quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Afinal, em que poder você confia mais?







Meus amigos, o IBOPE continua fazendo das suas. Pois não é que este instituto, mais conhecido pela forma peculiar que tem de tratar pesquisas eleitorais, chegou a brilhante conclusão que o brasileiro confia mais no STF do que no Congresso Nacional? Pasmem! O IBOPE precisou fazer uma pesquisa para descobrir o que até os pombos da Praça da Bandeira já sabem. É lógica, é óbvio, que o povo brasileiro confia e considera mais a Suprema Corte desse país do que o Congresso Nacional.





Claro. Enquanto o Supremo Tribunal Federal julgou e condenou os envolvidos na Ação Penal 470, mais conhecida como Caso do Mensalão, o Congresso Nacional fazia de conta que nada sabia. Enquanto o STF fazia a dosimetria das penas dos condenados, a Câmara dos Deputados se recusava a cassar o mandato dos deputados que foram condenados e que vão ter que cumprir parte de suas penas em regime fechado.





Enquanto o Judiciário chamou para si a responsabilidade de mostrar ao país que casos de corrupção podem e devem ser desbaratados, a Câmara Federal, tal qual um avestruz, enfiava a cabeça no buraco como se não tivesse responsabilidade alguma. O fato, indiscutível, é que o Caso do Mensalão, assim como tantos outros, é um esquema que perpassa os poderes Executivo e Legislativo. Assim, o judiciário ganha na batalha pela opinião pública por ser o poder que julga o caso.



A pesquisa Ibope mostra que, numa escala que de 0 a 100, o STF atinge um grau de confiança de 54 pontos, enquanto que o Congresso fica com um grau de confiança de 35 pontos. Mas, é bom não esquecer aquela regra básica das pesquisas eleitorais. As pesquisas são um retrato do momento, como gostam de repetir os políticos. O STF está sendo bem avaliado porque condenou os mensaleiros. Tivesse cruzado os braços, estaria sendo achincalhado pela sociedade ou seguiria sem ser lembrado. É que as instituições políticas, assim como a democracia, só são reconhecidas e aprovadas na medida em que a sociedade percebe que elas estam cumprido com seus objetivos, principalmente o de gerar bem estar para a população.






Todas as vezes que se fazem pesquisas para aferir o grau de aprovação das instituições pela população, o Corpo de Bombeiros, o Exército e a Igreja Católica estam sempre nos primeiros lugares. Não por acaso, o Congresso, os partidos e os políticos ocupam sempre os últimos lugares. Nesta tal pesquisa feita pelo IBOPE, o Corpo de Bombeiros atingiu 83 pontos de aceitação por parte da população, claro eles salvam vidas, já o Congresso...





 





Os 54 pontos do STF e os 35 do Congresso estam abaixo da avaliação obtida pelos Bombeiros. O Congresso e o STF não estam lá muito bem avaliados, mas não desconsideremos que as autoridades togadas estam 19 pontos acima dos parlamentares, eleitos por nós, diga-se de passagem. O fato é que Joaquim Barbosa, presidente do STF, é hoje um homem admirado porque, literalmente, promoveu a justiça. Joaquim esteve à frente de um processo que era, e continua sendo, uma antiga demanda de boa parte da sociedade.






Já Marco Maia, presidente da Câmara dos Deputados, se recusou a cassar o mandato dos parlamentares mensaleiros condenados. Ele reagiu raivosamente à sentença do STF e tem afirmado que só a Câmara é que pode cassar o mandato de seus membros. Estando em campos opostos, numa literal briga de poder, os dois presidentes disputam a simpatia da opinião pública. A mãe de todas as obviedades é que Joaquim Barbosa e o STF ganham essa disputa, pois, ao contrário de Marco Maia e do Congresso, não estam a defender impunidades de toda sorte. Essa foi a primeira vez que o Ibope mediu o índice de confiança no STF. É difícil precisar como este índice variou no decorrer dos 136 dias do julgamento do mensalão. Penso que ele variou para cima pela exposição do STF na mídia.





Mas, existe uma questão que se sobrepõem a essa disputa para ver quem é mais admirado pela população. É que os poderes no Brasil não se separam democraticamente para cumprirem suas funções constitucionais. Essa disputa para ver quem pode mais não fortalece as instituições, pelo contrário, só as fragiliza. Os poderes têm suas próprias atribuições, mas se o legislativo cumprisse seu papel a contento, o judiciário não precisaria fazer papel de polícia.






No Brasil os poderes constituídos pouco se respeitam. Vejam que o Executivo olha de cima para baixo para o legislativo, que este se recusa a fazer a reforma política e que o judiciário termina fazendo às vezes do Congresso Nacional. Como diria o Barão de Montesquieu tudo estaria perdido se o mesmo homem, ou o mesmo poder, fizesse as leis, executasse as resoluções públicas e julgasse os crimes, divergências e conflitos entre os homens.





Na verdade, a democracia estaria perdida. Se isso acontecesse, viveríamos em uma ditadura. Um dos motivos principais para termos tido duas ditaduras no século XX foi, exatamente, crises institucionais entre os poderes constituídos. Ao invés de torcermos por este ou aquele poder, como se estivéssemos numa final de campeonato, deveríamos querer que os três poderes cumprissem suas funções constitucionais. Assim, teríamos um empate triplo, onde a sociedade é que sairia ganhando.





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Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).