segunda-feira, 16 de julho de 2012

TORTURANDO OS DADOS, ATÉ QUE ELES FALEM – PARTE I.


O primeiro objetivo da pesquisa é identificar o nível de reconhecimento dos candidatos, pois sem um mínimo de reconhecimento é impossível ter um mínimo de votos. Depois vem o que a maioria das pessoas quer mesmo saber. É a intensão de votos. É quem está na frente e quem está atrás na pesquisa. O terceiro objetivo é a questão da rejeição dos candidatos. Este é o aspecto mais valioso, pois quando o eleitor rejeita um candidato dificilmente reconsidera sua opinião.

O último objetivo é avaliar os três níveis administrativos (federal, estadual e municipal) para que se possa verificar o poder de transferência de votos. A ideia é ver como o governador Ricardo Coutinho e o prefeito Veneziano Vital influem na eleição de Campina Grande respectivamente. É que eles têm seus futuros políticos condicionados ao sucesso de seus candidatos nas urnas. Também importa vermos como eles se comportam na hora de transferir votos para seus pupilos.

O público alvo da pesquisa é a população campinense, onde cada entrevistado é uma amostra representativa do local onde vive, da classe social a que pertence, do nível educacional que possui e, claro da idade e do sexo. Analisamos a opinião dos entrevistados considerando quem são, o que são, o que fazem, onde moram e quanto ganham. Mas, vejamos agora alguns dados.

Na intensão de votos temos ligeira mudança em relação às outras pesquisas. Romero Rodrigues assumiu a dianteira e aparece com 23,9% das intenções de voto. Já Daniella Ribeiro caiu para segundo e tem 22,3%. No entanto, a diferença é de apenas 1.6% e esta absolutamente dentro da margem de erro que é de 2,9% para cima ou para baixo.

A definição das chapas, com Ronaldo Fº como vice de Romero, e o falecimento de Ronaldo Cunha Lima devem ter pesado nesta alteração. Influiu, ainda, que agora não se tem mais dúvidas sobre a participação do senador Cássio Cunha Lima na campanha de Romero Rodrigues.

Daniella Ribeiro tem algum motivo para se preocupar? Não, se considerarmos que ela segue sendo bem avaliada e que, a preço de hoje, vai carimbando seu passaporte para o 2º turno. Tatiana Medeiros aparece em terceiro lugar, com 14,8%, e Guilherme Almeida vem em quarto com 5,9%. A campanha está só começando, por isso mesmo é cedo para os dois demonstrarem estagnação. Romero e Daniella se movimentam. Tatiana e Guilherme permanecem nos mesmo lugares. Esse é o pior dos mundos para uma candidatura.

Mas, falemos da rejeição. A pesquisa CAMPINA FM–6SIGMA inovou. É que dessa vez não se questionou apenas sobre qual candidato o entrevistado não votaria em hipótese nenhuma. Solicitou-se aos entrevistados que apontassem qual dos candidatos conheciam. É o chamado índice de reconhecimento. A significância desse dado é que ele desmonta a justificativa da rejeição causada pela falta de conhecimento. Se um candidato tem um bom ou ótimo índice de reconhecimento e ao mesmo tempo tem alto índice de rejeição, jamais poderá dizer que é rejeitado porque ainda não se fez conhecer pelo grosso do eleitorado.

Assim, Romero é reconhecido por 89,9% e rejeitado por 9,4% dos entrevistados. Daniella é reconhecida por 91,9% e rejeitada por 5,1%. Tatiana foi reconhecida por 86,1% e rejeitada por 18,5% e Guilherme foi reconhecido por 74,4 e rejeitado por 4,5. Os quatro são bem reconhecidos, sendo que Daniella é a mais reconhecida de todos. E três deles (Romero, Daniella e Guilherme) apresentam uma rejeição aceitável casa de um dígito cada um. Apenas Tatiana vê sua rejeição aumentar em relação às outras pesquisas. Se a exposição dos candidatos aumentou com o início da campanha e a rejeição de Tatiana também aumentou, me parece que uma luz avermelhada deve ter acendido no comitê de campanha da candidata Tatiana Medeiros.

Os campinenses até avaliam bem a presidente Dilma, em que pese parecerem querer mais dela de acordo com os percentuais que vimos. A questão é se Dilma vai emprestar sua aprovação a algum candidato local e qual será ele.

Ricardo Coutinho obteve 19,6% de aprovação quando somados os que consideram seu governo ótimo e bom. Se somarmos os 31,7% dos que o avaliam como regular aos ótimo e bom temos 51,3%. Mas, se somarmos aos ruim e péssimo temos 80,5%. Sendo condescendente para com o governador e só considerando dois percentuais. O somatório dos ótimo, bom e regular (que dá 51,2%) e o somatório dos ruim e péssimo (que dá 48,8%) vê-se uma clara divisão. Metade aceita o governo e a outra metade rejeita. Isso não é suficiente para que Ricardo influa nos rumos da eleição de Campina Grande, pois ninguém transfere 100% de seu capital eleitoral.

A administração do prefeito Veneziano Vital foi bem avaliada. Somando os que consideram seu governo ótimo e bom chegamos a 45,2%; contra 19,0% dos que avaliam como ruim e péssimo. Se somarmos os 35,8% dos que avaliam como regular aos ótimo e bom temos 81,0%. Mas, se somarmos aos ruim e péssimo temos 54,8%. A questão é quanto será que veneziano vai poder transferir para Tatiana Medeiros. Considerando seu incômodo terceiro lugar, Veneziano precisará de uma muito boa taxa de transferência, do contrário, Tatiana terá que ir às urnas pelas próprias pernas.

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).