quarta-feira, 16 de julho de 2014

POR UMA CAMPANHA CIVILIZADA.

Desde as eleições municipais de 2008 surgem vozes, de vários setores da sociedade paraibana, pedindo para que as regras das campanhas eleitorais sejam alteradas de forma que nossas necessidades ambientais possam ser consideradas. Em 2010, por exemplo, a Câmara Municipal de Campina Grande ouviu o clamor de vários campinenses e declarou guerra às passeatas e carreatas, durante a campanha eleitoral, considerando os danos ambientais que elas tanto causam. Os vereadores Metuselá Agra e Antônio Pereira, ambos do PMDB, entregaram um ofício ao juiz Eli Jorge Trindade, que era o responsável pela propaganda de rua, solicitando que as pavorosas carreatas, além das passeatas, fossem proibidas.

Na época, os vereadores justificaram a iniciativa baseados no fato de que passeatas e carreatas não acrescentam em nada à eleição e que só trazem prejuízos à população por, dentre outras coisas, estimular a violência. Eles ainda demonstraram que a ordem político-social da cidade estaria ameaçada na medida em que o acirramento entre eleitores, políticos e partidos fosse aumentando. Especificamente em relação às carreatas os vereadores aludiram à questão do trânsito. Eles lembravam o óbvio ululante. É que numa cidade como Campina Grande, que tem um trânsito naturalmente caótico, fazer carreatas e passeatas é a mesma coisa de colocar palha e gasolina na fogueira.

Já em 2008, o promotor Herbert Targino propôs o fim das carreatas por causarem turbulências no tecido social. Nessas oportunidades se considerava que as carreatas tornam bem pior a já problemática questão da poluição sonora em nossa cidade. É bom não esquecer que em 2010 a Câmara aprovou a Lei municipal 4.877 que definiu as “zonas de silêncio”. Essa lei demarcou locais, no centro da cidade, onde não se pode fazer propaganda sonora e nem colocar qualquer tipo de som em alto volume. Apesar de que, basta andar um pouco pelas ruas centrais de Campina Grande para se ver que essa lei vem sendo desrespeitada de todas as formas que se puder imaginar.  Mas, um erro não pode justificar o outro.



Não é porque a poluição sonora nos perturba diariamente que temos que aceitar que, durante as campanhas eleitorais, o dia-a-dia do eleitor seja transformado num literal inferno, onde imperam as vontades e interesses dos candidatos. A Juíza que coordena a propaganda eleitoral em Campina Grande, Renata Barros Paiva, está promovendo, junto aos partidos políticos, a discussão sobre a realização de comícios, carreatas e passeatas. Ao que tudo indica a Justiça Eleitoral não proibirá as carreatas e passeatas, pois a Juíza Renata Barros já informou, aos partidos, a necessidade deles respeitarem a tal “zona de silêncio” e de que ela vai definir os locais para que se façam as atividades de campanha.

Sobre como e onde se fazer as carreatas, a magistrada propôs que a cidade seja dividida, nos dias em que os partidos e candidatos forem às ruas. Inclusive, ela sugere que os partidos façam seus eventos em horários distintos. A ideia, assustadora em minha opinião, é que os partidos possam fazer as carreatas nos mesmos dias, desde que em horários distintos, de forma que elas não se encontrem. A mesma proposta foi feita para o caso das passeatas. Se já era ruim ter uma carreta de uma coligação de cada vez, o que dirá termos duas no mesmo dia, mesmo que em horários distintos. O que acontecerá se, e quanto, os partidários das coligações descumprirem as determinações da justiça eleitoral?



Eleições são tidas como a “festa da democracia”. Temos comícios, passeatas, carretas, festas e corpo-a-corpo. Muitos eleitores encaram a campanha como uma grande diversão. Os candidatos andam por aí com bandas de música, fogos e trios elétricos. Isso tudo, claro, para chamar atenção do eleitor. Nestas campanhas carnavalescas se vê de tudo, menos as ideias e projetos dos candidatos. Aliás, quanto mais barulhenta for a campanha, melhor para o candidato medíocre que não pode e não deve se fazer ouvir. As passeatas e carreatas enojam, denigrem e poluem o meio ambiente. Experimente, caro ouvinte, andar pelas ruas após esses eventos e veja a sujeira que fica pelas ruas. Aliás, eu queria entender o que leva alguém a participar de uma carreta.


O que faz um eleitor seguir em uma imensa fila de carros, por horas a fio, num barulho ensurdecedor, sob um calor insuportável? Seriam os “bônus” para que se abasteçam os carros, de preferência no posto de combustíveis de um aliado do candidato? As carreatas são moeda de troca. Muitos são obrigados a participar sob pena de perder um favor ou um emprego. Mas, o pior é a contradição dos candidatos que aparecem no guia eleitoral prometendo cuidar do meio ambiente e depois vão às ruas denegri-lo. Iniciativas, como aquela da Câmara Municipal de Campina Grande, são louváveis, apesar de terem se mostrado pouco eficientes. A melhor atitude ainda pode ser a do eleitor que se recusar a votar em alguém que diz uma coisa no guia eleitoral e faz outra na rua.

Você tem algo a dizer sobre essa COLUNA ou quer sugerir uma pauta? gilbergues@gmail.com

AQUI É O POLITICANDO, COM GILBERGUES SANTOS, PARA A CAMPINA FM.

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Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).