terça-feira, 11 de setembro de 2012

COM A PALAVRA, SUA EXCELÊNCIA, O ASSESSOR.









Nicolau Maquiavel, o bruxo italiano da política, já alertava em “O Príncipe” para os problemas da ausência de limites entre o político e seus assessores. Maquiavel já tratava a política como uma carreira e o político como um profissional.



A política exige competência e muito trabalho. Já o assessor em tempo integral (que tem que ser de confiança e bem qualificado) precisa ser o profissional que atende às demandas do político. O assessor é o "faz tudo" do político. Não conheço um único político que não tenho pelo menos um assessor. É difícil definir o que é e quais são as funções do assessor, até pela falta de visibilidade de seu trabalho.



A assessoria política não possui uma definição objetiva de atribuições, responsabilidades e poderes. Ela fica mesmo num campo subjetivo e só adquire contornos mais precisos nos períodos eleitorais.



O assessor pode ser o "faz-tudo" do político, que desempenha funções em espaços públicos e privados de seu chefe. Assessor importante é o que faz a ponte para que se chegue ao líder.  É fácil identifica-lo. Ele é o que carrega os telefones do político e, claro, os atende para filtrar quem fala e quem não fala com o líder. E existem os especialistas setoriais que são consultados apenas quando uma matéria de sua especialidade está em pauta. Este é o assessor que pensa.



O assessor de verdade é aquele que, a parte funções executivas, faz o papel de conselheiro. Por sua lealdade, experiência e capacidade orienta seu chefe com criticas e sugestões. Ele é o cara! Mas, qual a diferença entre assessorar e bajular? O babão finge que não vê os defeitos de seu chefe. Ele transforma defeitos em qualidades. O assessor tem que perceber os defeitos e apontá-los para seu chefe.



Maquiavel deu a solução para o político que não quer ser alvo de bajulação. Basta fazer as pessoas verem que ele não se ofende quando lhe dizem a verdade, pois a relação entre político e assessor deve se basear em lealdade e confiança. A confiança favorece mais ao assessor, pois ele deve usá-la para não mentir, como faz o babão. O assessor diz a verdade mesmo que seja dolorosa. Mas, é bom não ultrapassar limite.








Tem coisas que só são ditas em conversas reservadas. O assessor escolhe a hora certa para falar e não diz tudo. O babão, na ânsia de ser útil, vai falando sem pensar e sem olhar quem está em volta. Falar uma verdade pode provocar mal-estar, então é preciso escolher o momento certo. Mas, não é bom tomar a iniciativa na abordagem das criticas. É melhor esperar que o chefe solicite a opinião.



O político deve buscar o conselho de seus assessores e deixar que eles falem a verdade, mesmo que incômodas. Mas, e citando Maquiavel, quando todos dizem a verdades é porque se perdeu o respeito pelo chefe.  Salvo nas circunstâncias em que o assessor possui informações que podem afetar seu chefe, a iniciativa de buscar a assessoria deve ser do político. É ele quem deve tocar no assunto e pedir uma opinião.



O político deve buscar conselhos, mas só quando sente que precisa e não quando outros querem. O assessor que contraria essa regra ultrapassa os limites e corre riscos.  Já o babão não tem esse tipo de problema. Ele fala o que lhe dá na telha, desde que seja para agradar seu chefe, mesmo que seja uma mentira deslavada.



Acompanhando o dia-a-dia de nossa política eleitoral vemos bastante o assessor que mata-e-morre pelo seu chefe político. Não que ele morra de amores pelo líder que lhe emprega. É que ele precisa dar seu sangue para eleger seu político-patrão, do contrário fica desempregado. Se o político ganha a eleição, o assessor faz tudo, vira assessor parlamentar, chefe de gabinete, etc.




Mas, se ele perde a eleição o assessor fica sem função e pode perder o emprego. Daí que tem assessor que se dispõe a fica na linha de tiro do político para defendê-lo. Ou seria para defender a si mesmo?




O caro ouvinte deve estar se perguntando o que, afinal, ele tem haver com isso. Eu explico com o provérbio: “me diga com quem andas e eu te direi quem és”. Dito de outra forma, mostre-me seus assessores eu digo se voto ou não em ti.






Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).