terça-feira, 8 de julho de 2014

ZÉ MARIA, UM NANICO CONTRA A BURGUESIA

Para o bem e/ou para o mal, temos sempre muitos candidatos nas eleições presidenciais. A quem diga que, no Brasil, eleição majoritária que se prese tem que ter candidatos nanicos. Sem eles a eleição fica maçante, sem graça mesmo. De acordo com o Sistema de Divulgação de Candidaturas do TSE (DivulgaCand) teremos 11 candidatos nestas eleições. Pelo menos seis deles são tidos como nanicos, por terem postulações que não devem ter mais do que 100 mil votos em todo o Brasil. Esta é a segunda coluna em que analiso candidaturas que não chegarão ao 2º turno. Na primeira, tratei de Levi Fidelix, que tem perfil ideológico bem definido a direita. Agora, vou analisar uma candidatura com perfil ideológico marcadamente à esquerda.
 
José Maria de Almeida é candidato a presidente da República pela 4ª vez. Ele ficou conhecido pelo bordão "contra burguês, vote 16" que era usado nas propagandas eleitorais do seu partido, o PSTU. Zé Maria é o típico candidato da esquerda. A sua história se confunde com a de Lula, com a diferença que o primeiro não aderiu ao pragmatismo fisiológico que o segundo pratica como poucos. Zé Maria foi uma das lideranças daquelas greves do ABCD paulista do final da década de 1970. Ele foi preso, em 1980, junto com Lula, e mais 10 sindicalistas, e enquadrado na Lei de Segurança Nacional. Zé Maria ficou três meses preso. Ao ser libertado, participou da fundação do PT e da CUT.

Zé Maria diz que teve que deixar o PT, pois o partido não fez as mudanças que se esperava. Aliás, ele não saiu do PT. Na verdade, ele foi expulso quando o PT começou a se “endireitar”, como ele mesmo gosta de dizer. A expulsão de Zé Maria do PT se deu quando sua tendência “Convergência Socialista” defendeu o “Fora Collor” em 1992. Pois é, a direção do PT queria o impeachment de Collor, mas não parecia aceitar que a sociedade se mobilizasse para isso. Zé Maria foi candidato a presidente pela primeira vez em 1998. De lá até aqui suas ideias e seu programa político quase não mudaram. A única mudança perceptível foi na forma, pois o bordão “contra burguês, vote 16” foi aposentado para esta eleição.

O bordão saiu, mas as ideias socialistas permaneceram remanescentes do tempo em que a classe operária iria fazer uma revolução, armada de preferência, e tomar o poder da burguesia. Percebe-se a atitude revolucionária no apoio as manifestações de 2013. Em 2010, Zé Maria não apresentou um programa político. Ele registrou, no TSE, um manifesto recheado de palavras de ordem. O documento dizia que “o Brasil precisa de uma segunda independência” numa alusão a revolução cubana de 1959. Uma das ideias básicas do PSTU é de que é preciso romper com o imperialismo. Esta seria a única possibilidade de acabar com o desemprego e com o arrocho salarial. Sem isso não se faria reforma agraria e muito menos se combateria a miséria.
 
Neste documento de 2010, se fala na formação de uma frente continental pela suspensão do pagamento da dívida externa. Aqui, se defende o rompimento unilateral com o FMI, pois sem isso não se faria nada no Brasil em termos de desenvolvimento. Outra tese do PSTU é a defesa da expropriação de todas as propriedades fundiárias do país, sem que seus proprietários sejam indenizados. Dessa forma todas as terras do país passariam a ser propriedade do Estado brasileiro. As empresas nacionais e estrangeiras, que dominam os principais ramos de produção, seriam expropriadas para o bem público, sem indenização, claro.  Com isso, o que Zé Maria defende, de fato, é a criação de um super Estado controlador de tudo e de todos.

Essas ideias seriam muito boas não fosse o fato de que elas não passam de ideias, apenas ideias. O problema do PSTU é o mesmo dos partidos burgueses que tanto combate: tem muitas ideias e propostas, mas não diz como coloca-las em prática. A mãe de todas as contradições de Zé Maria é a de seguir atuando no processo eleitoral mesmo que desconfie da legitimidade das eleições. Ele tem dito que "as eleições não podem produzir mudanças, pois são controladas pelas grandes empresas”. Zé Maria diz que segue sendo candidatando para promover suas ideias e fazer seu partido crescer. Mas, a tirar pelos resultados das outras eleições, essa estratégia parece frágil. Vejam que em 1998, Zé Maria teve 202.659 votos, ficando apenas em 7º lugar.

Nas eleições de 2002, teve seu melhor momento chegando a 402.236 votos, ficando em 5º lugar, apesar de que só havia seis candidatos. Já nas eleições de 2010, Zé Maria teve minguados 84.609 votos, ficando em 6º lugar, num total de 09 candidatos. Essa é a questão. Importariam menos as ideias e mais o fato de aproveitar o momento eleitoral, do qual tanto se desdenha, para divulgar ideias e promover o crescimento das fileiras do partido. Mas, o que explica o fato do PSTU parecer estar enxugando gelo? O fato é que as ideias anacrônicas do PSTU não atraem o eleitorado em sua maioria com menos de 35 anos idade. A questão é que os nanicos da esquerda só olham para seu próprio umbigo e esquecem o que está no entorno social deles.
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AQUI É O POLITICANDO, COM GILBERGUES SANTOS, PARA A CAMPINA FM.

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Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).