sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Você tem certeza que quer ser mesmo prefeito?






No espectro político brasileiro existem alguns cargos que são verdadeiros fardos. Os cargos de vereador e de prefeito são os mais difíceis que se pode ter. Primeiro porque o prefeito e o vereador são os dois políticos mais próximos do eleitor.




Eles moram na mesma cidade, no mesmo bairro e na mesma rua do eleitor. Literalmente, o prefeito e o vereador não têm como se esconder do eleitor já que podem se encontrar com ele em todos os lugares. Quando o eleitor tem um problema, ou quer demandar alguma coisa ao poder público, não procura o presidente da república ou o governador do estado. Raramente busca um senador ou os deputados federais e estaduais para o que quer que seja.




Os políticos que estam ao alcance da mão são o vereador e o prefeito. Imagine se dá para resistir à tentação de falar daquele buraco, que abriu na rua, para aquele vereador que o eleitor encontrou na fila do self servisse do shopping? Se o eleitor mora na mesma rua ou no mesmo prédio do prefeito porque ele vai fingir que aquele com quem cruza todos os dias é um morador como outro qualquer? Não, não vai. Cada vez que ele encontrar o prefeito vai querer demandar alguma coisa.



O executivo municipal surgiu para suprir as necessidades localizadas que o governo geral não tinha como atender. Na época do Brasil Império não existiam, nas cidades, dois poderes (o executivo e o legislativo). Havia, apenas, a Câmara Municipal. Foi com a Constituição de 1934 que o cargo de Prefeito ganhou o formato que possui até hoje. Foi a partir daí que o prefeito passou a chefiar o poder executivo, exercendo um mandato eletivo para administrar a gestão pública municipal.






Ao prefeito cabe elaborar políticas públicas para saúde, educação, habitação, transporte público, mobilidade urbana, etc. Enfim, ao prefeito cabe cuidar de tudo que é pertinente ao bem-estar e qualidade de vida dos moradores de seu munícipio. Ao prefeito cabe empreender a gestão da coisa pública, o controle das finanças públicas, o planejamento e concretização de obras. Sem contar que ele tem que sancionar as leis aprovadas em votação pela Câmara Municipal.



O prefeito pode, ainda, vetar leis aprovadas pela Câmara Municipal, além de elaborar projetos de leis. E não há limites para isso. Ele pode elaborar tantos projetos quanto achar necessário. Como podemos ver o prefeito tem muito, mas muito mesmo, poder em suas mãos. Da forma como está disposto na Constituição o prefeito seria uma espécie de presidente da República em miniatura.





Agora, imagine que o prefeito que foi eleito não reúna as condições necessárias para lidar com tamanho poder e responsabilidade. Imagine que o prefeito eleito não tenha experiência, capacidade intelectual e uma personalidade apta a lidar com tanto poder. Além do mais, ser prefeito em uma cidade como Campina Grande não é nada fácil. Primeiro vamos considerar que os recursos disponíveis são sempre em menor quantidade do que as demandas existentes.



Segundo, os problemas socioeconômicos são cada vez maiores. Com a crise econômica se alastrando pelo mundo afora não vai demorar muito para sentirmos seus efeitos. Se é que já não sentimos, pois começamos a perceber efeitos inflacionários em nosso bolso. Os problemas ambientais se avolumam. Cada vez mais conseguimos oferecer menos soluções para questões como a poluição ambiental. Vejam toda a polêmica gerada porque ainda não sabemos bem o que fazer com o lixo que produzimos.



Campina Grande é uma cidade condenada aos caos em termos de transportes. Cada vez mais temos mais carros e motos pelas ruas. A sensação que temos é que as ruas estam encolhendo. O transporte público é uma punição para quem dele se utiliza. Calcula-se que daqui a 15 anos o número de carros vai ser igual ao de habitantes. Calcula-se, também, que cada vez mais o clima vai ficar mais quente. Daqui a uns 20 anos continuaremos a nos orgulhar de nosso clima serrano?




Eu não quero ser o profeta do caos. Mas, também, não quero ser um tolo otimista fingindo que não temos problemas. Nós temos muitos problemas e eles tendem a aumentar. Essa pessoa que elegeremos domingo vai ter a função de pensar esses problemas todos que temos. O prefeito existe para tratar dos problemas, das dificuldades e para administrar uma cidade complexa.




Se eu pudesse dizer, ainda, algo a Romero Rodrigues e Tatiana Medeiros, diria: “você realmente tem certeza que quer ser prefeito, ou prefeita, de Campina Grande? Pense bem, pois ainda tem tempo para desistir”.





Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).