sexta-feira, 23 de março de 2012

VOCÊ SABE O QUE É ACCOUNTABILITY?


Muito já se disse que uma eleição não deixa de ser o momento pelo qual eleitores julgam o desempenho de governantes e parlamentares.
Num sistema político representativo, eleições funcionam como o instrumento mais fácil para se avaliar a atuação dos políticos e de seus partidos.
Assim, os políticos devem ter em mente que, nas campanhas eleitorais, estão se submetendo a avaliação de seus atos e desempenhos por parte dos eleitores.
Por essa ótica, os políticos que correspondem às expectativas seriam reeleitos e os que decepcionam mandados para casa. Simples assim.
Políticos e eleitores devem atentar para o accountability. Eu já explico o que é isso, antes deixem-me dizer algo sobre o voto como critério de julgamento.
Votar dessa forma significa que o eleitor pondera sobre o comportamento dos governantes e o cumprimento das promessas de campanha para decidir em quem votar.
 Ele considera, ainda, a coerência entre as atitudes de alguém como candidato e como governante e, claro, o envolvimento em escândalos de qualquer natureza.
Convenhamos que utilizar esses critérios para decidir em quem votar é bem mais interessante do que vender ou trocar o voto. Mas, afinal, o que é accountability?
Accountability não possui tradução literal para o português. Mas, seu sentido vincula-se à ideia de “responsabilidade” e “prestação de contas”.
Os americanos usam accountability para, dentre outras coisas, responsabilizar uma pessoa pelos seus próprios atos. Políticos, inclusive, e principalmente.
Que um exemplo para accountability? Quando os comerciais de bebidas alcoólicas dizem “beba com moderação”, estão afirmando que se você for imoderado a responsabilidade é só sua.
No mundo da política, accountability refere-se, de modo geral, ao relacionamento entre governantes e cidadãos. Principalmente, no que toca aos mecanismos de controle.
Mecanismo de controle, são os instrumentos que os cidadãos possuem para acompanhar os atos dos governantes e parlamentares.
Um sistema político é tanto mais democrático quanto mais seus cidadãos tiverem acesso a mecanismos de controle que garantem bons índices de accountability.
O instituto de pesquisas Freedom House acompanha e avalia o desempenho de regimes políticos em 200 países pelo mundo afora e nos cinco continentes.
Ele afere os níveis, ou mesmo a inexistência de accountability através de indicadores como: grau de corrupção, liberdade de imprensa, participação da sociedade civil e lisura do pleito eleitoral.
Antes que o caro ouvinte diga que estou vendo coisas, que no mundo real da política brasileira isso tudo não passa de conversa para embalar bovinos, preciso esclarecer algo.
A combinação desses indicadores é de suma importância. Mas, se as eleições não aconteceram em um clima de plena lisura e com regras bem definidas, é bom esquecer todo o resto.
Se não tivermos eleições limpas e competitivas, o cidadão terá seu instrumento (o voto) para punir ou recompensar mandatários apenas como mera figuração do sistema representativo.

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).