quinta-feira, 1 de novembro de 2012

FATOS POUCO REPUBLICANOS E A FESTA DA DEMOCRACIA – O CASO JUAZEIRINHO






 Hoje eu vou tratar da eleição na cidade de Juazeirinho. Os fatos me foram relatados por uma moradora de lá, ouvinte do Jornal Integração e aluna da UEPB. Em Juazeirinho a normalidade democrática foi algo que passou longe.




O ano começou com a população de Juazeirinho especulando sobre se o ex-prefeito Fred Marinheiro poderia se candidatar a prefeito representando a oposição, já que ele tinha sido declarado “ficha suja” pelo TRE paraibano. Fred manteve sua postulação, foi à convenção de seu partido e teve sua candidatura homologada. Interessa notar o quão estranho é um político, declaradamente “ficha suja”, poder participar, na condição de candidato, dos procedimentos eleitorais.




Outro dado interessante é que o vice na chapa oposicionista de Fred Marinheiro era o atual vice-prefeito de Juazeirinho, Jonilton Fernandes, que cortou relações com o prefeito Bevilacqua Matias, que foi candidato à reeleição. É um tanto quanto estranha a situação de Jonilton que acende a mesma vela para dois senhores. Ele desempenha a função de vice-prefeito constitucional de Juazeirinho, mas ao mesmo tempo se candidatou ao mesmo cargo na chapa da oposição.




Mesmo sabendo que poderia ter sua candidatura impugnada a qualquer momento, Fred Marinheiro foi em frente com sua campanha, como se estivesse desafiando a lei e a justiça eleitoral. Ou, o que é pior, como se estivesse fazendo pouco caso das instituições responsáveis pelo processo eleitoral. De fato, o TRE impugnou a candidatura de Fred e ele recorreu ao TSE. Ou seja, sua campanha acontecia nas ruas e nos tribunais ao mesmo tempo.




Como no caso de Esperança, o TRE indicava que impugnaria a candidatura de Fred Marinheiro, pois a justiça eleitoral não foi conivente com candidatos ficha suja nessas eleições. E, diga-se de passagem, torço para que continue assim.




Com as especulações e a insegurança reinante, Fred renunciou a sua candidatura no Sábado, 06 de outubro, véspera da eleição do 1º turno. Ou seja, realizou toda a campanha e esperou até o último momento para fazer o que seria mais do que o correto se tivesse sido feito bem antes. O fato é que muitos políticos viram nisso uma estratégia para ocuparem um espaço que só poderia ser dado àqueles que, de fato, não tivessem nenhum impedimento legal. O fato é que a lentidão da justiça eleitoral dá margem para esse tipo de atitude.




Políticos estam usando essa estratégia como subterfúgio. Fazem a campanha eleitoral, sabendo que não poderão concorrer. Na ultíssima hora retiram a candidatura e colocam alguém que poderá não ser alcançado pelo braço da lei. Fred Marinheiro renunciou e colocou sua esposa como candidata em seu lugar. No dia da eleição, um carro de som anunciou o dia inteiro (pela cidade) que Fred não era mais candidato e que sua esposa, Carleusa Castro, estava ocupando seu lugar.



Carleusa virou candidata a menos de 24 horas da eleição. Ela não fez campanha, seu nome não foi divulgado, e o nome do seu marido, Fred Marinheiro, não pode ser retirado das urnas. Isso causou confusão, pois muitos eleitores não ficaram sabendo da troca. É estranha essa situação. Como é que alguém que não passou por nenhuma das exigências legais que a Justiça eleitoral impõe aos políticos pode vir a se candidatar, literalmente, da noite para o dia? O fato é que a esposa de Fred Marinheiro foi eleita.




Mas, como ela não passou pelo pente fino da justiça eleitoral, estaria ameaçada de não ser diplomada, portanto não poderia tomar posse. É que Carleuza Castro responderia a um processo por formação de quadrilha no Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba. Os candidatos derrotados na eleição para prefeito de Juazeirinho, Bevilacqua Matias e Ernandes Gouveia, dizem que vão tentar impedir a diplomação de Carleusa por ela estar sendo, ainda, processada por improbidade administrativa.








Carleusa Castro venceu as eleições para prefeita de Juazeirinho com 5.114 votos. Bevilacqua, o atual prefeito, teve 4.802 sufrágios. O radialista, Ernandes Gouveia, ficou em terceiro lugar com 248 votos. Mas, mesmo eleita, Carleuza pode não assumir. É que o registro de sua candidatura foi indeferido pela Justiça e ela, agora, aguarda julgamento do mérito da questão. A instabilidade institucional é das maiores. O povo de Juazeirinho não sabe quem tomará posse ou mesmo se terá que ir novamente às urnas. É natural, então, que não queira ou não saiba valorizar a democracia.




Mas, e com tudo isso, só se pensa, pasmem, em Juazeirinho entrar para o Livro do Recordes. É que dos onze vereadores eleitos, seis são mulheres. Negocia-se para que dois vereadores tornem-se secretários do novo governo para abrir vaga, na Câmara Municipal, para duas suplentes assumirem. Assim, Juazeirinho passaria a ter oito vereadoras e seria a cidade a ter mais mulheres no parlamento, entrando para o livro dos Recordes. Ótimo, isso daria um bom marketing para a cidade, mas impediria que fatos como estes voltassem a acontecer?



Com toda essa história pouco republicana, Juazeirinho corre o risco de obter outro recorde – a de ser uma das cidades com mais atividades pouco republicanas e onde a festa da democracia é mais animada.





Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).