segunda-feira, 10 de novembro de 2014

SENHORES, A ELEIÇÃO ACABOU!

Conta o folclore político que o ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros ficava deprimido quando não estava em campanha eleitoral. Adhemar foi o político que justificou assaltar o erário na base do “rouba, mas faz”. O jeito “Adhemar de Barros de fazer política” influencia a muitos ainda hoje. E eu não estou falando apenas da ideia sórdida de que o bom governante, que realiza muitas obras, tem, por isso mesmo, o direito de avançar sobre o bolso do contribuinte. Eu falo dos atores políticos que não descem do palanque. A política institucional deve ser mesmo algo que vicia, pois eles só conseguem reagir às coisas do poder. Bem já se disse que o poder é o afrodisíaco definitivo.

O TRE mal havia concluído a totalização das urnas e já tinha politico se dizendo candidato. O 2º turno foi no dia 26 de outubro. Já no dia 30, o governador reeleito Ricardo Coutinho almoçava com dezoito deputados eleitos ou reeleitos. Sabe qual foi o prato servido no almoço? A eleição do presidente da Assembleia Legislativa para o biênio 2015/2016. Sabe qual foi à sobremesa? A estratégia para que a base governista seja composta de pelo menos 22 parlamentares. Os 18 deputados presentes ao regabofe do governador poderão formar a bancada da situação na próxima legislatura. Eu coloquei o verbo no condicional, porque em se tratando de situação e oposição é sempre mais prudente não criar certezas.

Ricardo Coutinho quer uma base aliada encorpada para não ter mais que lidar com os problemas desse 1º mandato. Ele quer uma maioria confortável e um aliado na presidência da Assembleia já que, afinal, venceu as eleições para seus ex-aliados. É bom lembrar os dessabores do governo por não contar com metade dos deputados na votação, por exemplo, do empréstimo para sanear as dividas da CAGEPA. Quem não lembra que os vetos do governo eram sistematicamente derrubados pela oposição? Inclusive, o governador já cuidava dessa questão na campanha eleitoral. Vejam que no pacote do acordo, que trouxe o PMDB para a situação, estava incluído o apoio de Ricardo para o deputado que o PMDB indicará para a presidência da Assembleia.

Mas, quando o assunto é a relação entre os poderes nada é simples. Vejam que vários deputados aliados ao governador querem presidir a Assembleia. Ricardo terá que escolher um e automaticamente desagradar a tantos outros. O deputado Ricardo Marcelo, atual presidente da Assembleia, é candidato a reeleição, apoiado por pelo menos a metade dos atuais 36 deputados. Como o governador terá seu candidato, teremos um embate daqueles. Mas, esse enfrentamento não será ruim, pois assim teremos claro como será a correlação de forças entre governo e oposição. Sabe quem será o fiel da balança dessa primeira disputa? Os chamados deputados independentes.

O caro ouvinte quer saber o que é ser um independente? É o eufemismo que se achou para os que não são contra, nem a favor, muito menos pelo contrário. O independente fica ali, sentado em cima do muro, observando a movimentação de ambos os lados. Os deputados Janduhy Carneiro, Daniella Ribeiro, Jutay Menezes, Genival Matias e Inácio Falcão devem compor a tal bancada “murista”. Digamos que situação e oposição fiquem, cada uma, com 15 ou 16 deputados. O que vai acontecer? Deputados, libertos de maiores compromissos, vão sempre decidir as votações? Sim e não. Eles tenderão a pender para o governo, o maior polo de atratividade, mas vez por outra lembrarão ao próprio governo a condição “murista” deles.

Resta saber o que, ou quanto, moverá os “muristas” em direção a uma ou outra bancada. Já os políticos paraibanos com projeção em Brasília nem sonham em descer do palanque. Pelo contrário, agora eles se batem por lutas maiores do que a própria eleição. Vejam que o PMDB montou guarda à frente do Palácio da Alvorada para que Dilma cumpra a promessa de alçar o senador Vital Filho a um ministério de 1ª grandeza. Depois dos serviços prestados na eleição, Vital não quer um “ministeriozinho” qualquer. As alternativas são o Ministério da Integração Nacional ou as Minas e Energias. O governo cogita ter Vital como o próximo Presidente do Senado Federal ou mesmo como Ministro do TCU. É por isso que Vital estava tão sorridente após a eleição do 1º turno.

Mas, existe uma pedra no caminho do PMDB paraibano que atende pelo nome de Aguinaldo Ribeiro. É que a presidente nunca descartou a possibilidade dele voltar ao Ministério das Cidades e Aguinaldo fez toda sua campanha baseado nisso. Como a Paraíba não é nenhum Rio, São Paulo ou Minas, não pode querer ter dois ministros com Dilma. Daí, o PMDB tenta dissecar as pretensões de Aguinaldo justificando que ele traiu Dilma ao apoiar o PSDB na eleição estadual. Como a tradição “adhemarista” não nos larga, os palanques não serão desmontados. Entre Campina Grande e João Pessoa não se fala em outra coisa a não ser nas articulações para as eleições municipais. Mas, isso é assunto para outro POLITICANDO.

Você tem algo a dizer sobre essa COLUNA ou quer sugerir uma pauta? gilbergues@gmail.com

AQUI É O POLITICANDO, COM GILBERGUES SANTOS, PARA A CAMPINA FM.

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Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).