segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

AFINAL, PARA QUE SERVE UMA COMISSÃO PERMANENTE? PARTE I.


Entre os meses de fevereiro e março de 2013 acompanhamos as discussões, e os enfrentamos de toda sorte, entre os vereadores da Câmara Municipal de Campina Grande sobre a estruturação das chamadas Comissões Temáticas Permanentes. Naqueles dias nossos vereadores estavam em pé de guerra. É que eles se batiam em torno da resolução que propunha aumentar o número das comissões da Casa de Félix Araújo. O problema é que havia comissões de menos para vereadores demais. O fato é que cada um dos 23 vereadores queria uma comissão para chamá-la de sua. Uma vez eleitos, os vereadores queriam mais status do que já tinham. Não bastava ser parlamentar, era preciso o titulo de presidente para se ter mais e mais poder.

Num POLITICANDO daquele momento eu analisei os fatos e afirmei que, uma vez definidas as comissões e seus membros, era preciso dar tempo ao tempo dos vereadores. Precisávamos de um ano legislativo para avaliar as atuações de cada um. Eu lembrava que presidir uma comissão temática pode ser bom ou ruim. Pois, ao presidir uma comissão, o vereador pode demonstrar sua capacidade, através da especialização que o tema exigir, ou simplesmente pode nada fazer. A frente de uma comissão, o vereador pode ser um legislador eficiente, capaz de desenvolver boas leis. Ele pode ser o melhor representante da Câmara se conseguir viabilizar bons projetos para atender as demandas de seus eleitores.

Mas, o vereador pode se desgastar se não souber conduzir os trabalhos de sua comissão. Basta não dominar os aspectos técnicos que lhes serão exigidos. Para por tudo a perder, basta o vereador não entender as funções regimentais que sua comissão impõe. Para o desgaste ser completo, o vereador só precisa achar que o titulo de presidente de uma comissão se basta a si mesmo. Vejamos, então, como alguns vereadores se comportaram nas entrevistas que concederam a equipe de reportagem da Campina FM. Antes é preciso lembrar que três vereadores não atenderam as solicitações dos jornalistas da Campina FM. Bruno Cunha Lima, que preside a Comissão Permanente de Constituição, Justiça e Redação, não fez uma avaliação das ações de sua Comissão.

E deveria, pois nos enfrentamentos do início de 2013 ele foi um dos que mais se exaltou para presidir uma comissão. Todos devem lembrar que ele e o vereador Pimentel Filho quase iam às vias de fato para presidirem a principal comissão da casa. Bruno Cunha Lima argumentava que por ter sido o vereador mais bem votado da cidade deveria presidir a principal comissão. Lógica equivocada, pois a quantidade de votos não determina a qualificação de um vereador para desenvolver um trabalho desse porte. O vereador Pimentel Filho ancorava sua vontade de presidir a Comissão de Justiça no fato de ser o vereador mais antigo da Câmara. Como os vereadores não atentaram para os critérios técnicos, talvez esse argumento pudesse ser o mais lógico.
 

É que para presidir a comissão, que tem a função de dar pareceres técnicos para todos os projetos de lei que tramitam pela Casa, não basta ser o mais bem votado ou o mais antigo da casa, é preciso ser o vereador mais bem talhado para a função. O vereador Bruno Cunha Lima se valeu dos votos que teve e do sobrenome que carrega. Mas, com o passar do tempo, ele foi demonstrando que parecia não entender bem as funções de sua comissão. Vejam, por exemplo, que ele chegou a dar três pareceres orais. Isso mesmo. Ao invés de se reunir com sua comissão, para estudar as matérias que iriam ao plenário e elaborar pareceres por escrito, ancorados em nossa constituição, o vereador Bruno se limitava a emitir opiniões ocupando a tribuna da Casa.

Os vereadores Sargento Regis, presidente da Comissão de Transportes e Mobilidade Urbana, e Joia Germano, da Comissão de Obras, Planejamento, Infraestrutura e Habitação, também não se pronunciaram para avaliar as ações de suas comissões. O que é lamentável, pois estamos tratando das comissões responsáveis pelos assuntos mais sensíveis de nossa sociedade. Afinal, temos que saber o que esses vereadores tem feito em se tratando do oxigênio de nossa organização social e política. Enquanto nos batemos diariamente em torno das inúmeras dificuldades que temos em torno da questão do transporte público e da mobilidade urbana o presidente da Comissão, que trata desse assunto, não se pronuncia através da imprensa.

Como podemos tratar de mobilidade e de habitação, por exemplo, se o presidente da Comissão, responsável por esses temas, não atende a um simples chamado da imprensa para avaliar o que sua comissão fez em prol dessas questões? Eu falei, aqui, dos vereadores que não prestaram contas dos trabalhos de suas comissões. Amanhã, vou analisar as avaliações dos vereadores que não se recusaram a falar de suas comissões. Não perca, amanhã no POLITICANDO, a continuação da coluna “AFINAL, PARA QUE SERVE UMA COMISSÃO PERMANENTE?”.

Você tem algo a dizer sobre essa COLUNA ou quer sugerir uma pauta? gilbergues@gmail.com

AQUI É O POLITICANDO, COM GILBERGUES SANTOS, PARA A CAMPINA FM.

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Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).