouvem dizer que nosso sistema político mescla procedimentos democráticos e entulhos autoritários e que temos uma cultura política pretoriana. Eles sabem que considero eleição condição necessária, porém insuficiente das democracias. Dito de outra forma, não adianta ter uma eleição eficiente, se golpismos de toda sorte derrubarão a decisão das urnas. Foi assim em 1964, com João Goulart, e em 2016, com Dilma Rousseff. Eles foram eleitos e sacados do poder por golpes ancorados nas forças militares, no legislativo e no judiciário, sempre contando com o auxílio luxuoso dos EUA.

O ex-governador de Minas, Fernando Pimentel, disse que é “preciso garantir a eleição, a vitória e a posse de Lula”. Se tivéssemos uma democracia fincada em bases sólidas, falaríamos apenas em eleições, e eu não estaria aqui falando da possibilidade de o eleito não tomar posse. A convenção que formalizou Jail Bozo candidato à reeleição foi mais uma emboscada contra a democracia. Chamou a atenção bolsonaristas com camisas onde se lia: “Voto impresso auditável. Eu apoio Art. 142”. O Artigo 142 não é peça decorativa na Constituição. Ele foi colocado lá para ser usado - é como um revólver que se guarda no fundo de uma gaveta, um dia a oportunidade para usá-lo vai aparecer.

De fato, Jail sabe bem que “voto impresso auditável” é algo sem necessidade e que a urna eletrônica é confiável. O que ele quer mesmo é armar um circo de desconfianças para poder oferecer seu golpe de estado, baseado no Art. 142, ou seja na própria Constituição Federal. Mas, notemos que enquanto o genocida mor segue firme em sua sanha golpista, para implementar seu projeto de ditadura, a mesma FIESP, que bancou o golpe de 2016, está lançando um manifesto em defesa da democracia. Estranho, não é?! Nem tanto, pois o Brasil não é para principiantes!

Parte inferior do formulárioA elite brasileira, a burguesia que fede como diria Cazuza, mas que é dona do capital, finalmente entendeu o quanto o bolsonarismo é danoso para este país, inclusive para ela própria. É por isso que a poderosa Federação das Indústrias de São Paulo está bancando um manifesto em defesa da democracia (que eu, inclusive, já assinei!). Interessa ver que este manifesto vem sendo publicado nos grandes meios da mídia corporativa. A Fiesp parece mesmo cansada de Jail Bozo, pois seu ex-presidente Horácio Piva disse que "as coisas estão transbordando". Piva só não disse o que é que está transbordando, mas vindo de Jail a gente até já desconfia o que possa ser.

Interessante ver a Fiesp em defesa da democracia! A mesma que apoiou a Lava Jato e o tribunal discricionário de Sérgio Moro, que bancou o golpe que depôs Dilma, que defendeu a prisão de Lula e se jogou na eleição de Jail Bozo. É a mesma Fiesp que apoiou o golpe civil\militar de 1964, e a ditadura militar; e que, depois, se comprometeu com as lutas pelo estabelecimento da democracia, já nos anos 1980. Alguma surpresa com isso? Nenhuma, pois é assim que age “A Elite do Atraso” como diria o sociólogo Jessé de Souza. Essa elite, que não aguenta mais o material fecal do bolsonarismo transbordando, pode ser democrática ou ditatorial, a depender de seus interesses.

O fato é que a aliança entre neoliberalismo e bolsonarismo nazificado quebrou a indústria brasileira. Por isso a Fiesp aposentou o pato amarelo de 2016. O fato é que a Casa Grande e os Faria Limers são assim mesmo, dão golpes e sustentam ditaduras, mesmo que saibam o que vai acontecer, e depois lançam manifestos em defesa da democracia.

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