quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

2015 SERÁ DE AMARGAR!

Hoje, eu vou ser o portador da má noticia. Não que eu goste e nem sou dos que se compraz, ou se entretém, em anunciar tragédias para se alimentar da desgraça alheia. Na verdade, a má notícia é para mim, para você, é para todos nós. Passado o processo eleitoral, agora que os vencedores já comemoraram o suficiente e os derrotados parecem conformados com seus insucessos nas urnas, é chegada a hora de enfrentar a realidade e pensarmos como será o próximo ano. Em 2014 tivemos muito com que nos ocupar e nos alienar. Tivemos a Copa do Mundo, apesar da tragédia do Mineirão, e a festa da democracia. Mas, pela frente vem um 2015 que promete ser de amargar e está é apenas uma pequena parte da má notícia.

Ano eleitoral é sempre o momento de boas notícias. Afinal, quem é que vai dar má notícia ao eleitor? A situação precisa dourar a pílula e a oposição precisa mostrar que tudo vai mudar para melhor, claro. Como em 2015 não teremos eleição, os governantes vão aproveitar para nos dar todas as más notícias que precisam e devem dar. Maquiavel já dizia: “Quando for fazer o bem, faça-o aos poucos. Quando for praticar o mal, é melhor fazê-lo de uma vez só”. É por isso que não se assumia que temos uma crise energética e hídrica. Foi só as eleições acabarem para que se anunciasse o racionamento d´agua a partir desse mês de dezembro. E, o que é pior, sem que as águas do São Francisco tenham sido transpostas.

É bom não esquecer que em 2015 continuaremos pagando a conta da Copa do Mundo. É que aquelas arenas faraônicas serão pagas por nós, em prestações a perder de vista. Será tudo descontado do PIB que promete ser esquelético. E como notícia ruim nunca vem só, temos que bancar a organização dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. A situação é aquela. Não tem quase nada feito, o Rio está daquele jeito, com obras por todo lado, e já aparecem as denúncias de sempre.

Mas, o caro ouvinte tenha, por favor, um pouco de paciência. É que até agora eu só dei as más notícias. Isso tudo é “pequenas causa”, como diria aquele ministro do STF. Como não poderia deixar de ser, são os economistas que nos trazem as péssimas notícias. A revista Exame entrevistou economistas, analistas e consultores, de vertentes politicas e ideológicas diferentes, que foram unanimes em dizer que nossa economia está doente e que, em 2015, será preciso aplicar remédios amargos para curar seus males. É que eles fazem com a economia o mesmo que faço com minhas filhas quando estam com febre e/ou alguma doença. Aplico-lhes o remédio amargo sem me preocupar com as caretas que elas fazem. Para mim, importa que fiquem logo curadas.

Economistas, petistas e tucanos, concordam que nossa economia está numa armadilha de desaceleração do crescimento e alta da inflação. Acima das divergências de ideários, que vimos nas eleições, o 2º governo Dilma tem um grande e apertado nó a desatar. Chegou a hora de separar o que é discurso de campanha do que tem que ser feito para sarar nossa economia. Os economistas não querem saber de nossas caretas e sugerem que, em 2015, nos seja aplicado o amargo remédio dos ajustes para reduzir a inflação. Claro, eles falam que é preciso retomar a credibilidade e atrair investimentos externos, mas se não fosse assim eles não seriam economistas. O primeiro grande desafio do governo Dilma é fazer um relevante e sério ajuste fiscal, ou seja, controlar as contas.
 
Juan Jensen, da “Tendências Consultoria”, disse que "passamos por um processo amplo de expansão fiscal, que segue duas óticas: aumento de gastos e redução de alíquotas. Isso tem que ser revisto, mesmo que entremos num mundo mais complicado". Ele tem uma notícia boa para nós e ruim para o governo: é preciso reduzir gastos, senão as contas públicas não fecham, mas como é que o governo vai diminuir os gastos públicos tendo que organizar eventos esportivos, por exemplo? O receituário dos economistas desagrada em várias frentes. Os governos têm que reduzir as despesas de custeio da máquina governamental, principalmente nos gastos com o funcionalismo público. Governo que é governo gosta de gastar.

E o funcionário público quer ter aumento. Desse jeito a conta não fecha, pois quem é que está disposto a ir para o sacrifício? Os economistas dizem que é preciso controlar os gastos com os programas sociais, pois o endividamento público é crescente. Aqui saímos da economia para a política. É que situação e posição não aceitam mexer nos programas sociais, pois eles são, sim, a pedra de toque eleitoral. Claro, são, também, necessários para uma expressiva camada da sociedade brasileira. Ainda temos um dilema a resolver. O crescimento econômico faz as classes sociais consumirem mais. Mas, a elevação do consumo acorda o monstro da inflação. Será que teremos que tomar uma quimioterapia econômica, onde se mata as células ruins e as boas também?

Você tem algo a dizer sobre essa COLUNA ou quer sugerir uma pauta? gilbergues@gmail.com

AQUI É O POLITICANDO, COM GILBERGUES SANTOS, PARA A CAMPINA FM.

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Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).