terça-feira, 14 de agosto de 2012

NO AR, A GALERA MEDONHA.






Daqui a uma semana vai entrar no ar um dos maiores campeões de audiência da televisão e do rádio brasileiro. Eu falo do Guia Eleitoral. Não, eu não estou brincando. A propaganda eleitoral tem sim boa audiência. Para o bem e para o mal, por mera curiosidade ou para conhecer os candidatos e suas propostas, o fato é que nós acompanhamos o guia eleitoral, nem que seja para falar mal ou dar algumas boas gargalhadas.



Algumas pessoas acompanham o guia como se assistissem uma corrida de Fórmula 1. Ficam na frente da TV esperando que um piloto sobre na curva e role para fora da pista e até torcem para ver acidentes mais sérios. Já ouvi pessoas dizerem que assistem o guia eleitoral esperando a baixaria. Elas torcem para ver o pior dos candidatos, os erros cometidos e as acusações. Já me foi dito que o guia só tem graça se tiver baixaria.



O IBOPE divulgou uma pesquisa, feita na metade do mês de julho na cidade de Ribeirão Preto (SP), que se lida corretamente pode nos oferecer uma luz sobre nossa relação passional com o guia eleitoral.


Foi perguntado aos entrevistados qual a influência dos programas eleitorais na decisão de em quem votar. 12% deles afirmaram que tem muita influência, 23% disseram pouca influência e 64% nenhuma influência. Mas não se perguntou se elas assistem ao guia. A questão era saber se a propaganda influencia na decisão do eleitor. Eu vou considerar que os entrevistados assistem ao guia, se não como responderiam a pergunta?



Existe boa possibilidade desses 12% que aceitam a influência do guia terem capacidade de contaminar os que estam em sua volta. Assim a propaganda eleitoral teria uma capacidade multiplicadora. Já os 64% que disseram que o guia não os influencia, podem ser aquelas pessoas que simplesmente desligam a TV todas as vezes que a “galera medonha”, como diz o Macaco Simão da Folha UOL, entra no ar.



Se o guia eleitoral não tem audiência ou mesmo influência, porque os partidos e atores políticos se batem em buscas daqueles preciosos minutos? Se o guia fosse inútil, os políticos já tinham acabado com ele.



Vejamos que o PT foi (e é) alvo de disputa em Campina Grande principalmente pelos minutos que traz para o guia eleitoral daquela coligação que estiver compondo. Para quem não sabe o tempo de cada partido no guia eleitoral é determinado por um cálculo que considera o número de parlamentares que cada agremiação tem no Congresso Nacional.



É por isso que Alexandre Almeida, do PT, ficou com 4 minutos e 58 segundos, pois a bancada do PT em Brasília é a maior de todas. Se o cálculo considerasse apenas o tamanho da bancada de cada partido na Câmara dos Vereadores, Alexandre mal teria tempo para dar um espirro. É por isso que a Coligação “Pra Campina Crescer em Paz”, de Daniella Ribeiro, ficou com 3 minutos e 30 segundos. Um tempo curto se considerarmos suas pretensões eleitorais. Esse foi um golpe que ela parece não ter assimilado.








Tivesse Daniella mantido o PT consigo teria longos  7 minutos e 88 segundos no guia eleitoral. Alexandre pode não ter maiores pretensões eleitorais, mas tem tempo suficiente para desempenhar o papel que bem quiser. Arthur Almeida, com 2 minutos e 14 segundos, e Guilherme Almeida, com 2 minutos e 34 segundos, ficaram com um tempo que não permite que se abuse das perfumarias. Mas, é um tempo que se usado com sabedoria pode leva-los a outros patamares.



Guilherme depende da boa utilização de seu tempo para sair do patamar de um dígito nas pesquisas. Não é incomum um candidato sair do 3º ou 4º lugar e ir para o 2º turno por ter explorou bem seu tempo no guia. Vejam o caso do prefeito Gilberto Kassab nas eleições de 2008 em São Paulo.



Sizenando Leal ficou com 1 minuto e 33 segundos. É um tempo escasso, mas para os fins que ele pretende pode ser suficiente. Com esse tempo dá para dizer muita coisa. Quem se esqueceu do famoso caso “meu nome é Enéas”? Tatiana Medeiros e sua “Coligação Campina Segue em Frente” obteve 6 minutos e 42 segundos. Não é um tempo pequeno, se considerarmos que Tatiana deverá utilizá-lo bem mais para falar dos feitos do governo Veneziano do que propriamente de suas propostas de governo.



Já a Coligação Por Amor a Campina, de Romero Rodrigues, obteve o maior tempo. São longuíssimos 9 minutos e 3 segundos. Isso pode ser pouco e pode ser muito. Depende do candidato, da produção do programa e de algumas outras condições de temperatura e pressão.



Se o caro ouvinte quer saber se é melhor sobrar ou faltar tempo, eu não saberia dizer. Mas, não esqueçamos que o cidadão/eleitor/espectador tem ao alcance da mão o poder de fazer o candidato se calar, pelo menos até o próximo programa.







Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).