segunda-feira, 30 de julho de 2012

UM PREFEITO ESCOLHIDO NOS TRIBUNAIS.


O brasileiro é um noveleiro por definição e gosta de acompanhar as novelas nos seus mínimos detalhes. Talvez seja por isso que acompanhe eleições de forma tão apaixonada. Como não temos mais uma novela como Roque Santeiro, eu acompanho os lances melodramáticos da novela cujo PT é o personagem principal.

Ao que parece o PT prefere fazer campanha nos tribunais. Quase não ouvimos petistas falando em projetos e propostas políticas. É como se eles achassem que podem vencer uma eleição sem ir às urnas. Na semana passada, o Juiz da 5ª Vara Cível de João Pessoa suspendeu as decisões das direções nacional e estadual do PT que destituíam Alexandre Almeida da presidência do PT local, além de impedi-lo de ser candidato. Ato contínuo, o Juiz Giovanni Magalhães Porto indeferiu a aliança PP/PT e deferiu a postulação de Alexandre Almeida, inclusive tornando nulo seu afastamento do PT.

Ou seja, Perón Japiassú não poderia ser o vice de Daniella Ribeiro e Alexandre teria sua candidatura registrada no TRE. Para completar o cenário novelístico a chapa encabeçada por Daniella Ribeiro foi indeferida. Para cada uma das decisões cabe recurso. E os partidos e atores políticos se movimentam para recorrer das decisões na seara jurídica.

Mas, eles se movimentam também na seara política. Daniella Ribeiro foi a São Paulo, no final da semana passada, para um encontro com o ex-presidente Lula, que havia dito que o Ministro Agnaldo Ribeiro, irmão de Daniella, teve importante papel no ajuntamento do PP de Maluf com o PT para a eleição na capital paulista. Foi a hora de cobrar a fatura. Os jornais estamparam fotos de uma sorridente Daniella Ribeiro ladeada por Lula e por seu irmão. O detalhe é que, por trás deles, vê-se a imagem da presidente da República Dilma Rousseff.

O recado é claro. Não recorra à justiça! Pois a composição PP/PT para disputar a prefeitura de Campina Grande é abençoada por Lula e Dilma Rousseff. Inclusive, Alexandre Almeida disse que espera o apoio de Lula e Dilma. Mas, se Lula coloca-se acima das decisões da Suprema Corte, imagine o que não fará em relação às vontades do presidente de um diretório municipal do PT.

Na verdade, essa dramática novela acontece em dois cenários. Um é o cenário petista que tem um enredo mais conhecido do que o da paixão de cristo. É a história de grupos encastelados num partido lutando pelo poder. Se brigam para terem candidatura própria ou para comporem com outros partidos é o que menos importa. O que interessa é a luta pela hegemonia partidária e pelos frutos que isso pode vir a trazer.

O outro cenário é externo ao próprio PT. De um lado o Ministro Aguinaldo Ribeiro quer o PT “lulo-dilmista” para reforçar a postulação de Daniella e, quem sabe, a sua própria candidatura a governador da Paraíba em 2014. Do outro lado, o senador e presidente da CPMI do Cachoeiro, Vital Fº, esforça-se para demonstrar prestígio e poder. Ele precisa que o PT não atrapalhe seus planos, mais do que já fez quando deixou o governo de seu irmão Veneziano.

Ao maximizar seus próprios interesses o PT local se viu no meio de uma briga de caninos colossais. Virou joguete numa luta onde se tenta provar quem é mais íntimo do rei Lula e da rainha Dilma. O PT campinense queria o céu e a terra, agora corre o risco de ficar apenas com um pequeno pedaço da terra, quem nem o melhor é, diga-se de passagem.

O fato é que a eleição de Campina Grande, que já ganhou as ruas, não consegue sair dos tribunais. Hoje, não se tem certeza sobre quase nada. Daniella Ribeiro está olho do furacão. Existe um processo de impugnação da candidatura de Tatiana Medeiros, no Ministério Público Eleitoral, aguardando que um parecer seja oferecido.

Sizenando Leal teve sua candidatura indeferida porque seu vice cometeu o erro primário de não prestar contas na eleição passada. Alexandre Almeida e sua vice possuem pendências jurídicas junto a justiça eleitoral, sem contar que se Daniella reverter a impugnação que lhe pesa e conseguir manter seu vice petista, é Alexandre que sai do jogo.

Romero Rodrigues, Guilherme Almeida e Arthur Almeida tiveram seus registros deferidos. Em que pese a batalha judicial que Arthur enfrentou recentemente. Se o caro ouvinte me perguntar qual a primeira providencia que deve tomar para se candidatar a algum cargo, prontamente eu direi que é a de contratar um bom advogado.

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).