quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O ELEITOR SABE O QUE QUER E O QUE NÃO QUER








O portal WSCOM e o GRUPO 6SIGMA divulgaram pesquisa sobre a eleição para prefeito de João Pessoa. De acordo com os dados não dá para saber quem será o próximo prefeito de nossa capital. Mas, dá para saber quem são os candidatos que os pessoenses não aceitam como prefeito. Eles podem não saber o que querem, mas sabem bem o que não querem.






Na pesquisa estimulada Luciano Cartaxo (PT) vem em 1º lugar com 21.9% das intenções de voto. Ele é seguido de perto por Cícero Lucena (PSDB) que tem 21.3%.  Em 3º lugar vem José Maranhão (PMDB) com 17.9% e em 4º lugar, com 12%, temos Estelizabel Bezerra (PSB). Antônio Radical (PSTU), Renan Palmeira (PSOL) e Lourdes Sarmento (PCO) pontuaram entre 0.3 e 0.5%. Eu não vou tratar deles, pois não influem e nem contribuem. É de estranhar que Sarmento e Radical, veteranos nas eleições de João Pessoa, sigam tendo resultados tão ruins.





A rejeição, quando se diz em que não se quer votar, traz Luciano Cartaxo com 2.5%. Ele é o único do G-4 com uma rejeição abaixo dos 10 pontos percentuais. Por aí, já se entende como ele saiu do 3º para o 1º lugar.





Em Condições Normais de Temperatura e Pressão, e faltando 17 dias para a eleição, Luciano deverá, junto com Cícero, ir para o 2º turno. Mas, tsunamis e abalos sísmicos podem ser raros na natureza, não em eleições. Cícero Lucena tem 17.3% de rejeição. José Maranhão tem 16.8% e Estelizabel Bezerra tem 11.8%. Eles não apresentam alta rejeição como alguns candidatos a prefeito de Campina Grande.





Mas, é que numa eleição tão disputada qualquer ponto percentual em termos de rejeição pode fazer a diferença. Maranhão e Cícero carregam, para o bem e para o mal, o peso de suas histórias políticas. Maranhão mal disfarça que só se candidatou para incorporar ao seu currículo o cargo de prefeito. Cícero carrega nos ombros a mácula da operação confraria e depende cada vez mais do apoio que o senador Cássio Cunha Lima lhe empresta.






Desde junho os dois reversavam-se entre o 1º e 2º lugar, mas a rivalidade entre o governador Ricardo Coutinho e o prefeito Luciano Agra influiu diretamente na eleição. Temos duas eleições em João Pessoa. Uma, para escolher o novo prefeito e a outro para que se saiba quem fez mais pela cidade. Uma disputa entre dois ex-aliados onde o vale-tudo de atos e palavras é a regra.






São atores políticos relevantes, desprezando a eleição, interessados que estam em combater o inimigo declarado. Parecem esquecer que são cabos eleitorais privilegiados de seus candidatos. Luciano Agra vem ganhando a batalha. É nítido sua influência para que Cartaxo chegue ao 1º lugar. Mesmo com os esforços políticos e econômicos, Ricardo não consegue fazer sua candidata sair do 4º lugar.





Estelizabel se isolou nesta posição. Não consegue encostar-se ao 3º colocado e só não cai mais ainda porque os últimos decidiram que o fundo do poço e deles e ninguém tasca. E ela está no desespero. Prometeu que fará 11 mil casas se eleita for. Não surtiu efeito. Então, disse que as casas virão com geladeira e fogão. Não surtiu efeito. Se ela continuar por essa linha vai prometer mais o quê? Carros na garagem?





Importa vermos a avaliação de Agra e Coutinho, pois a disputa deles é para ver quem vai eleger seu poste, para que usem isso como uma demonstração de força. Somados os percentuais de bom e ótimo, Agra atinge 61.2% e Coutinho 40.3%. Na soma dos percentuais de ruim e péssimo, o prefeito tem 12.8% e o governador 30.6%.





Ou seja, o pessoense considera Luciano Agra bem melhor do que Ricardo Coutinho. Sem contar que Luciano consegue fazer boa transferência para Cartaxo ao contrário do que Ricardo faz em relação à Estelizabel. O fato é que Luciano Agra provou o erro estratégico do PSB em não aceita-lo como candidato. Por isso, Cartaxo ganhou um padrinho político de peso. Agra é agora a noiva que todos querem levar para o altar.





O fato é que Ricardo Coutinho deverá sair desse processo menor do que entrou. Quando o próprio governador não consegue levar seu poste para o 2º turno e em seu reduto eleitoral é porque alguma coisa está muito mal.











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Este é o "museu de grandes novidades" do qual nos falava Cazuza. Ante-sala do gabinete do Reitor da Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande.

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