sexta-feira, 1 de março de 2013

Quando eu falo em política, eu estou falando em poder.








Na linguagem política nada pode ser mais usado do que o conceito de poder. Alias, falar em política é falar em poder. O poder é um conceito que não é exclusivo da política, ele é utilizado em nosso cotidiano e em vários aspectos de nossa vida. O filósofo inglês Bertrand Russell afirmava que o "poder é a produção de efeitos desejados". Poder é uma palavra autoexplicativa. Por poder se entender a capacidade de se fazer algo, ou de se obter algo. Poder é um conceito próximo do termo influência.




 Ter poder significa ter os meios para se conseguir algo ou para levar alguém a fazer alguma coisa, não importando se ela quer ou não fazer. O poder é a capacidade que sicrano tem de levar fulano a atingir beltrano. Mas, em que consiste o poder na política? Qual a função do poder em nossa vida familiar e social? Qual a diferença entre ter poder e ter influência? Porque nos organizamos com base no poder e não em outros princípios ou valores?




O poder pode ser visto como uma massa de energia que a sociedade coloca, através das eleições, nas mãos do governante para que ele realize os objetivos dos cidadãos. Claro, que isso só deve acontecer dentro dos marcos legais. Mas, isso tudo está ficando muito teórico. Vamos tentar tornar mais prático. Essa massa de energia que se coloca na mão do governante é composta de recursos financeiros e de recursos físicos em operação como usinas, estradas, redes de energia, etc.




Essa massa de energia, chamada poder, é composta, também, de recursos de pessoal. São os funcionários públicos que são contratados para operar as instalações públicas e fazer a "máquina" do governo funcionar. Claro, quem comanda esta massa de energia detém o poder. Quem comanda o governo, se responsabilizando pelo seu funcionamento, e pelo provimento de bens e serviços para a população, tem não só de direito, como de fato, poder.




E é bom não esquecer que este poder político se dá em vários níveis. Numa cidade, num estado, num país, mas também nas várias instituições políticas que compõem o Estado-nação. Mas, tudo isso continua muito teórico, eu vou tentar simplificar. Porque será que as pessoas lutam para ter poder? Apenas pelo simples prazer de ter poder? Não, pois o poder não se basta a si próprio. Luta-se para se ter poder como forma de se adquirir os meios que permitem comandar a massa de energia.




É de posse dessa massa de energia que é possível se realizar os objetivos individuais e coletivos, pois o poder tem uma natureza impositiva. O poder não pede, manda. O poder não convida, impõem. O poder não sugere, determina. Mas, esse poder que não pede tem que ser dotado de estrutura legal, senão vira algo acima do bem e do mal. Nossa maior contradição política foi criar um instrumento que usa a força física para garantir que as decisões políticas serão respeitadas.






 É sim uma contradição termos um aparato dotado de força para garantir que as decisões do poder serão cumpridas e obedecidas pelos cidadãos. Mas, se não fosse assim como faríamos aquilo que nos é imposto? Quem cumpriria uma lei se soubesse que não seria cobrado por algum aparato de poder dotado de força? Você, caro ouvinte, faria isso? Ou teríamos que ser todos um bando de “madres teresas de Calcutá” para que o aparato de força não fosse necessário?



Convenhamos que o poder é um meio eficiente para a realização de tarefas e para afetar comportamento. Você já tentou imaginar como viveríamos se não fosse essa massa de energia que nos impede ou nos leva a fazer coisas? Mas, essa minha discussão continua bastante teórica! Eu vou tentar mais uma vez tornar as coisas mais práticas. Vejam que ninguém gosta de pagar impostos, mas se este pagamento fosse voluntário, não haveria como financiar o governo.




Ninguém gosta de ir à guerra, mas se esta decisão fosse voluntária, não se organizaria as Forças Armadas para a defesa nacional. Todos querem dirigir seus carros como bem entendem. Mas se fosse assim, o trânsito seria bem pior do que de fato é. Os exemplos são muitos, mas em todos os casos só podemos chegar a uma conclusão sobre o poder: ruim com ele, pior sem ele. Se nossa convivência social não fosse baseada na influência, persuasão e até imposição como poderíamos nos organizar?




É por isso que os grupos políticos se lançam na luta pelo poder, através das eleições. Quem o conquista o governo, e, com ele, o poder, ganha o direito legítimo de usar aquela "massa de energia" para realizar os objetivos para os quais foi escolhido. Certo. Continua tudo muito teórico. Mas, é que tem que ser assim mesmo. A política e o poder quando tratados dessa forma são vistos como um mal necessário. Mas, quando tratados na prática se tornam tudo aquilo que abominamos, mas não vivemos sem.



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Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).