quarta-feira, 4 de julho de 2012

O QUE É E PARA QUE SERVE O VOTO NULO


Dias atrás o ouvinte Fernando Almeida, do bairro do Catolé, enviou-me e-mail solicitando que eu fizesse uma coluna para esclarecer questões sobre o voto nulo.


Ele enumerou três dúvidas que são, na verdade, o ponto crucial da questão.
(1) Se é verdade que se 50% ou mais dos eleitores anularem o voto numa eleição causa a nulidade dela e impõem a convocação de outra.
(2) Se é verdade que os candidatos da eleição anulada não poderão concorrer em uma nova eleição.
(3) Qual a diferença entre o voto em branco e o voto nulo.
Comecemos pelo mais simples.



A diferença básica entre o voto em branco e o voto nulo é que se o em branco significa que qualquer candidato serve, o nulo expressa que nenhum candidato serve.  O voto em branco não vai para nenhum candidato, mesmo que seja válido e sirva para compor o coeficiente eleitoral. O voto nulo expressa o desejo do eleitor de que ninguém seja eleito.



Nosso ouvinte foi inteligente e não embarcou nas lendas que povoam as redes sociais da internet. Não é de hoje que campanhas, pretensamente conscientizadoras as, giram pela rede mundial de computadores. Eu recebi um banner, em cores amarelo e preto, com os seguintes dizeres: “Aprenda a votar nulo. Assim, com 51% de votos nulos outra eleição é convocada, com outros candidatos, e os antigos candidatos são proibidos de entrar no novo pleito”. O tal banner até ensina o que o eleitor deve fazer para anular o voto quando estiver de frente para a urna eletrônica.



Usando a linguagem das redes sociais, isso é tudo fake, ou seja, é falso. Parece-me que quem produziu este banner priorizou o que gostaria que viesse a acontecer, não o que está em nosso ordenamento jurídico. É até compreensível que se ache que se mais de 50% dos eleitores anularem o voto se obriga a anulação da eleição e a convocação de um novo pleito. Isso acontece por uma interpretação errônea da legislação.



No artigo 224 do código eleitoral, se diz que “se a nulidade atingir mais da metade dos votos do país nas eleições, o tribunal marcará dia para nova eleição". Uma recente interpretação do TSE pontuou a questão. Ficou claro que uma eleição só pode ser invalidada quando os votos forem anulados por meio fraudulento. Se 30, 50 ou até 70 por cento dos eleitores anularem seus votos não acontece nada. Apenas o que vai prevalecer é a escolha dos que votaram em candidatos.



O fato é que anular quer dizer cancelar, eliminar, invalidar, revogar. Quando o eleitor anula seu voto ele diz que está retirando sua opinião da eleição. Ao anular o voto, o eleitor está dando espaço para que qualquer tipo de candidato vença a eleição. Eu explico. Quanto mais votos nulos uma eleição tiver, menos votos válidos serão necessários para que um candidato atinja o coeficiente eleitoral e possa ser eleito.



Então, é melhor votar em um candidato ou legenda minimamente confiáveis para não facilitar a vida de políticos com perfis questionáveis. Mas, e com tudo isso, o voto nulo pode ser uma postura ideológica e um meio de se protestar. Os anarquistas votam nulo por não reconhecerem a autoridade. Votam nulo para repudiar o Estado, às leis e os governantes, por acharem que eles nada tem a oferecer. Certa ou errada, essa atitude revela outro lado da democracia que é a não escolha e atesta o fato de que anular o voto é sim um direito que o eleitor têm, goste-se ou não disso.



Se 50% dos eleitores anulam seu voto não acontece nada. Mas, imagine se em uma cidade como Campina Grande metade dos eleitores anulassem seu voto. Seriam 138.000 eleitores dizendo não ao sistema eleitoral. Com certeza alguma coisa não estaria funcionando bem.

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).