segunda-feira, 29 de outubro de 2012

HABEMUS PREFEITUM




Habemus papam, é expressão em latim que significa, temos papa. Ela é dita por um cardeal para anunciar ao povo que um novo pontífice foi eleito e que o escolhido aceitou a eleição. Fazendo uma analogia grosseira, podemos dizer que habemus prefeitum 
Terminada o processo eleitoral de 2012, temos um prefeito eleito de maneira inconteste após uma longa, complexa e muito cansativa eleição. Um prefeito que foi eleito para gerir uma cidade com quase 400 mil habitantes e quase a mesma quantidade de problemas.




Romero Rodrigues foi eleito com 130.106 votos o que equivale a 59.14% dos votos válidos Tatiana Medeiros ficou em segundo lugar com 89.887 votos ou o equivalente a 40.86% dos votos válidos. A diferença foi de exatos 40.219 – o que para os padrões de competitividade eleitoral em Campina Grande é algo a se considerar.




A primeira coisa a dizer é que o motivo principal que levou Romero a vitória foi o fato de ele ter sido capaz de decifrar o verdadeiro dilema dessa eleição. Romero conseguiu entender o que o eleitorado de Campina Grande queria de verdade.




O fato é que o grosso do eleitorado campinense não queria candidaturas totalmente independentes, completamente descoladas do raio de poder dos dois grupos políticos hegemônicos na cidade. E foi por isso mesmo que Daniella Ribeiro, Arthur Bolinha e Guilherme Almeida tiveram seus projetos políticos barrados ainda no primeiro turno, em que pese sabermos que a independência deles tem lá suas limitações.




Mas, o eleitorado também não queria candidaturas incapazes de andar pelas próprias pernas. Ou seja, o tipo de projeto político que não pudesse bancar-se a si próprio. Foi por isso mesmo que Tatiana Medeiros não logrou êxito.




O eleitor campinense queria (ainda quer) uma candidatura saída de um tradicional grupo político, mas que pudesse ter alguma vontade própria. Romero demonstrou isso ao, por exemplo, tomar as rédeas do processo que construiu sua chapa e sua coligação.







Vejam que o líder maior do grupo de Romero, o senador Cássio Cunha Lima demorou a entrar na campanha. Quando ele finalmente se incorporou ao processo, Romero já trabalhava há muito tempo e já tinha uma boa estrutura de campanha.




É preciso não esquecer que Romero, ao contrário de Tatiana, tem capital eleitoral próprio que trouxe de sua carreira política. Assim ele teria de onde partir, na possibilidade do senador Cássio não entrar na campanha. Inclusive, isso faz com que Tatiana não seja uma derrotada. Pelo contrário, ela sai dessa eleição bem maior do que entrou. Para quem não tinha nada, ter chegado aonde chegou é sim algo que se deve considerar.




Tatiana foi crescendo na eleição, e chegou ao segundo turno, graças aos esforços do prefeito Veneziano. Agora Tatiana tem algo concreto de onde partir em futuros embates eleitorais, desde que consiga tornar-se proprietária de pelo menos a metade desse capital amealhado nas urnas no dia de ontem.




Se esta eleição tem um derrotado, esse alguém é o prefeito Veneziano que colocou a prova seu prestígio de liderança, sua gestão e seu futuro político. O fato é que 130 mil eleitores disseram não a Veneziano e ao seu projeto de poder.




Veneziano vai ter que remar quase tudo de novo para chegar em 2014 em condição de pleitear o governo do Estado, uma cadeira no Senado ou outro cargo que seja. Já o senador Vital Fº não perde tanto, até porque não parece ter se envolvido na campanha. Vejam que Vital Fº não aparecia no guia eleitoral de Tatiana.




Romero surpreendeu a muitos pela capacidade de articulação e pela força que teve para driblar as adversidades, domar as radicalidades a sua volta e, principalmente, conseguir impor-se as desconfianças que vinha de alguns de seus próprios aliados.




Determinante para a vitória foi que Romero atraiu mais apoios do que Tatiana após o 1º turno. Ele chegou ao 2º turno mais inteiro do que Tatiana, que perdeu importantes aliados por causa de divergências dentro de seu próprio partido e em sua coligação.




Tatiana foi vitima de suas próprias contradições. Ela tinha como carro chefe de sua campanha a questão da saúde, mas é na saúde onde a população campinense enxerga a maior quantidade de problemas. Tatiana não soube tirar proveito do fato de ter sido gestora da saúde, pois o discurso para ela elaborado chocou-se em vários momentos com uma realidade que o povo mais carente sabe bem como é que, de fato, existe.




Romero teve outra vantagem que foi ter conseguido resignificar o discurso em favor da paz. Ao dizer que não era brigado com ninguém, Romero respondia bem o fato de alguma forma estar no arco de apoio do governador Ricardo Coutinho.




Amanhã eu continuarei analisando o resultado e ainda vou tratar da questão da transição de governo. Por enquanto, parabenizo o prefeito eleito, desejo-lhe sorte e muita, mas muita mesmo, capacidade para gerir nossa cidade.







Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).