terça-feira, 26 de junho de 2012

UM TRIUNVIRATO NA POLÍTICA PESSOENSE.


O dia de ontem foi politicamente bastante agitado na capital do estado. Ao que parece, a eleição de João Pessoa vai ser mais complexa do que a de Campina Grande. Eu não sei se vai ser mais animada e movimentada, mas parece que será mais difícil de vir a se resolver.



Depois da confusão patrocinada pelos membros do PSB que resultou na saída de Luciano Agra do partido e na definição de Estelizabel Bezerra como a ungida do governador Ricardo Coutinho, ontem o dia foi de surpresas. Entre o final da tarde e o começo da noite as notícias foram se sucedendo de uma forma avassaladora.



A primeira grande notícia foi que o diretório nacional do PT, em Brasília, autorizou que o PT de João Pessoa fizesse uma aliança com o PPS de Nonato Bandeira. Ato contínuo, Nonato retirou sua pré-candidatura a prefeito e anunciou apoio a Luciano Cartaxo, afirmando que seria seu vice. Então, veio à notícia já dada como certa. O prefeito Luciano Agra anunciou apoio à candidatura de Cartaxo com a justificativa que não poderia deixar de apoiar seu amigo Nonato Bandeira.



As cartas do jogo foram novamente embaralhadas. A formação de uma chapa entre PT e PPS, tendo um ex-vice-governador candidato a prefeito e um ex-secretario municipal candidato a vice agita a bolsa de apostas. Se essa chapa vingar, promete dar trabalho aos concorrentes por trazer o apoio de Luciano Agra, que pode ser o fiel da balança na eleição, e apoios de lideranças como o deputado Luiz Couto.



Luciano Agra tem aprovação em torno de 70% de sua gestão e é considerado o principal cabo eleitoral de João Pessoa. E isso não é de todo irreal, pois vários partidos e lideranças o procuraram, quando ele deixou o PSB, para buscar seu apoio. A questão é saber qual o potencial de transferência de votos de Agra. Este potencial não deve ser desprezado. Ainda existem muitas pessoas inconformadas com o fato de Agra não ser mais candidato a reeleição. É possível que muitos dos inconformados votem no candidato de Agra como forma de expressar a insatisfação pela forma como as coisas evoluíram.



Luiz Couto vê nessa situação a possibilidade de unir parte do PT da capital em torno de uma única candidatura. Digo parte, pois unir todo o PT em torno de uma única opção ainda é coisa para as próximas encarnações. Na capital se diz que o PT é dividido em três grandes fatias. Existem os petistas de Luciano Cartaxo, os de Ricardo Coutinho e os de Luciano Agra. Essa nova movimentação criaria o “PT DOS LUCIANOS”, que daria um combate sem tréguas ao PT de Coutinho que, claro, apoiaria a candidatura de Estelizabel Bezerra.



O PT é mesmo um partido espirituoso, nem quando consegue lançar candidatura própria sabe sair do arco de influência de lideranças de outros partidos. Quem não se lembra do tempo em que havia o “PT de Cássio” e o “PT de Maranhão”, quando as lideranças petistas se batiam em torno dos interesses desses dois chefes políticos.



A candidatura de Luciano Cartaxo ganhou musculatura e oxigênio. O triunvirato Cartaxo, Nonato e Agra pode dar a estatura necessária que uma candidatura precisa para ir para o 2º turno.


No entanto, Cartaxo terá que resolver um não tão pequeno detalhe. Como ficará a aliança do PT com o PP dos irmãos Aguinaldo e Daniella Ribeiro? Todos devem se lembrar do acordo feito. O PT de Campina Grande retirou sua candidatura própria e passou apoiar a de Daniella Ribeiro, em troca o PP de João Pessoa apoiaria a candidatura de Cartaxo. Devemos lembrar que sempre se cogitou que o PP indicaria o vice na chapa do PT.


O cenário está redesenhado. Temos, agora, um triunvirato na política pessoense com dois “Lucianos” e um “Bandeira”. O jogo está mais do que aberto, alguém arrisca uma aposta?

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Este é o "museu de grandes novidades" do qual nos falava Cazuza. Ante-sala do gabinete do Reitor da Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande.

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