quinta-feira, 5 de julho de 2012

MUDAR SEMPRE AS REGRAS, EIS A REGRA.


Certa vez eu participava do Encontro Nacional da Associação Brasileira de Ciência Política em Belo Horizonte e fui assistir a uma palestra do ex-ministro Bresser-Pereira. Para ele “o desenvolvimento político-econômico do Brasil teria tornado inviável uma volta à ditadura e seria exatamente esse desenvolvimento que tornaria forte nossa democracia”.


Serenamente eu discordei do eminente cientista político. Pois via, ainda vejo, nossa democracia bastante imatura, que aceita mudanças ao bel prazer dos atores políticos. Agora mesmo, acompanhando de muito perto a política eleitoral, vejo como os atores políticos interferem nas regras do jogo eleitoral. E o fazem quando o jogo já está sendo jogado.



Criam certezas e/ou incertezas antes mesmo do fim da contenda eleitoral, o que só fragiliza o sistema democrático brasileiro. Existe uma tremenda insegurança na sociedade. Nunca sabemos se o resultado das urnas terá ou não que passar pelo crivo das altas cortes do país.


Na palestra, Bresser chamou os cientistas políticos de cínicos por “suporem que os políticos agem em interesse próprio”. Tive mesmo que discordar do ex-ministro, pois muitos políticos não têm espírito republicano, do contrário não se empenhariam em criar instrumentos legais, ou não, para maximizarem seus interesses.


Se Bresser estivesse certo, a “lei da ficha limpa” seria, hoje, uma instituição acima de todo e qualquer interesse. E nós não estaríamos assistindo a guerra das liminares entre os partidos e coligações aqui mesmo na Paraíba. Bresser disse que aqueles que não acreditam que a reforma política ainda será feita o fazem por avaliarem negativamente a democracia brasileira.


Na época do encontro se discutia se Lula teria um 3º mandato. Bresser disse que o Congresso Nacional não violentaria a Constituição Brasileira. A plateia não se conteve. Muitos perguntaram se ele tinha esquecido o estupro que a Constituição sofreu quando da aprovação da reeleição de FHC em 1997, onde parte dos deputados ganhou vultosas somas para aprovar o projeto.


Eu torci para que Bresser estivesse certo e eu errado. Pois, não é fácil lidar com esse estado de coisas. Torci, não torço mais, pois a realidade desmentiu Bresser-Pereira. Infelizmente, diga-se de passagem. Os atores políticos querem se perpetuar no poder e se igualam na capacidade de sobrevivência ante as adversidades e em agir maximizando lucros e minimizando perdas. O que vimos nos últimos dias, nas convenções partidárias, só demonstra essa situação.


Bresser chama isso de cinismo, mas eu lido com a realidade político-institucional e considero que nossa regra foi sempre mudar as regras. Seguimos recusando a fazer a tal reforma política, preferimos os arremedos institucionais. Relegamos tudo ao judiciário. Enquanto as altas cortes não decidem ficamos a deriva no mar da judicialização da política.


Temos um sistema presidencialista forte, onde o executivo dispõe do instrumento da medida provisória que fragiliza o legislativo dilacerado pelo corporativismo e fisiologismo. O judiciário é instado a tomar decisões que não lhes cabe, pois a separação dos poderes é deficitária. Temos governantes fortes, com partidos fracos, e candidatos pouco palatáveis aos olhos do cidadão-eleitor.


Enfim, temos um sistema que se utiliza de procedimentos democráticos, mas ainda não conseguimos fortalecer nossas instituições ao ponto delas não se tornarem pressa fácil de interesses intra ou suprapartidários.

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).