quinta-feira, 23 de outubro de 2014

HABEMUS IMPERIUM?

A expressão “Habemus Papam” (“Temos um Papa") é pronunciada pelo cardeal mais velho da Igreja Católica para que se anuncie que um novo pontífice foi eleito. Isso acontece depois que a chaminé da Capela Sistina expeli aquela fumaça branca. No próximo domingo, por volta das 20 horas, já poderemos anunciar que “Habemus Imperium”, i.e., poderemos dizer que já temos uma nova autoridade constituída para as Unidades da Federação e para nossa Unidade Política, chamada Brasil. Enfim, teremos definido a instância máxima da administração executiva no Estado e no país. Faltam 72 horas para as eleições do 2º turno e a semana está terminando, como começou, em relação às pesquisas eleitorais e a movimentação dos candidatos.

A opinião corrente é que as eleições, estadual e a presidencial, estam indefinidas. Isso é certo, não só pelo que nos dizem as pesquisas, mas, principalmente, pela movimentação que se pode ver nas ruas. Hoje, não se pode afirmar que “Habemus governum”. Hoje, somos uma sociedade dividida. Existe uma bipolarização não apenas entre candidaturas, mas entre projetos político-econômicos, ideias, valores, interesses, gostos e tudo o mais que o caro ouvinte puder imaginar. Mas, isso é ruim? Não, claro que não. Eu, inclusive, costumo desconfiar dos projetos e das candidaturas que prometem a união dos brasileiros em torno de alguma coisa.  Para mim, isso tem o cheiro e a coloração das ideias totalitárias tão correntes em outros tempos.

Somos, para o bem e para o mal, uma sociedade multicultural, diversificada em termos raciais e sociais. Somos, para desespero de alguns, uma sociedade plural. Se é assim, porque ser contra a divisão político-eleitoral que enfrentamos hoje em dia? A despeito do que pensam os falsos moralistas de plantão e do quer essa gente tão politicamente correta o confronto aberto entre os candidatos, nos debates televisivos, é salutar. O caro ouvinte me perguntará, mas e essa baixaria entre os candidatos? Os enfrentamentos entre os candidatos, nos debates, são pautados pela sociedade. Os marqueteiros estam atentos ao que acontece nas redes sociais. Dilma, Aécio, Ricardo e Cássio aceitam chafurdar na lama porque gostam? Talvez.


Parte do público não só gosta como torce para que os candidatos se estapeiem ao vivo e em cores. É estranho que o eleitor/internauta queira os políticos bem comportados nos debates, quando ele mesmo age como um troglodita nas redes sociais. Deixemos esse “bom mocismo” insuportável de lado. Precisamos ver os candidatos por inteiro, sem a proteção do manto sagrado das ilhas de edição, onde se monta o guia eleitoral. Que venha o debate e que se estabeleça o confronto. Ponto final. 

Mas, eu dizia que as pesquisas não escondem a bipolarização eleitoral. Na semana passada elas davam Aécio ligeiramente à frente de Dilma, sempre com empate técnico. No domingo, analistas diziam que as novas pesquisas trariam mudanças. O Datafolha da segunda trouxe (pela 1ª vez neste 2º turno) Dilma, com 52%, a frente de Aécio, com 48%. O levantamento CNT/MDA baixou a margem de erro e cravou Dilma com 50.5% e Aécio com 49.5%. Ou seja, deu empate físico, concreto. Ontem, o Datafolha trouxe sua 2ª rodada da semana mantendo Dilma 4 pontos percentuais a frente de Aécio com sua tradicional margem de erro de 2%. Isso significa que Dilma está virtualmente eleita, já que só faltam três dias para eleição? Não. Isso demonstra que o jogo está indefinido. Mas, entendam essa indefinição dentro de um padrão de regularidade. É preciso lembrar que o padrão dessa eleição foi à indefinição misturada as surpresas de toda sorte.

É bom lembrar, ainda, que desde os meses de março e abril, Dilma apareceu, quase sempre, em 1º lugar nas pesquisas. Claro, a cada nova alteração, surpresa ou fatalidade, os sismógrafos dos institutos de pesquisa acusavam os abalos. Na transição do 1º para o 2º turno Aécio agregou valor, ao seu capital eleitoral, por causa da adesão de Marina Silva. O PSDB passou cerca de duas semanas acertando mais do que o PT nos programas do guia eleitoral. Esses fatores se refletiram nas pesquisas. Mas, o PT reagiu com Lula voltando à campanha e com peças publicitárias explorando o receio das classes C e D perderem suas conquistas. O apoio de Marina a Aécio é um enigma, pois não se sabe quanto ela consegue transferir em termos de votos.

Dilma parece ter recolhido mais apoios pelos Estados onde acontecerá 2º turno. Bom exemplo é o caso da Paraíba. Dilma subiu bem na preferência do eleitorado paraibano depois de ter declarado apoio a Ricardo Coutinho, sendo a recíproca verdadeira. Inclusive, pela 1ª vez, estamos nos preocupando mais com a eleição presidencial do que com a estadual. Vejam que Cássio Cunha Lima colou sua imagem a de Aécio Neves no guia eleitoral, ao contrário do que víamos no 1º turno. Vejam que o PMDB paraibano teve como objetivo central carrear votos para Dilma. Mas, isso tudo não explica como resolveremos o dilema eleitoral. Na verdade, não resolveremos. Depois que o TSE expelir a fumaça branca, e anunciar “Habemus presidente”, o jogo zera e começa tudo novamente.

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AQUI É O POLITICANDO, COM GILBERGUES SANTOS, PARA A CAMPINA FM.

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Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).