quinta-feira, 13 de novembro de 2014

VITAL E A SUA DECISÃO

A expressão “para os amigos tudo, para os inimigos os rigores da lei”, supostamente dita pelo ex-presidente Getúlio Vargas, deve ser a que melhor definia, e talvez ainda defina, o funcionamento do sistema politico brasileiro. Existe outra frase, também atribuída a Vargas, que diz muito de como se dá a relação entre o governo e seus aliados. Eu já vi em algum lugar que Vargas teria dito que o “Diário Oficial é onde agente arquiva os aliados e desarquiva os adversários”. Eu não sei se foi Vargas quem disso isso. Eu já estou terminando o 2º volume da biografia que Lira Neto lançou, sobre o ex-ditador, e ainda não vi nenhuma referência sobre isso. Eu até duvido que Vargas pudesse dizer isso em publico.

Sim, de fato, o poder do governante se expressa nas edições do Diário Oficial, pois é nele que aparecem os atos dos governadores de Estado e do presidente da República. É no Diário Oficial que ficamos sabendo que entrou e quem saiu do governo. É pelo Diário Oficial que se vê quem está sendo protegido pelo governo, recebendo cargos, por exemplo, e quem está sendo, no mínimo, afastado do circulo central do poder. Neste período pós-eleição é sempre bom dar uma olhada no Diário Oficial. É que agora é o momento de proteger os que contribuíram para a reeleição do governante e de caçar as bruxas infiéis. Os que não se dedicaram a campanha e/ou mudaram de lado já estam sendo desarquivados do governo via Diário Oficial.

Esse, inclusive, não é o caso do Senador Vital Filho. É que estamos aguardamos o momento em que Vital será nomeado, pela Presidente Dilma, para um expressivo cargo em Brasília. Vital será, literalmente, arquivado pelo governo no Diário Oficial. Vital deverá ser alçado a um cargo do primeiríssimo escalão em reconhecimento aos bons serviços prestados antes, durante e depois da eleição. Claro, sempre se poderá dizer que, no final das contas, Vital continuará ocupando sua cadeira no Senado. Daqui a pouco vai aparecer um advogado do diabo para lembrar o longo processo, entre 2013 e 2014, em que o PMDB tentou alçar Vital Filho a um dos ministérios, do governo Dilma, e nada conseguiu a não ser colecionar mágoas e frustrações.
Mas, um advogado bonzinho irá dizer que o governo postergou aquela promessa para esse momento pós-eleitoral, mediante o desempenho pró-Dilma de Vital nas eleições. Se este é o critério, Vital já está, sim, com as duas mãos em seu sonhado cargo. É que até os camelôs da Esplanada dos Ministérios sabem que se não fosse Vital Filho, e o PMDB, Dilma não teria tido tamanha votação na Paraíba. Fala-se que Dilma terá outro paraibano em seu governo, que seria o deputado federal Aguinaldo Ribeiro. Mas, isso é improvável, pois Aguinaldo poderá ser desarquivado de uma vez por todas já que o PP, seu partido, aponta outros nomes para Dilma. Sem contar, que Aguinaldo entrou para a lista dos infiéis com aquela história de comitê eleitoral Dilma/Cássio.

Pelos bons serviços prestados, Vital Filho não se contentará com qualquer coisa. Ele tem sido cogitado para ser o titular do Ministério da Integração Nacional ou para as Minas e Energia. São dois ministérios de primeira grandeza com orçamentos fabulosos. A Integração Nacional permite que seu titular tenha contatos políticos com todos os governos estaduais, todos os partidos e com os prefeitos que bem quiser. Para quem deseja se projetar nacionalmente este é um bom cargo para estar entre 2015 e 2018. Mas, eu não gostaria de ser o Ministro da Integração se, e quando, a problemática da Transposição do Rio São Francisco explodir. É que um dia o governo vai ter que dar alguma explicação plausível para o fato dessa obra nunca ficar pronta.
Ser o Ministro das Minas e Energia, em 2015, pode ser a pior opção com a crise energética que deve se estabelecer e com a necessidade de gerenciar a Petrobrás com todos os seus problemas. Assim, Vital deverá pensar bem se quer mesmo ser ministro. Cogita-se, também, que Vital concorra à presidência do Senado Federal, com as bênçãos de Renan Calheiros e José Sarney, além do apoio do governo e das bancadas do PMDB e do PT. Está é uma ótima opção, mas ela envolve um jogo de aposta alta. Se já é bom ser um dos 81 senadores, o que dirá ser o comandante de todos eles. O presidente do Senado, inclusive, é o 3º na linha sucessória da Presidente. O problema é que ele tem que ser eleito pelos seus pares. Será que Vital tem fôlego para tanto?

A imprensa tem dito que Dilma pode se decidir por arquivar Vital Filho no Tribunal de Contas da União. Isso é ruim? Claro que não. Não pode ser ruim ser tornar ministro do TCU, um cargo vitalício, com aposentadoria garantida e um salario apetitoso. O problema é que, para se tornar Ministro do TCU, Vital teria que abrir mão de sua carreira política. Ele teria que controlar suas ambições politico-eleitorais. No TCU, Vital não poderia intervir diretamente na seara politica paraibana como tanto gosta de fazer. Vital está numa curva ascendente de sua carreira. É pouco provável que aceite um cargo que faça suas expectativas de poder diminuir. Ele agirá como um ator politico racional que é e aceitará o cargo que propicie o aumento de suas expectativas de poder. Façam suas apostas.

Você tem algo a dizer sobre essa COLUNA ou quer sugerir uma pauta? gilbergues@gmail.com

AQUI É O POLITICANDO, COM GILBERGUES SANTOS, PARA A CAMPINA FM.

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Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).