segunda-feira, 25 de março de 2013

Cronologia do golpe civil-miliar de 1964.







Existe um ditado, usado no continente africano, que diz que só se deve acreditar nas histórias das caçadas se elas forem contadas tanto pelos caçadores como pelos leões. Ou seja, antes de acreditar em uma história, ouça pelo menos duas versões dela.





No começo da próxima semana o golpe civil-militar efetuado entre março e abril de 1964 completará 49 anos. Eu vou fazer uma série alternada de colunas tratando não só do golpe, que já foi chamado de revolução, como do Estado autoritário que ele gerou. Talvez você, caro ouvinte, possa perguntar: “E daí, o que eu tenho haver com isso?”. De fato é um tanto quanto difícil relacionar coisas de um passado, que já vai distante, com um presente que vivemos e nem sempre entendemos.





Então, deixe-me tentar demonstrar que muito do que somos e fazemos, nos dias de hoje, tem haver com esse passado onde quase ninguém acreditava naquilo que hoje pensamos praticar. Eu estou falando de DEMOCRACIA. O golpe militar aconteceu porque não havia, naqueles dias de 64, nenhuma força política (à esquerda e à direita) que se colocasse a favor da democracia. A ideia corrente era que crises institucionais só se resolveriam com saídas de força, ou seja, golpes.





Assim, entre os dias 31 de março e 03 de abril de 64, se efetuou um movimento que teve a participação de civis e militares e que foi a chave para a implantação de um regime autoritário e militarizado que durou 21 anos. O ato golpista foi rápido. Em 3 ou 4 dias o golpe foi consumado. Um grupo de generais colocaram seus soldados na rua e mandaram que eles cercassem instituições políticas como as sedes do governo federal, no Rio e em Brasília, e do Congresso Nacional.





O presidente eleito João Goulart foi deposto e mandado para fora do país. O regime militar foi se instituindo aos poucos. Entre março de 64 e outubro de 65 a ditadura teve uma primeira etapa de instalação, digamos, física. Esta etapa se conclui com o Ato Institucional nº 02 de 27/10/65 quando o sistema pluripartidário de 1945 foi extinto e no seu lugar implantou-se o bipartidarismo composto pela ARENA governista e pelo MDB oposicionista.






O caro ouvinte pode perguntar: “mas, que ditadura era essa que aceitava um partido lhe fazendo oposição”. Essa era só mais uma das contradições do regime militar que tivemos. Inclusive, na época, dizia-se que a MDB era partido do sim e a ARENA do sim, senhor! Esse sistema multipartidário que temos com legendas (des)ideologizadas, com siglas de aluguel e estruturas oligarquizadas é consequência desse bipartidarismo autoritário. Pois este sucedeu aquele sem um processo político de reorganização.





Em outubro de 65 se impôs a eleição indireta. Foi quando deixamos de poder escolher nossos representantes. Passamos quase 20 anos sem decidir quem nos governaria. E votar e como andar de bicicleta, não pare de praticar para não desaprender. Em janeiro de 1967 aprovou-se uma nova Constituição. Ela era o somatório dos atos e decretos editados desde o golpe, de itens autoritários recolhidos em várias ditaduras pelo mundo afora e dos interesses dos grupos que ocupavam o poder.





Nossa atual constituição herdou elementos do ordenamento jurídico da ditadura. Vejam, por exemplo, o Artigo 142 que dá aos militares federais prerrogativas que eles possuíam no período autoritário, porque, óbvio, precisam reprimir os inimigos do regime. A pergunta que não quer calar é: porque seguimos tendo esses entulhos autoritários em nosso sistema democrático? Do que, ainda, temos medo? Ou, dito de outra forma, continuamos a desconfiar da democracia como um sistema político viável?





Em março de 1967 o Gal. Costa e Silva assumiu o poder, substituindo o Gal. Castelo Branco. Foi neste mesmo momento que a esquerda armada e, também, militarizada iniciou as ações armadas contra o regime. A Aliança Nacional Libertadora, de Carlos Marighella, realizou a primeira expropriação num banco de São Paulo. Expropriação era o eufemismo usado para assalto à mão armada. Marighella não via outra forma de mudar o mundo.





Em 1968 explodiram os protestos estudantis nas grandes cidades. Foi o tempo de fazer a hora e não esperar acontecer. Todo mundo ia pegando em armas. Uns para implementar reformas e fazer revoluções. Outras para impedir que essas coisas acontecessem. Em dezembro de 68 se deu o golpe dentro do golpe. Os militares fizeram um conclave e no final sinalizaram com uma espessa fumaça negra chamada Ato Institucional nº 05 que ficou conhecido como AI-5. Com ele tudo era proibido, até conversar em público.





Passamos tanto tempo proibidos de nos manifestarmos que esquecemos como é que se faz. Nossos avós e pais eram proibidos de, por exemplo, votar. Dessa forma não puderam nos ensinar como se faz. É por isso que hoje elegemos de tudo, até políticos profissionais.






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Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).