sexta-feira, 15 de março de 2013

Público X Privado?






A propósito da instalação da CPI da Maranata na Câmara Municipal de Campina Grande, eu lembrei no POLITICANDO de ontem que, no Brasil, as relações entre governantes e empresários são quase sempre promíscuas e pouco transparentes. Hoje, eu vou analisar como se dão às relações dos governantes com a iniciativa privada, considerando que a transparência nas relações políticas ainda é algo necessário. Convém não esquecer que não se pode governar sem a participação do mundo corporativo.




A questão é que o relacionamento entre os poderes executivos e os setores da economia privada deve ocorrer na medida em que o Estado necessita de agentes privados para complementar a produção de bens públicos. Mas, no Brasil e pelo mundo afora, é comum que a relação entre o Estado e o mundo corporativo sirva para atender interesses escusos. Sendo que o modus operandis é aquele em que tem melhores serviços os que pagam mais e melhor, para dizer o mínimo.




O fato é que nenhum governo é autossuficiente, por isso deve buscar na iniciativa privada aquilo que não pode prover. Sem contar que quando o governo recorre à economia privada está contribuindo para o desenvolvimento econômico. No passado, governos adeptos da autossuficiência preconizavam a intervenção do Estado na economia e na sociedade. O estatismo pode levar ao totalitarismo. Vejam os casos da Alemanha nazista, da Itália fascista, da União Soviética stalinista e do Brasil getulista.




Sobre o Estado, como provedor de bens que a sociedade necessita, vamos dividir as coisas em dois patamares. O Estado é o principal produtor e fornecedor dos bens públicos que se traduzem em benefícios para o cidadão em sua vida privada. Mas, o Estado precisa, por não se bastar a si próprio, comprar serviços e produtos da iniciativa privada para transformá-los em bens públicos.


 



Vejamos a educação como um exemplo dessa relação de mão dupla entre o público e o privado. A educação bancada pela União, pelos estados e municípios é um bem público, pois é dessa forma que a população pode ser formada. Nunca esquecendo que bens públicos são os serviços ou benefícios oferecidos pelo Estado aos cidadãos. Mas, o Estado só assegura o funcionamento da educação pública quando os governantes contratam empresas privadas para, por exemplo, construir escolas e fornecer material didático e merenda escolar.




Ou seja, a educação pública só caminha se as empresas privadas prestarem os serviços que o próprio Estado não tem como prover. Assim é que se estabelece a via de mão dupla entre o Estado e o mundo corporativo. Quando o Estado não possui instrumentos para a prestação de serviços e benefícios públicos, os governantes recorrem ao setor privado por meio de três modalidades: a compra de produtos, a contratação de serviços e as concessões.




A compra de produtos e a contratação de serviços são feitas por meio das famosas licitações, que são as disputas entre os proponentes de um mesmo serviço ou produto. A licitação é uma espécie de leilão onde leva quem cobra menos pelo serviço. Mas, é aí que mora o perigo. Como não somos acostumados a fazer a separação nítida entre o que é público e o que é privado, achamos que licitar é tão somente o processo pelo qual somos escolhidos para nos locupletarmos com o dinheiro público.




Teoricamente, a função da licitação é possibilitar aos governantes a compra de produtos ou a contratação de serviços de melhor qualidade pelo menor preço. Tudo isso, tendo em vista o interesse público, do qual o governante deve ser guardião e responsável. Falando assim, parece que estou descrevendo a realidade do reino da Dinamarca. Mas, lá, como aqui, havia algo de podre, como diria Hamlet do romance de Shakespeare. Na verdade, estou falando do que está em nossa lei, se não a cumprimos já é outra coisa.




A concessão é o meio pelo qual o Estado concede, a um agente privado, o direito de cobrar do cidadão uma taxa pela realização de algum serviço, já que o Estado não dispõe de recursos próprios para executá-lo. Um bom exemplo de concessão é a cobrança de pedágios. Como o Estado não dispõe de recursos para fazer a manutenção das estradas, os governantes concedem às empresas privadas o direito de cobrar pedágio desde que elas façam a manutenção das estradas.




A ideia é genial. Mas, alguém teve a ideia macabra de transformar isso em um grande negócio. Ao invés de fazer um processo licitatório límpido, burlou as regras e deu uma concessão para um amigo que lhe pagou uma quantia em troca. Deu-se a desgraça. Foi aí que se achou que dava para usurpar dinheiro público dos processos em que o Estado e a iniciativa privada firmam parcerias. Hoje, quando se vê um político conversando com um empresário, dificilmente se pensa que ali está sendo discutida uma parceria que possa vir a beneficiar a população.





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Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).