sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O FATOR CÁSSIO – PARTE 2.


Há cerca de três meses eu afirmei, aqui mesmo no POLITICANDO, que o senador Cássio Cunha Lima seria o fator das eleições estaduais em 2014. Eu disse que ele seria o elemento que mais concorreria ou contribuiria para o resultado da eleição. E não só isso. O senador Cássio é o fator dessa eleição por que ele tem força e poder suficientes para executar as articulações que visam à formação das chapas que disputaram a eleição para os cargos de governador e vice-governador da Paraíba. Hoje, a mãe de todas as dúvidas é se o senador Cássio Cunha Lima será ou não candidato ao governo do Estado. Acompanha essa dúvida, o dilema se a aliança entre o PSB, do Governador Ricardo Coutinho, e o PSDB, de Cássio, se manterá em 2014.

Essas questões pautam as articulações da situação e da oposição. Cássio Cunha Lima realizou o sonho de consumo dos políticos que lideram o grupo ao qual pertencem. Ele condicionou as decisões de relevantes atores políticos a uma única decisão: a sua. Hoje o jogo está praticamente parado. Os jogadores preferem ficar nos bastidores discutindo estratégias. Ninguém ousa dar um passo significativo temendo ser desautorizado pela decisão que Cassio Cunha Lima venha a tomar. Neste momento, inclusive, importa pouco para o senador Cássio se ele será ou não candidato a governador. Importa mesmo que ele travou a pauta das articulações políticas na Paraíba. Importa que ele fez com que todos esperem por sua decisão.

Convenhamos, este é um tipo de poder que pouquíssimos políticos possuem num país onde existem tantos políticos profissionais quanto médicos, professores, advogados, jornalistas, policiais, etc. Cássio Cunha Lima é absolutamente consciente desse poder que possui. E ele sabe bem manusear as peças que estam a sua disposição no tabuleiro eleitoral. Vejam que ele tem dado raras declarações e que elas são sempre cautelosas. O senador tem evitado ser taxativo. Ele nunca diz que será candidato a governador; mas, também, nunca nega que poderá vir a ser. Ele nunca afirma que poderá romper a aliança com Ricardo Coutinho, mas, vez por outra, faz criticas ao governo do Estado.

Entre outubro e novembro de 2013 ele dizia que “só no momento próprio discutiremos 2014”. Agora ele tem afirmando que a decisão de ser ou não candidato não é apenas sua, que o seu partido (PSDB) vai se reunir em breve para tomar a decisão. Cássio Cunha Lima tem dito, como todos os políticos, que é o povo da Paraíba quem vai decidir se ele pode ou não ser candidato. Mas, nós sabemos bem que ao povo cabe apenas decidir, nas urnas, quem será o governador. Infelizmente, ou felizmente, o povo não decide quem pode ser candidato. Aliás, esse tipo de decisão nem passa pela militância filiada a um partido. Cabe a um seleto grupo a decisão, quando ela não termina restrita a vontade do líder maior da sigla.

Vários atores do espectro político partidário da Paraíba estam a beira de um ataque de nervos. Pois, quanto mais tempo Cássio Cunha Lima demorar em tomar sua decisão, menos viável ficarão suas postulações e chances de vitória. Cássio sabe tão bem disso que vai postergando sua decisão. Num dia ele se mostra preocupado com as questões eleitorais nacionais e só fala das articulações em torno da candidatura de Aécio Neves e de suas conversas com o governador Eduardo Campos. Noutro dia, ele participava de um evento em uma cidade do alto sertão da Paraíba e dá uma muito breve declaração onde às dúvidas em torno de sua decisão só aumentam.


Claro, Cássio tem autorizado alguns poucos interlocutores a falarem em seu nome. Uns dizem que sim, que ele será candidato. Outros negam. E tem os que não afirmavam, mas confirmam, contribuindo para o disse-me-disse. Interessa ver como alguns políticos e jornalistas juram de pés juntos que sabem o caminho que o senador tomará. Os pré-candidatos a governador do Blocão vão tentando viabilizar alguma estratégia. O PT e o PSC lançaram Nadja Palitot e Leonardo Gadelha respectivamente. Mas, eles bem sabem de como ficarão frágeis se Cássio dizer que é candidato.

O PMDB tem afirmado que não possui plano B, que Veneziano será mesmo candidato a governador. Mas, aqui e acolá alguém ouve o canto da sereia e lança ideias para o caso de termos uma eleição protagonizada por um improvável embate entre Cássio e Ricardo. Já houve quem lançasse a ideia de o PMDB indicar o vice numa chapa encabeçada por Cássio Cunha Lima. Ou seja, o PSDB romperia a aliança com o PSB e comporia com o PMDB. Resta saber o que a ex-governadora José Maranhão pensa sobre isso. O fato é que o senador Cássio não tem pressa alguma. Por hora, não nos resta outra coisa a fazer senão ir compondo cenários com uma e outra alternativa. Para os mais ansiosos servem as especulações e, quem sabe, uma boa dose de maracujina.

Você tem algo a dizer sobre essa COLUNA ou quer sugerir uma pauta? gilbergues@gmail.com. AQUI É O POLITICANDO, COM GILBERGUES SANTOS, PARA A CAMPINA FM.

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Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”

Da Série “40 E TANTOS MUITOS DISCOS QUE FIZERAM MINHA CABEÇA”
"THE DARK SIDE OF THE MOON" - PINK FLOYD (1973)

A LISTA DOS 40 E TANTOS MUITOS DISCOS

Para fazer esta seleção pensei numa “fórmula mágica” para evitar as dificuldades que só quem se mete a fazer as tais “listas dos melhores” enfrenta. Para não ter que arcar com o ônus da escolha/seleção, pensei em colocar todos os discos dos Beatles e pincelar com mais alguns de Pink Floyd & Rolling Stones, Chico, Caetano & Gil. Mas, seria muito casuísmo de minha parte! Assim, apresento a lista dos 40 discos que fizeram minha cabeça que servem para ouvir a qualquer hora e em qualquer lugar. Como diria Belchior, “não quero te falar das coisas que aprendi nos discos”, apesar de que estes aqui me ensinaram muito. A lista vem com um bônus +20, que são os que deveriam estar na lista dos “40 discos”, mas assim teria que retirar e colocar, colocar e retirar, enfim... 1) “The Dark Side of the Moon” - Pink Floyd (1973). 2) “Abbey Road” - The Beatles (1969). 3) “Boca Livre” - Boca Livre (1979). 4) “Highway 61 Revisited” - Bob Dylan (1965). 5) “The Freewheelin” - Bob Dylan (1963). 6) “Ópera do Malandro” - Chico Buarque (1979). 7) “Double Fantasy” - John Lenno/Yoko Ono (1980). 8) “Milk and Honey” - John Lenno/Yoko Ono (1984). 9) “The Concert in Central Park” - Simon & Garfunkel (1982). 10) “Pet Sounds” - The Beach Boys (1966). 11) “Atom Heart Mother” - Pink Floyd (1970) 12) “Electric Ladyland” - The Jimi Hendrix Experience (1968). 13) “Rattle and Hum” - U2 (1988). 14) “Brothers in Arms” - Dire Straits (1985). 15) “Cabeça de Dinossauro” - Titãs (1986). 16) “Getz/Gilberto” - João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim (1964). 17) “Then and Now” - The Who (1964-2004). 18) “90125” - Yes - (1990). 19) “Hoje” - Paralamas do Sucesso (2005). 20) “Some Girls” - Rolling Stones (1978). 21) “Exile on Main Street” - Rolling Stones (1972). 22) “Balada do asfalto & Outros Blues – Zeca Baleiro (2005). 23) “Revolver” - The Beatles (1966). 24) “Alucinação” - Belchior (1976). 25) “Era uma vez um home e seu tempo” - Belchior (1979). 26) “Meus caros amigos” - Chico Buarque (1976). 27) “Cinema Paradiso” - Ennio Morricone (1989). 28) “Antônio Brasileiro” - Tom Jobim (1994). 29) “Kind of Blues” - Miles Davis (1959). 30) “Back to Black” - Amy Winehouse (2006). 31) “Band on the Run” - Paul McCartney & Wings (1973). 32) “All Things Must Pass” - George Harrisson (1970). 33) “O descobrimento do Brasil” - Legião Urbana (1933). 34) “Luz” - Djavan (1982). 35) “Led Zeppelin IV” - Led Zeppelin (1971). 36) “Tropicália ou Panis et Circencis” - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968). 37) “A Night at the Opera” - Queen (1975). 38) “The Doors” - The Doors (1967). 39) “461 Ocean Boulevard” - Eric Clapton (1974). 40) “Cavalo de Pau” - Alceu Valença (1982). 1) “The Beatles (White Album) - The Beatles (1968) . 2) “Jobim Sinfônico” - Paulo Jobim/Mario Adnet (2002). 3) “Um banda um” - Gilberto Gil (1982). 4) “Cores, Nomes” - Caetano Veloso (1982). 5) “In The Mood!” - Glenn Miller (1943). 6) “Achtung Baby” - U2 (1990). 7) “Osvaldo Montenegro” - Osvaldo Montenegro (1980). 8) “Clube da Esquina” - Milton Nascimento & Lô Borges (1972). 9) “Fa-Tal - Gal a Todo Vapor!” - Gal Costa (1971). 10) “Pérola Negra” - Luiz Melodia (1973). 11) “Birth of the Cool” - Miles Davis (1957). 12) “Revoluções por Minuto” - RPM (1985). 13) “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” - The Beatles (1967). 14) “The Velvet Underground & Nico” – The Velvet Underground (1967). 15) “Barcelona” - Freddie Mercury e Montserrat Caballé (1988). 16) “Money Jungle” - Duke Ellington, Charlie Mingus & Max Roach (2002). 17) “Little Creatures” - Talking Heads (1985). 18) “Aquarela do Brasil” - Gal Costa (1980). 19) “Mais” - Marisa Monte (1991). 20) “Outras Coisas” - Leila Pinheiro (1991).