segunda-feira, 17 de setembro de 2012

CITADINO CONTINUA NÃO ENTENDO NADA.







Eu voltei a conversar com meu amigo Citadino e ele não anda nada satisfeito com o que tem visto na propaganda eleitoral dos candidatos a prefeito de Campina Grande e João Pessoa. Mas, ele não me falou só do guia eleitoral. Disse-me que foi ao site do TSE e viu que dos 415 candidatos a vereador de Campina Grande, 41 estam com seus registros indeferidos, sendo que 12 recorreram da decisão.




Ele não entende como um candidato pode ter seu registro impugnado e mesmo assim seu nome continuar constando da lista de candidatos. Podendo mesmo aparecer na urna eletrônica. Eu disse que é porque o indeferido vai à justiça para reaver seu status de candidato. Citadino é ingênuo, mas não é burro, e disse que os impugnados querem ter da justiça o que não conseguem obter das urnas.




Citadino disse que tem três candidatos a vereador, em Campina, que são estudantes e declararam não possuir bem algum. Mas, mesmo assim estam gastando entre 250 e 400 mil reais em suas campanhas. Citadino ficou impaciente e quis saber de onde virá esse dinheiro. Eu disse que é melhor ele não me fazer perguntas difíceis, pois eu sou analista político e não um técnico em finanças do Tribunal de Contas do Estado.




Citadino disse que tem candidatos a vereador que declararam guardar dinheiro em casa. Disse que viu a declaração de um candidato a reeleição onde ele afirma guardar a bagatela de 111 mil reais em casa, num cofre. O fato é que virou moda entre os políticos guardarem seus valores em casa. Citadino perguntou por que será que os políticos preferem manter dinheiro em casa ao invés de guardar em um banco. Ele mesmo concluiu que deve ser porque dinheiro em casa não precisa ter sua origem declarada. O dinheiro que se guarda em casa entra e sai por vias nunca antes declaradas.




No caso dos candidatos a prefeito Citadino disse que a única prestação de contas em que se pode crer é na de Sizenando Leal, pois ele declara que vai gastar bem menos do que tem como patrimônio. Os outros seis candidatos declaram que vão gastar bem mais do que o tamanho de seus patrimônios. O patrimônio deles varia entre 380.000 mil e 1 Milhão de reais. Mas, os gastos variam entre 2 e 6 milhões de reais.




O que Citadino não entende é qual a garantia que esses candidatos dão, de que vão honrar seus compromissos de campanha, se seus patrimônios são bem menores do que o que eles pretendem gastar. Eu lembrei que eles têm as doações que são registradas no TRE. Mas, Citadino me lembrou que tem candidato que se recusa a dizer quem doou recursos para sua campanha, mesmo sendo uma informação pública. Eu preferi me calar.




Eu provoquei Citadino sobre as propostas e ele ficou irritadíssimo. Disse que os candidatos ficaram loucos de vez. Ele disse que, em João Pessoa, prometeram que vão construir 11 mil casas. Como todo mundo promete a mesma coisa, teve candidato que não se fez de rogado e disse que além da casa vai dar geladeiras e fogões. Às vezes, Citadino é meio folgado e disse que também quer uma casa.
Mas, ele quer uma casa mobiliada, com TV de plasma e uma geladeira cheia de alimentos. Eu perguntei se ele não gostaria que a geladeira viesse com muitas cervejas. Ele disse que só toma suco de laranja.




Citadino disse que os candidatos de Campina Grande ficam disputando para ver quem promete construir mais casas populares, sem dizer de onde virá o dinheiro. Mas, Citadino não é tolo e percebeu algo interessante. Os candidatos prometem fazer a quantidade de casas referentes ao seu número. Isso é uma estratégia para que o eleitor grave na mente o número do candidato. Assim, se o número do candidato é 30, ele diz que vai fazer 30 mil casas.




Meu intrépido observador viu que tem candidato dizendo que vai dar um salário a mais para quem já é cadastrado no “Bolsa Família”. Ele concluiu que vai ser dobrado feito tapioca. Tem candidato dizendo que vai distribuir tablets para os estudantes da rede pública. Eu disse a Citadino que isso funciona assim: o candidato promete às crianças, que não votam, para que elas insistam com seus pais para que votem no candidato que fez a promessa.




Citadino viu prometerem que vão instituir o passe livre para estudantes. Tem candidato que não explica se é para todos os estudantes de Campina Grande ou se apenas para os da rede pública. Citadino disse que tem um amigo que trabalha numa empresa de transporte público que quer saber quem é que vai apagar a conta. Ele não entende como se promete algo sem se dizer como se vai pagar esse algo. E o pior é que nem eu, e muito menos Citadino, entendemos também.




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Este é o "museu de grandes novidades" do qual nos falava Cazuza. Ante-sala do gabinete do Reitor da Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande.

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