terça-feira, 19 de junho de 2012

AFINAL, PORQUE SER OBRIGADO A VOTAR?


Um ouvinte do Jornal Integração mandou uma mensagem dizendo que “o maior crime é ser obrigado a votar”. Certo. Vamos refletir sobre isso. Digamos que houvesse um plebiscito no Brasil para que a população se posicionasse sobre a obrigatoriedade do voto. A pergunta a ser feita seria: “você concorda que o cidadão seja obrigado a votar em todas as eleições, sejam elas nacionais, regionais ou locais?” “sim ou não?”



Considerando a opinião de nosso ouvinte, pelo que escuto em locais públicos, pelo que meus alunos dizem e pelo que vejo acompanhando o noticiário político, provavelmente a maioria da população diria não, o cidadão não deve ser obrigado a votar. Mas, vejamos como funciona o sistema nos EUA e em países da Europa.



Lá o cidadão tem que se alistar no sistema eleitoral, mas não é obrigado a votar em todas as eleições. A cada nova eleição ele pode escolher se vai ou não votar. Um exemplo: o cidadão que foi às urnas votar em Barack Obama, na eleição passada, não é obrigado a votar nesta eleição e vice-versa. Também não precisa fazer nada caso não vá votar nem sofre qualquer tipo de punição. Os países com democracias sólidas consideram que o cidadão deve ser livre politicamente. Aceitam que numa democracia deve-se ser livre para decidir o que fazer. Claro, consideram que se o cidadão decide não participar esta abrindo mão do direito de decidir e, portanto, relegando este direito para outros.



No Brasil o eleitor que não justificar porque deixou de votar ou que não tiver comprovantes de votação das três últimas eleições pode sofrer punições. Pode ser proibido de se inscrever em concursos ou tomar posse em cargos públicos. Pode ser proibido de entrar em licitações e de obter documentos.


Tramita no Congresso Nacional um projeto que acaba com as punições para os que não votarem e não justificarem à falta às urnas. Apenas se quer manter a multa para quem não tiver título de eleitor. O senador Antônio Carlos Jr. (DEM), que é relator do projeto, afirma que as punições são inconstitucionais, pois violam princípios da cidadania.



Quando eu disse que a população votaria não no hipotético plebiscito estava especulando. Eu não tenho dados que atestem a opinião do brasileiro sobre a questão. Mas posso oferecer algo para a polêmica. Somos apaixonados por eleição. Muitos a veêm como um jogo de futebol. Aqui em Campina Grande nos envolvemos até a alma com o processo eleitoral, mesmo que não queiramos dar a devida atenção à atuação daqueles que escolhemos para nos representar. Será que deixaríamos de participar de algo que é tão empolgante? Será que não iríamos às urnas caso não fôssemos obrigados?



Darei uma opinião baseada na experiência de analista político. A população iria em peso às urnas mesmo que não fosse obrigada, pois já tornou habitual o ato de votar mesmo que continue votando mal. A questão não é ser obrigado ou não a votar e sim a qualidade da participação. Mais importante do que votar de todo jeito, é votar de uma forma séria. Desconfio se teríamos um sistema político melhor, mais sério e menos corrupto se fosse facultada ao cidadão a ida às urnas.



O fato de um cidadão abrir mão da participação, não obriga outros a fazê-lo também. E esse é o problema. Ao se excluir do processo de escolha dos representantes o cidadão está dizendo que não se importa com o resultado seja ele qual for.

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).