terça-feira, 18 de setembro de 2012

QUAL O DILEMA DESSA ELEIÇÃO?







Achamos que político é tudo igual. As eleições são, também, todas iguais. Mas, ao mesmo tempo cada uma delas traz algo próprio. Uma coisa que fica sendo a sua marca. Cabe aos candidatos definir que marca é essa.




Cada eleição tem um segredo próprio. Quem consegue resolver este segredo, ou dilema, praticamente garante sua eleição. Ou pelo menos não sai das urnas pior do que entrou. As eleições possuem praticamente o mesmo roteiro, por onde candidatos e eleitores, além da mídia e das instituições políticas, se guiam. São rotinas previsíveis com prazos e procedimentos a cumprir.




Isso é ainda mais acentuado no Brasil já que temos eleições a cada dois anos. Sem contar que não gostamos de fazer mudanças, do contrário a Reforma Política já teria sido feita. Como não somos lá muito afeitos a respeitar normas e como mudamos a lei a cada nova eleição, elas terminam ganhando variações próprias e dinâmicas definidas que determinam procedimentos únicos.




Cada eleição acontece numa conjuntura própria, singular. E, como sabemos, conjunturas e nuvens mudam ao sabor dos ventos. Existem fatos que ficam no entorno de cada eleição. Temos, agora, o julgamento do Mensalão fazendo estragos em projetos eleitorais como do ex-deputado João Paulo Cunha (PT) que teve que abortar sua candidatura a prefeito de Osasco por já ter sido condenado.




Eleições são diferentes pela dinâmica política ocorrida entre uma e outra. Barack Obama está tendo dificuldades nas eleições desse ano. Se em 2008 ele poderia resolver a crise econômica, agora é responsável por ela.




As mudanças socioculturais que colocam ou retiram temas do debate eleitoral e a forma como o eleitor reage a elas, dão novos ares aos processos eleitorais. Nas eleições passadas discutíamos se era possível ou não utilizar as redes sociais para fazer campanha. Nas eleições desse ano, o candidato que não tiver um perfil em pelo menos uma rede social perde muito.




Cada eleição formula uma questão e o resultado que vem das urnas é a resposta a essa questão. O que cada candidato deve fazer é tomar posse dela, não permitindo que seus adversários façam o mesmo. Essa posse tem que ser feita de tal forma que os eleitores se convençam que só aquele determinado candidato é que pode responder o segredo da eleição. A resposta do eleitor é eleger o candidato que resolveu o dilema.



  
O que faz um candidato resolver o dilema, ou seja, ser eleito é a capacidade que ele tem de perceber qual é a questão do momento e, claro, de apresentar a resposta que seja convincente aos olhos dos eleitores.



E essa é uma tarefa das mais difíceis. Bill Clinton foi eleito presidente dos EUA, em 1992, graças à percepção que seu chefe de campanha, James Carville, teve quando pronunciou a famosa frase: “é a economia, estúpido!”. O que Carville queria dizer é que a questão daquele momento era se os empregos estavam assegurados para que se continuasse a gerar prosperidade. Carville matou a charada e Bill Clinton ganhou a eleição.




Resolver o dilema da eleição é um problema de natureza intelectual e estratégico. A que se ter conhecimento e bastante experiência política para se detectar qual é a agenda de cada eleição. Descoberta qual é a agenda, é preciso impô-la aos adversários. Esta é uma tarefa das mais difíceis, pois em maior ou menor grau, todos estão tentando o mesmo.  Na eleição para governador em 2010 vimos bem isso.




José Maranhão tentou o tempo todo impor sua agenda de campanha para Ricardo Coutinho, não obteve êxito e Ricardo foi eleito explorando os erros estratégicos que Maranhão cometia. José Serra perdeu duas eleições presidenciais porque não percebia qual era o dilema delas. Em 2002 ele surfava na onda do continuísmo, mas a maré era de mudança. Em 2010 ele surfou na onda da mudança, mas a maré era de continuidade.




Mas, não basta impor uma agenda. É preciso acertar o alvo. É o eleitor quem tem que aceitar que a agenda proposta é a do momento. Tem candidatos com projetos políticos perfeitos, ideais, que não encantam por não deterem a questão do momento.




Enfim, cada eleição tem sua questão central em torno da qual os candidatos são comparados aos olhos do eleitor. Se você, caro candidato, não consegue percebê-la, lamento, a derrota inevitavelmente virá.




O fato é que a questão do momento deve ser imposta pelo cidadão. É eleito quem consegue detectar que questão é essa e traduzi-la na forma de propostas concretas, não em promessas que só cabem no fantástico mundo de Bob.




Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).