Professor do Curso de História da Universidade Estadual da Paraíba. Mestre em Ciência Política (UFPE) e Doutorando em Ciência da Informação (UFPB). Especialista em História do Brasil, com ênfase na Era Vargas e na Ditadura Militar, na democracia e no autoritarismo. Autor dos livros "Heróis de uma revolução anunciada ou aventureiros de um tempo perdido" (2015) e “Do que ainda posso falar e outros ensaios - Ou quanto de verdade ainda se pode aceitar” (2024) lançados pela Editora da UEPB.
terça-feira, 13 de março de 2012
Ensaios sobre Antropologia Política
domingo, 11 de março de 2012
Recuo dos recuos
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Programa Opinião - TV Borborema.
A demanda pelo comentário abalizado, que considera que o analista político faz um acompanhamento sistemático e cotidiano dos acontecimentos político-eleitorais, é crescente entre os meios midiáticos, principalmente em um ano eleitoral.
Fundamentalmente trata-se de analisar numa perspectiva de trazer a tona questões que os fatos e as imagens não conseguem necessariamente traduzir em sua forma aparente, i.e., trata-se do exercício contínuo de buscar a essência das coisas do jogo político-eleitoral. Uma tarefa árdua, diga-se de passagem, posto que tratamos do mundo da política eleitoral, onde o que se vê (a forma) é, em geral, mais valorizado do que o conteúdo propriamente dito.
Aqui, participo, com o jornalista Polion Araújo, do Programa Opinião da TV Borborema, avaliando o início do processo eleitoral
Mais vídeos com entrevistas e análises da conjuntura político-eleitoral no http://www.youtube.com/user/Gilbergues100/feed
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
O jogo começou, façam suas apostas!

Começou, prematuramente, o jogo político eleitoral não só
Para o bem e para o mal nossa cultura política aceita bem essa pressa eleitoral. O fato é que o jogo já está sendo jogado, façam suas apostas.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Ainda bem que eu sou Flamengo

Hoje é um dia importante para os flamenguistas, como eu, e é um dia importante pro futebol brasileiro. No dia 13 de dezembro de 1981, o Flamengo sagrava-se campeão do mundo no Japão. Mas, não fez isso com qualquer time, com um futebolzinho de resultados como aquele da década de 90 que Dunga e et caterva apresentava - o fez com um time que jogava lindamente.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Um papel ainda por definir ou muito bem definido

"O planejamento das invasões de Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu agravou uma situação esdrúxula. E, por consequência, a necessidade de ser enfrentada a falta de uma doutrina sobre a função interna das Forças Armadas no país. A um só tempo, o Exército recusou-se a participar das operações, como força de apoio, e evidenciou o desejo de retirar-se do Complexo do Alemão, onde estava prevista sua colaboração até junho, como garantidor parcial da ocupação.
O argumento de que militares não são preparados para esse gênero de ação tem prevalecido, sendo dada como ato de boa vontade especial -e não de cumprimento de responsabilidades definidas- a relutante presença do Exército na tomada do Complexo do Alemão. Não faltam contra-argumentos.
Se não há um setor do Exército preparado para tal tipo de ação é porque não foi tomada a providência de organizá-lo. Mas já era tempo, muito tempo, de que isso estivesse feito, por ao menos três fortes motivos. Primeiro, o Exército foi a força cujo comando pressionou com energia, em 1988, para constar da Constituição a responsabilidade das Forças Armadas também pela ordem interna. Segundo, o Exército capaz tem preparo para todos os tipos de operações de terra. Terceiro, "ações de polícia" semelhantes às das favelas já foram feitas pelo Exército, sob a atual Constituição, numerosas vezes: contra contingentes de sem-terra, contra grevistas, contra manifestantes, contra posseiros.
A contradição vai mais longe. Se o Exército pode fazer (bem) no Haiti -e se orgulha disso- a mesma atividade requerida pela ocupação de favelas, por que não pela segurança de brasileiros em seu próprio país? Há muitas restrições possíveis à participação das Forças Armadas em quaisquer problemas internos. Sua finalidade é, por definição, a defesa do país contra a violação da soberania física. O que não serve ao Estado de Direito é a atual dubiedade, imposta aos acovardamentos remanescentes nos constituintes e depois utilizada, em uma ou em outra direção, sem critérios nítidos -como deve tê-los o regime democrático.
Inclusive por artigos na Folha, Fernando Henrique Cardoso foi, entre os políticos, o que mais se referiu, no governo Sarney (o primeiro civil), à necessidade de definição do papel das Forças Armadas. Nos seus oito anos de presidente, não tocou no assunto. Nem depois. Mas a necessidade continua, agrava-se em alguns aspectos e dela dependem muitas possíveis ocorrências e decisões futuras. Sem essa definição é difícil, por exemplo, que o Rio consiga manter por longo prazo o efeito pretendido das ocupações de favelas. O mesmo com outras cidades e Estados, na eventualidade de agravamento de suas más condições de segurança pública e sociais, menos ou mais escondidas hoje."
sábado, 10 de setembro de 2011
PROGRAMA "OPINIÃO" - TV BORBOREMA - 07/09/2011.
Esta foi uma situação muito interessante! Mesmo sendo históriador de formação e fazendo parte do Dept. de História da UEPB, é na Ciência Política que venho, a pelo menos 10 anos, desenvolvendo minhas atividades. Como professor venho lecionando sempre as coisas da política e meu foco tem sido a análise das conjunturas políticas, como se sabe.
Mas, a TV Borborema me convidou para participar do Programa "OPINIÃO", com o jornalista Polion Araújo, alusivo ao "Dia da Independência". Foi um momento bastante interessante, pois pude "exercitar" o metiê do historiador, com foco na política, claro. A história foi, é e continuará sendo um referencial importante para minhas atividades.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Sobre assertivas, asneiras e bufões.

Segundo o portal iG Ceará, Cid falava aos professores da rede estadual em greve por melhores salários. Já havia dito que: “Quem quer ganhar melhor, vai para o ensino privado”. E não se diga que ele foi mal interpretado, pois a imprensa cearense pediu um “tira-teima” e Cid disparou: “funcionário público é motivado pelo amor e espírito público”.
Não vejo graça nas asneiras que bufões da política pronunciam. As assertivas têm um quê de ato falho, i.e., o lapso freudiano (parapraxia) pelo qual se expõem uma fixação do inconsciente através de um equívoco da fala. Exemplo? O marido que pronuncia o nome da amante para a própria esposa. O ato falho não se limita ao discurso, pode revelar desejos sexuais reprimidos e afetar à cognição, prejudicada por retenções do inconsciente. Erros triviais ou bizarros na aparência podem ter outro significado quando analisados. Senão vejamos
O deputado federal Jair Bolsonaro afirmou que “está se lixando para o movimento gay”. Pela contumácia com que ele expressa suas opiniões homofóbicas, pode-se imaginar o que está retido em seu inconsciente, pois a fala condena o que o desejo subconsciente aprova. Outro deputado, Júlio Campos, achando-se ponderado, referiu-se ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, como "ilustre ministro moreno escuro". Educado, porém racista.
Famoso é o dito do inefável Paulo Maluf na eleição para prefeito de São Paulo em 1992: “se está com desejo sexual, estupra, mas não mata”. O estupro seria uma forma de realizar desejos sexuais, não um crime. A personalidade difusa de Maluf manifestou uma possível perversão sexual.
Outro que parece ter dúvidas entre heterossexualidade e homossexualidade é Ciro Gomes que, como ministro, disse que quem defende o separatismo no Sul do país deve ter “um desvio homossexual”. O que a defesa de uma idéia política tem haver com condição sexual?
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, é um prodígio no quesito asneiras com um portifólio que inveja os grandes bufões da política. Para provar que o aborto é tratado de forma hipócrita, ele disse: “quem não teve uma namoradinha que abortou”. Simples assim, não faz mal um abortinho, tão normal quanto um namorinho. Para ele, “alternativa a criminalidade é o reforço do aparato repressivo” e os bombeiros são “vândalos” por reivindicarem condições de trabalho. E teve seu momento medieval, quando defendeu “esterilizar pobres para combater a criminalidade”, e o momento piegas quando foi às lágrimas ao defender royalties do pré-sal para o Rio de Janeiro.
Na mesma linha, vem o deputado estadual, Antônio Salim Curiati, que ao ter sua casa invadida por bandidos foi à tribuna da Assembléia Legislativa paulista defender que “esterilizar mulheres pobres combate a criminalidade”. Só faltou defender a castração de homens pobres. O ato falho verbalizou o que é disseminado no inconsciente coletivo de nossa sociedade.
E tem os que deixam o animal político aristotélico de lado, para serem animais irracionais. Amazonino Mendes, prefeito de Manaus, disse para uma moradora de área de risco, que se recusava deixar sua casa: "minha filha, então, morra!". Ele apenas verbalizou o que traz em seu inconsciente. É esta a solução para os que insistem em sobreviver em seus locais de moradia?
O ex-senador do Amazonas, Arthur Virgílio, foi à tribuna do Senado Federal para dizer que daria “uma surra no Lula, pessoalmente”. Achava-se indignado por uma nunca comprovada perseguição. Viveríamos em uma República de bananas se um senador surrasse a instituição Presidência da República, configurada na pessoa do presidente.
O então vereador Agnaldo Timóteo, sobre um projeto do governo para combater o turismo sexual, disse: “as meninas de 16 anos botam silicone, ficam popozudas, põem saia curta e provocam, o cara se encanta, transa e vai preso”. Maluf acha que estupro não é crime e este que não há dolo em prostituir uma jovem de menor. Existe um quê de perversão na fala desses senhores.
O deputado gaúcho Sérgio Moraes, após um colega ter sido absolvido pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, deplorou que “estou me lixando para a opinião pública”. É óbvio que não está, do contrário não diria nada ou fingiria que se preocupa com o que o eleitor pensa.
Vejamos clássicos da estultice nacional. “Relaxa e goza. depois esquece os transtornos”. Como política, Marta Suplicy é trágica sexóloga. Ministra do Turismo, foi assim que quis acalmar os que enfrentavam longas filas devido ao caos aéreo de 2007. “Eu tenho aquilo roxo!”. Como candidato a presidente, foi assim que Collor de Mello intentou intimidar seus adversários. Muitos acreditaram e deu no que deu. “A cachorra é um ser humano, eu não hesitei”. Sem justificativa plausível, Rogério Magri (Ministro do Trabalho de Collor) usou do escárnio para explicar porque mandou sua cadela ao veterinário em um carro oficial.
E para que não se diga que só políticos de pindorama imitam os asnos, cito exemplares em nível internacional. Numa conferência sobre aquecimento global, Evo Morales, presidente da Bolívia, disse que “o frango tem hormônios femininos, os homens que o comem tem desvios no modo como são homens”. Explicado, então, porque existem homens afeminados. Em sua sana belicista, George W. Bush disse que: “Nossos inimigos são inovadores e engenhosos e nós também. Eles nunca param de pensar em novas maneiras de prejudicar nosso país, e nós também não”. Pensava Bush, somos iguais aos nossos inimigos. Numa visita aos EUA, Mahmoud Ahmadinejad disse que: “No Irã, não temos homossexuais como em seu país”. Pudera, os homossexuais iranianos são presos e condenados a morte! Além de negar o holocausto e defender o uso da energia nuclear para fins não pacíficos, ele manifesta aspectos do seu subconsciente via atos falhos.
Sugiro que, antes de rir de uma asneira dita por um político, o caro leitor reflita o que pode estar por trás daquele ato falho e que políticos são fruto de nosso entorno social, são eleitos, e a barbaridade que ele pronuncia pode ser uma opinião compartilhada por muitos.
Setembro/2011.
domingo, 28 de agosto de 2011
COMO É CHATO SER CHATO
Disseram-me que devo relaxar, pois não tem nada demais ver uma atração egressa da Boa Terra – é que queriam me levar a um show de Chiclete com Banana. Mas, o que posso fazer se acho esse negócio de “jogar a mãozinha pro céu” e “tirar o pezinho do chão” uma chateação? Argumentaram que não tem problema ir a um show de uma banda de pornô-forró, pois “é só para se divertir e tudo mundo gosta”. O fato, é que diversão é coisa séria e me apoquenta assistir ao show de horrores que essas bandas promovem. Irrita-me colocarem duas atrações de estilos diferentes num mesmo evento. Tivemos um show de Billy Paul em Campina Grande. Desisti de ir, pois para vê-lo teria que aturar a chateação do “pornô-music-regional”.
No índex aparecem coisas chatas relacionadas aos modismos de nosso tempo. Modismo é o que se faz e se defende sem um mínimo de senso crítico. É o que você tem que gostar sob pena de ser taxado de chato. Assim, surge aquela cantora, com uma “voz linda”, que cantou com Roberto Carlos e que Caetano Veloso disse que é boa. Pronto! Todos têm que gostar, mesmo que cante uma musiquinha chinfrim com sotaque de sertanejo. Nada pode ser mais chato!
Hoje, é moda ir para manifestações. Importa pouco se você vai para a marcha da maconha, das vagabundas, para o protesto contra Ricardo Teixeira ou para a parada gay. Importa ir e depois postar fotos em uma rede social. Não sei o que é mais chato, se o alienado individualista de direita ou o consciente social e politicamente correto de esquerda?
Outra chatice é o jantar inteligente, onde se demonstra o que se pensa saber, se bebe vinhos caros e se aprecia comida politicamente correta, além de se discutir a fome na África. Neles não podem faltar o eno-chato e o ex-guerrilheiro; socialites conscientes de seu papel social e eleitores “críticos” do PT, i.e., um monte de chatos! E tem que ter o que vai levantar a bandeira do “bom combate”: um protesto contra a poluição - todos irão de bicicleta para o trabalho. Uma chatice só!
Chatice incomensurável é ter a política como nefasta. Chatos de todos os matizes discursam enfurecidos, se pondo como apolíticos. São os “puros de alma” que esquecem que a dimensão política existe de fato. No entanto, temos os chatos politizados. Além do ecologista de gabinete e do esquerdista pós-neoliberalismo, existe o moderno reacionário, que quer ser novo conservando velharias. Rafinha Bastos disse que “para a mulher feia o estupro é uma benção”. Já o teólogo Luiz Felipe Pondé disse que “a mulher enruga se não tiver um homem que a trate como objeto”. Qual a diferença deles para Paulo “estupra, mas não mata” Maluf? São todos reacionários, sendo os dois primeiros modernos. E o que dizer da deputada Myriam Rios que fala de sexualidade como se estivesse na alta Idade Média? E o guru do obscurantismo nacional, o inquisidor-mor Jair Bolsonaro, racista e homofóbico a defender os “direitos da família brasileira”? São todos chatérrimos!
Marcelo Semer os definiu, no Terra Magazine, como os “quixotes sem utopias, denunciando quem contesta seu direito líquido a propagar preconceitos”. Sob a fajuta justificativa que é preciso tirar as pessoas da zona de conforto, essa gente desanca quem defende os valores universais da liberdade e da igualdade. Veja-se que nas eleições passadas o Estado laico foi destronado em nome de interesses obscuros, estultos, por modernos reacionários. A caixa de Pandora da intolerância foi aberta. Espero que seja fechada para as próximas eleições.
Sigo, assim, desgostando dessa chatice toda. Já senti culpa, ficando deslocado, por não gostar de algo que todos gostam. Aliás, escrever um artigo falando dessas coisas é uma grande chatice!
Agosto/2011.
sábado, 6 de agosto de 2011
É Chico na veia!

Música, poesia, lirismo, arranjos muito bem cuidados, a voz de Chico está soando macia.
É a velha simplicidade sofisticada de Chico em ebulição!
Tudo muito bem equilibrado.
Tem uma música, chamada “Tipo um baião” (um baião bem light), onde ele homenageia Gonzagão.
Tem outra, “Barafunda”, que ele cita a Penha e a Glória (do Rio de Janeiro), fala de Garrincha, Pelé e Zizinho; fala de Cartola e Mandela, e diz que “... salve este samba antes que o esquecimento baixe seu manto”.
Em “Sem você 2”, Chico confessa (de peito aberto) o que todo homem que gosta de futebol sabe e quase nunca diz: “Pois sem você, o tempo é todo meu, posso até ver o futebol”.
Versos belíssimos, como, por exemplo, em “Querido Diário”:
“Hoje afinal conheci o amor
E era o amor uma obscura trama
Não bato nela nem com uma flor
Mas se ela chora, desejo me inflama”
É Chico em sua plenitude.
É Chico colorido como o encarte do Disco.
É Chico mostrando que “... já valeu a pena”.
É Chico na veia!!!!
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Novas chamadas: Comissão publica convocatórias para bancas de heteroidentificação do SiSU+ 2026 e SiSU 2026 - A Comissão de Heteroidentificação da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), responsável pela realização dos procedimentos de heteroidentificação de candi...
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