segunda-feira, 13 de agosto de 2012

DO QUE EU NÃO ME UFANO?





As Olímpiadas de Londres acabaram e mais uma vez o Brasil ficou na incômoda posição de mesmo tendo ganhado algumas medalhas, continuar fora do seleto grupo das potências olímpicas.


Foram três míseras medalhas de ouro, cinco de prata e nove de bronze. Com 17 medalhas, o Brasil ficou em 22º lugar. Cazaquistão, Cuba, Irã, Jamaica, Coréia do Norte, ganharam mais medalhas do que o Brasil.


Eu não teria nenhum problema com isso, se esses países não estivessem enfrentando crises econômicas ou políticas. Não vejo problema algum em ver a Jamaica, ou qualquer outro país, com mais medalhas do que o Brasil. Apesar de que não deveria, pois o Brasil não esta em franco desenvolvimento? Não somos a 5ª maior economia do mundo? Não é o Ministro Guido Mantega que diz que as crises não nos atingem?


O fato é que não adianta sermos ricos, se não mudamos nossa mentalidade de povo colonizado que fomos. Não adianta sermos imunes às crises e não investirmos em coisas, básicas, elementares, como educação.


Eu fui ver o quadro de medalhas das cinco últimas Olimpíadas e vejam o que descobri. Em Atlanta/1996, os EUA ficaram em 1º lugar com 44 medalhas de ouro, a Rússia com 26, a Alemanha com 20 e a China com 16. O Brasil ficou em 25º lugar com 03 medalhas, não por acaso a mesma quantidade obtida agora em Londres.


Nas Olimpíadas de Sidney/2000, Atenas/2004, Pequim/2008 e Londres/2012 os EUA, a China e a Rússia ocuparam sempre os três primeiros lugares no quadro de medalhas. O Brasil ficou em 52º lugar em Sidney, em 16º em Atenas e em 23º lugar em Pequim. Ou seja, ao contrário de outros países, não temos regularidade alguma.


Os países desenvolvem políticas públicas voltadas para a educação, e o esporte, claro. A China começou a investir em seu projeto olímpico há 60 anos. Nas últimas três Olimpíadas ela vem colhendo frutos. Semeou educação e planejamento, agora colhe medalhas. Simples assim.


Os países investem na formação das crianças, planejam e definem com antecedência de décadas quanto vão investir na educação. Eles encaram o esporte como, dentre outras coisas, uma forma de educar seu povo.


E nós brasileiros, o que fazemos? Esperamos um atleta se destacar por conta própria. Quando ele ganha, dizemos “mais uma medalha para o Brasil”. Para o Brasil? Não, para quem a ganhou pelos seus méritos e sem ajuda alguma em seu próprio país.


Arthur Zanetti, medalha de ouro em Londres, não deve nada ao Brasil. Ele tem que agradecer a seu pai que construía os aparelhos que ele precisava para treinar, pois não tinha como matriculá-lo em uma academia. Muito menos dispunha de patrocinadores.








Eu não me orgulho por que o Rio de Janeiro vai sediar as Olimpíadas. Eu não sinto meu coração bater mais forte porque vamos sediar a Copa do Mundo. Afinal, para que e a quem servem esses eventos? Os governantes e as empreiteiras estam felizes com esses eventos esportivos. Pudera, uns vitaminam seus projetos eleitorais e outros suas contas bancárias.


Eu não me ufano com as promessas de que, jogando em casa, teremos medalhas em profusão. O tal legado social do PAN não existiu. O que ficou foi déficit operacional, dívidas gigantescas e denúncias de malversação do dinheiro público. Tendo desperdiçado as oportunidades trazida pelo PAN, saberemos aproveitar as que a Copa do Mundo e as Olímpiadas trarão? Eu temo que não, pois não temos instituições republicanas. A Copa do Mundo é um negócio privado que se vale do Estado para se promover.


Estima-se que a Copa do Mundo custará ao país 64 bilhões de reais e que as Olimpíadas mais 28 bilhões. As transferências de recursos públicos para a iniciativa privada, para que se construam instalações esportivas, são confiáveis? Eu temo que não!


Vejam que a quantia paga para que se colocassem tapumes em volta de um estádio de futebol, no Mato Grosso, para sua reforma, foi super-faturada. O governo federal não quer que se auditem as contas da Copa do Mundo. O Ministro dos Esportes disse que “assim a Copa não sai”.


Eu seria mais ufanista que Galvão Bueno se tivesse certeza que os eventos contribuiriam para que problemas crônicos (segurança, transporte, moradia, saneamento e poluição) das nossas cidades seriam sanados. Eu vestiria uma camisa verde-amarela se visse políticas públicas sérias e de longo prazo que pudessem formar gerações de medalhistas olímpicos. Eu colocaria uma bandeira do Brasil em minha varanda se confiasse que esses eventos trariam um consistente legado para nossa qualidade de vida.


Assusta saber que centenas de atletas continuarão a míngua até 2016 e que dois ou três, ao ganharem uma mísera medalha, não a terão para si mesmo, fruto do seu próprio mérito, mas para o “Brasil-sil-sil!!!!”





Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).