segunda-feira, 24 de setembro de 2012

MAIS UMA VEZ, TORTURANDO OS DADOS.







A pesquisa CAMPINA FM/GRUPO 6SIGMA tem um erro amostral máximo de 2.95%. Significa que a margem de erro (para mais ou para menos) a ser aplicada sobre as variáveis dos quesitos não pode ultrapassar 2.95%.  Uma margem pequena como essa aumenta a credibilidade da pesquisa, pois define bem o lugar que cada candidato ocupa na disputa. Pesquisas com margem de erro de 4 pontos percentuais podem criar falsas verdades.





Já sabemos que na pesquisa estimulada Romero Rodrigues ocupa o 1º lugar levando uma vantagem de 13.8% sobre Tatiana Medeiros, que por sua vez está sete pontos a frente de Daniella Ribeiro. Sabemos, também, que Arthur Bolinha e Guilherme Almeida não ameaçam com seus quase três pontos percentuais. Em que pese poderem ser o fiel da balança para que se tenha o 2º turno.





É que para que a eleição acabe no 1º turno Romero precisa ter pelo menos 01 ponto percentual a mais do que todos os outros candidatos juntos. Tarefa das mais difíceis num cenário com tantas candidaturas. Cada pontinho percentual que um Arthur, um Guilherme ou mesmo Alexandre e Sizenando tenham a mais em seus parcos percentuais leva Romero a disputar o 2º turno com uma das duas candidatas.




Mesmo Tatiana estando sete pontos a frente de Daniella, não descarto que a deputada do PP consiga se reequilibrar e retomar um caminha que possa leva-la ao 2º turno. Mas, para isso, Tatiana teria que estacionar para que Daniella a ultrapassasse. Algo possível, mas que é difícil lá isso é, pois Daniella tem demonstrado uma fragilidade inesperada para quem começou tão bem.





Façamos uma conta simples. Romero Rodrigues tem 37.1% e os outros seis candidatos juntos somam 46.3%. Temos uma diferença a favor do 2º turno de 9.2%. Para vencer já no 1º turno Romero tem de puxar de todos os candidatos algo em torno de 10 pontos percentuais. Ou, então, ele precisa convencer todos os indecisos, que são 10.1%, a nele votar.











Isso é complicado se considerarmos que Romero parece bem próximo do máximo de votos que pode ter no 1º turno, que é a soma de seu próprio capital social, mais o que Cássio Cunha Lima transfere para ele.




A favor do fim da eleição já no 1º turno temos a curva ascendente que Romero trilhou. Na pesquisa de julho ele tinha 23.9% e agora aparece com 37.1%, um crescimento de 13.2%. A questão é se Romero consegue crescer mais e por onde. Avançando sobre seus adversários ou capitando corações e mentes dos indecisos? É bom não esquecer que ele teve a maior variação em termos de rejeição.




Em julho ele tinha 9.4%, variou 6 ponto, e agora aparece com 15.4% de rejeição. Tatiana segue em 1º lugar na rejeição. Agora ela tem 22.6% contra os 18.5% de Julho. Uma variação de 4.1% para cima. Uma das explicações para essa alta rejeição é o fato de Tatiana ser absolutamente identificada com a questão da saúde e os campinenses terem elegido a saúde como uma das áreas mais problemáticas.




Como Tatiana ficou tão próxima do 2º turno, com tamanha rejeição? É que o prefeito Veneziano fez da campanha dela a razão de sua vida política. Claro, o seu futuro político depende completamente da eleição atual.




Daniella Ribeiro não tinha e não tem grande rejeição. Em Julho ela tinha 5.1% e agora ela aparece com 8.5%. Mas, como é que com tão baixa rejeição Daniella foi caindo tanto nas pesquisas? Daniella é vítima do imbróglio com o PT, que a fez perder tempo no Guia eleitoral e um vice que poderia agregar votos. E ela caiu nas pesquisas graças aos erros que cometeu, principalmente na estratégia política.




Em condições normais de temperatura e pressão, teremos um 2º turno com Romero Rodrigues e Tatiana Medeiros. Os números da pesquisa CAMPINA FM/GRUPO 6SIGMA me levam a concluir isso. Mas, se uma declaração desastrosa, dada num minuto, pode por tudo a perder, imaginem o que não acontece em 13 dias? A partir de hoje, tudo pode acontecer, até um terremoto de magnitude sete na Escala Richter.







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Este foi um dos últimos artigos que publiquei: “SOMOS TODOS UM BANDO DE ARAMIS". Neste artigo analiso porque somos avessos à consolidação de nossa democracia. Discuto a contradição de praticarmos procedimentos democráticos enquanto cevamos um ancestral saudosismo de nosso passado ditatorial. Sugiro refletirmos sobre o paradoxo de parte da sociedade usar a liberdade de expressão para pedir um regime que pode acabar com ela. http://www.paraibaonline.com.br/colunista/santos/9920-somos-todos-um-bando-de-aramis---parte-i.html

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