terça-feira, 5 de novembro de 2013

O PED NO PT: MAIS DO MESMO!





É sempre a mesma coisa. Acontece sempre do mesmo jeito. Nos anos ímpares, quando não temos eleições, o Partido dos Trabalhadores (PT) organiza seu Processo de Eleições Diretas (PED), que é para não perder o costume. É por esse processo que o PT elege seus diretórios municipais e estaduais. É um processo simples. Todos os filiados escolhem, em uma eleição de turno único, aqueles que vão dirigir o partido por um mandato de dois anos.



Dito dessa forma, o processo aparente ser democrático. Mas, é só a aparência mesmo. Na essência, o processo é bem autoritário e, a cada nova rodada, as denúncias de irregularidades e até de crimes eleitorais aumentam exponencialmente. É que o PT só funciona quando mescla procedimentos democráticos com elementos autoritários. Agora mesmo, os petistas abriram a caixa de pandora para usar um modus operandis pouco republicano, pois o que importa mesmo é estar no comandar do diretório partidário nas próximas eleições.  No próximo domingo, 19 mil filiadas ao PT, em toda a Paraíba, vão escolher a presidência do Diretório Estadual. Esta é uma supereleição, se considerarmos que dos 223 municípios da Paraíba, apenas 34 possuem mais de 19 mil habitantes. 



Como das outras vezes a discussão no PT gira em torno de lançar ou não candidatura própria ao governador do estado. Como das outras vezes, os petistas se batem para ver se ficam na base aliado ou na oposição ao governo do estado. É sempre a mesma ladainha. Um grupo que ficar na oposição, pois defende lançar uma candidatura própria, coisa que nunca acontece, e o outro quer seguir apoiando o governante de plantão, pois os petistas bem sabem o quanto é bom ser da situação.



Agora temos três chapas concorrendo. Uma é comandada pelo professor Charliton Machado e é apoiada pelo prefeito de João Pessoa, o também petista Luciano Cartaxo. Essa chapa defende que o PT fique na oposição ao governo do Estado. Esse grupo quer manter a aliança do PT com o Blocão, da Assembleia Legislativa, para lançar uma candidatura ao governo do Estado que possa armar um bem estruturado palanque para a presidente Dilma buscar votos para sua reeleição na Paraíba.



Outra chapa é encabeçada pelo deputado federal Luiz Couto e defende a manutenção da aliança com o governador Ricardo Coutinho. Mas, essa não é uma situação razoável, pois o PT e o PSB vão estar, claro, em palanques opostos em 2014. Aliás, depois que o PSB de Eduardo Campos deixou o governo Dilma, o PT nacional emitiu ordem para que, em represália, os petistas deixassem os governos estaduais chefiados por socialistas e este é o caso na Paraíba, assim como em Pernambuco.



O fato é que na Paraíba existem sempre dois Partidos dos Trabalhadores: um governista e outro oposicionista. Quem não lembra o tempo em que tínhamos o PT de Cássio Cunha Lima e o PT de José Maranhão? Agora, temos o PT de Ricardo Coutinho e o PT do Blocão, ou melhor, o PT do Ministro Aguinaldo Ribeiro. Ou seria, o PT do PMDB? Talvez, pudéssemos dizer “o PT que se alia com qualquer um, desde que isso seja do pragmático agrado de Lula e Dilma”.


 



Ainda surgiu uma terceira chapa que tem o vice-prefeito de Patos, Lenildo Morais, como candidato a presidente do diretório. Esta chapa é apoiada pelo deputado estadual Frei Anastácio e não se sabe bem de que lado ela está. O que se sabe é que ela surgiu para jogar aquela substância mal cheirosa no ventilador. Foi Lenildo Morais que denunciou que o grupo do professor Charliton teria negociado apoios em troca de mandatos na Assembleia Legislativa.


Funcionaria assim: o deputado estadual Anísio Maia tiraria uma licença (por um motivo qualquer, não importa) de seu mandato na Assembleia. O suplente de deputado, Perón Japiassú, assumiria o mandato por um tempo só para sentir o gostinho de ser deputado. Em troca, os petistas campinenses, aqueles que eram do PT de Daniella Ribeiro, votariam na chapa de Charliton Machado. Os petistas do Blocão acusam Lenildo de fazer um pacto com Luiz Couto para mandar entregar o PT lá no Palácio da Redenção.



E, como não poderia deixar de ser, temos denuncias de que o tal Processo está sendo fraudado. Pessoas falecidas teriam assinado listas de eleitores; o mesmo eleitor teria assinado mais de uma lista; sem contar que os mercadores de votos estariam na ativa. Durante essa semana os petistas vão se bater em prol de seus interesses. Chegarão ao domingo estressados e não será novidade se deixarem as urnas de lado para resolverem suas diferenças por meio da força bruta, como de hábito. Isso tudo não seria problema se o PT fosse um daqueles partidos de vida fácil que bem conhecemos. A questão é que o PT é o segundo maior partido do país e, não por acaso, é o partido que nos governa.



Você tem algo a dizer sobre essa COLUNA ou quer sugerir uma pauta? gilbergues@gmail.com


AQUI É O POLITICANDO, COM GILBERGUES SANTOS, PARA A CAMPINA FM.




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Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).