quinta-feira, 6 de setembro de 2012

PROPAGANDA ELEITORAL – UM SHOW DEMOCRÁTICO DE HORROR.









Vendo e ouvindo Propaganda Eleitoral no Rádio e na TV de Campina Grande e de cidades como João Pessoa, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife tenho assisto a uma espécie de show democrático de horrores. Um show que piora a cada nova eleição. Na propaganda dos candidatos a vereador às coisas seguem os postulados da lei do engenheiro aeroespacial americano Edward Murphy.



Para Murphy nada é tão ruim que não possa piorar. Parece ser nisso que acreditam os candidatos a vereador de Campina Grande. Eles tem feito um tipo de propaganda pavorosa, cometendo erros de todos os tipos. E eu não vou falar do contínuo massacre que a língua portuguesa sofre.



A propaganda eleitoral em nossa cidade não é boa, mas poderia ser pior. Se compararmos com o que tenho visto de outras cidades, talvez possamos ter algum alento. Mas, se Murphy estiver certo, devemos nos preocupados com os guias eleitorais que assistiremos para 2014 e 2017. Eu colhi personagens do guia eleitoral pelo Brasil afora. Dá para rir, dá para chorar e se revoltar com as coisas que se vê.



Eu vi Didi Cachorrão do Brega (PTC/PI), Pela Égua (PTB/PI), Perereca do Alumínio (PV/CE), Bixa Muda (PRB/CE), Barata Obama (PTB/BA), Elvis não Morreu (PMDB/MG), Chupa Cabra (PSC/RJ), Cobra Choca (PSC/PI). Eu vi ainda Divino Bosta de Vaca (PRP/MG), Retardado (PC do B/MG), Mulher Xuxu (PSB/SP), Pai Gay (PV/PE), Pirulito do Amor (PMN/AC), A Idomada (PSDC/CE), Rola Italiana (PRP/ES), etc, etc, etc. A lista é muito grande. Esses exemplos já mostram bem nossa miséria eleitoral.





Aqui em Campina Grande nossos candidatos são mais comedidos. Mas não escapamos de algumas excentricidades e nem daquele tipo de candidato que desconhece totalmente o papel de um vereador. Eu vi no guia eleitoral de terça-feira cerca de 60 candidatos. Apenas dois falaram das funções de um vereador. Um deles disse que o edil é um representante do povo que fiscaliza os atos do executivo municipal.



Mas, foram apenas dois num mar de defensores do povo ou de lutadores em defesa da educação, da saúde, do meio ambiente, da segurança pública. Quando será que eles vão entender que o cidadão não quer ser defendido, nem vitimizado, que ele quer é ser bem representado.



Tem candidato dizendo que se for eleito vai criar a Secretaria de Segurança Pública Municipal. O caro ouvinte não cai numa balela dessas, pois para que isso seja feito tem que se mudar a Constituição Federal. Tem uma candidata que quer criar a guarda feirante. A Guarda Municipal nem funciona ainda e já querem criar outra. Imagine se a moda pega? Vai ter guarda camelô, guarda comerciante, guarda taxista, guarda bancário.



Um candidato diz que se for eleito vai doar seu salário de vereador para as associações de combate ao câncer. Ele até apresenta um papel para provar que registrou a promessa em cartório. Ótimo. Isso é admirável. Mas, se ele doar o salário dele como vai manter-se? Sem salário, terá que trabalhar em alguma outra coisa, daí não vai poder representar seus eleitores na Câmara Municipal.



Tem candidatos querendo ser eleitos com votos de sua categoria profissional. É um tal de fulano do estacionamento, de sicrano da construção, de beltrano da farmácia, de não sei quem do veículo. Tem um que vai lutar pelos 10% para os garçons. Imagine um mandato para uma única coisa.





E tem quem use seus segundos para falar de suas crenças religiosas. Esquecendo que é candidato a ocupar uma vaga numa instituição política que é, constitucionalmente, laica, que não faz votos religiosos. E, como está virando moda, tem o candidato que diz que não tem a política como profissão, que é empresário. É incrível, mas os candidatos desdenham daquilo que querem fazer parte.


Tem aqueles que estam no desespero. Tem um que pede encarecidamente, com cara de sofrimento, para que se vote nele. Mais um pouco, ele vai implorar de joelhos. E tem o que cria uma frase de efeito que no final não diz nada, como “eu vou ajudar a ajudar”.



E tem os candidatos festivos. Que não falam, apenas riem, abraçam, beijam, correm e até dançam. Em geral, com aquelas versões pavorosas de músicas mais pavorosas ainda. Tem candidato desprovido de personalidade própria que imita sem o menor pudor os gestos e palavreados de lideranças como Cássio Cunha Lima e Veneziano Vital.



Enfim, caro ouvinte, o guia eleitoral está aí para que tenhamos elementos para escolher. Se depois de tudo você não gostar de nada do que viu e ouviu é simples de resolver. Na Urna eletrônica tem duas opções para isso.












Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).