terça-feira, 8 de setembro de 2026

O que o ministro do STF, terrivelmente evangélico e bolsonarista, quer mesmo é acabar com as operações da Polícia Federal e intervir na eleição

É sempre bom lembrar que quem tornou André Mendonça Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi ... Jair Bolsonaro. Também, não se deve esquecer que ele estava cumprindo uma promessa, pois antes mesmo de ser eleito dizia que indicaria um ministro “terrivelmente evangélico” ao STF.

Indicado ao STF, André Mendonça reconhece 'submissão'
a bispos da Assembleia de Deus | Lauro Jardim - O Globo

Já presidente, Bolsonaro anunciou que o ministro "terrivelmente evangélico" seria ... André Mendonça. Isso aconteceu quando ele participava, na Câmara dos Deputados em 10\07\2019, de um culto evangélico e de uma sessão em homenagem aos 42 anos da Igreja Universal do Reino de Deus do “terrivelmente (pastor) evangélico” Edir Macedo.

Bolsonaro, que cumpre pena por ter liderado organização criminosa armada (além de tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito, de golpe de estado, de dano qualificado e deterioração contra patrimônio da União), afirmou, nesse evento na Câmara dos Deputados, que: “O Estado é laico, mas nós somos cristãos. Esse espírito deve estar presente em todos os Poderes. Por isso, meu compromisso: poderei indicar dois ministros para o STF; um deles será terrivelmente evangélico”. (Fonte: Agência Câmara de Notícias).

Em tempo: 1.) Sendo o Estado laico, o espírito cristão não pode se fazer presente nos poderes da República; 2.) Como o Estado  é laico, não poderia jamais ocorrer um culto evangélico na Câmara dos Deputados; 3.) O fato de uma pessoa ser “terrivelmente evangélica” não a qualifica para ser ministra do STF, ainda que seja “terrivelmente bolsonarista”.

Como explicar, então, as ações do ministro André Mendonça? Elementar, ele é de uma forma assustadora, pavorosa, terrivelmente evangélico, de direita, conservador\reacionário, numa palavra, ele é bolsonarista. O que move Mendonça é a sua fidelidade terrivelmente canina à Família Bolsonaro.

Agora mesmo, Mendonça afastou Andrei Rodrigues da diretoria geral da Polícia Federal. E por que ele fez isso? Porque foi na gestão de Rodrigues (tendo Lula como presidente) em que se desencadeou a Operação Compliance Zero para se investigar e prender Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o “irmãozão” de Flávio Bolsonaro, que bancou o filme Dark Horse e um esquema de desvio de dinheiro, do Brasil para os Estados Unidos, para, dentre outras coisas, bancar a vida de bolsonaristas “exilados”, um deles Eduardo, irmão de Flávio.

Um país macumbeiro com um juiz terrivelmente
evangélico no STF – CartaCapital

Foi sobre o comando de Rodrigues que se descobriu os mandantes da execução de Marielle Franco e que se revelou o esquema bilionário de descontos ilegais de aposentados e pensionistas do INSS ocorrido no governo de ... Jair Bolsonaro. Rodrigues chefiava a PF nas investigações sobre as tentativas de golpe de Estado (entre novembro\22 e janeiro\23), para impedir a posse de Lula, e nas operações contra as organizações criminosas comandadas por empresários, políticos e aquela gente “Faria Limer” que guia a mão visível do mercado.

O que André Mendonça quer é estancar as operações da PF para que não se investigue, por exemplo, mais e melhor o esquema de descontos das aposentadorias e pensões do INSS. É que é do dinheiro, fruto dos esquemas fraudulentos do Banco Master, que saiu o dinheiro para, por exemplo, financiar as atividades cinematográficas da família Bolsonaro. O que o nosso ministro “terrivelmente evangélico e bolsonarista” quer mesmo é cessar as denúncias, investigadas pela PF de Andrei Rodrigues, que fazem sangrar o capital eleitoral de Flávio, terrivelmente filho de Bolsonaro.

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