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sexta-feira, 29 de junho de 2012

VOCÊ ACREDITA EM TEORIAS CONSPIRATÓRIAS?


No início da semana eu tratei das pesquisas eleitorais e de como os atores políticos racionalizam e justificam seus resultados. Os candidatos que aparecem mal avaliados em pesquisas costumam ter uma justificativa na ponta da língua. De tão repetidas elas mais se parecem mantras.


É comum ouvirmos que a pesquisa é a fotografia de um momento. Que ela apenas mostra o sentimento e a opinião dos eleitores em um determinado momento. Os candidatos que aparecem mal nas intenções de voto ou que têm altos índices de rejeição sabem bem o que dizer, mas em geral convencem muito pouco. Os candidatos gostam de dizer que as pesquisas não atentam para o sentimento das ruas, como se os entrevistados fossem eleitores em Marte, não na Terra.



Muitos dizem que “ao andarem pelas ruas recebem demonstrações de carinho e manifestações de apoio a sua candidatura e que isso contraria as pesquisas”. Os candidatos que aparecem com um dígito nas pesquisas gostam de dizer que a verdadeira pesquisa é das urnas e que é a opinião expressa pelo voto que importa. E isso é verdade, claro. O que realmente importa é a quantidade de votos que o candidato terá. Até porque pesquisa eleitoral não elege ninguém.



Compreende-se que candidatos usem esse tipo de discurso, pois se estam em campanha e não decolam nas pesquisas deve haver algum problema. Isso pode ser sinal de estagnação, que é o pior dos mundos para uma candidatura.


A questão é que, de tanto racionalizar, têm aqueles candidatos que passam a acreditar nas suas justificativas. Alguns aderem às teorias conspiratórias para demonstrarem porque nunca se saem bem nas pesquisas. Nunca aceitam seus problemas internos, preferem crer que seus adversários tramam para derrotá-lo. O caro ouvinte deve conhecer um exemplo, pelo menos, do que estou falando. Daquele candidato que diz que as pesquisas são falsas e que ele vai ser eleito.



E tem aqueles que gostam de tratar os resultados desfavoráveis em pesquisas como uma maquinação dos institutos e da imprensa contra suas candidaturas. Dizem que o que importa é a opinião do povo nas ruas. Que existe um complô para destruí-los já que eles têm a preferência manifesta pelo povo nas ruas. Neste caso o povo e as ruas são entidades míticas que não se pode questionar. Quando se fala do povo recebendo um político nas ruas parece se falar de algo sobrenatural.



Nestas situações, o candidato nunca dá voz ao povo. Jamais diz que na rua tal do bairro tal foi muito bem recebido pelos moradores da maioria das casas. Os marqueteiros trabalham a cabeça dos candidatos para que eles aprendam a falar dessa forma. Exercita-se a capacidade de dizer tudo, sem explicar nada.


Eu falei que tem políticos que passam a acreditar nas coisas que dizem, mesmo que elas não sejam verdadeiras. Alguns conseguem ser tão convincentes na forma de falar que ficamos tentados a neles acreditar. Existem políticos que de tanto repetirem a mesma coisa passam a tratá-la como uma verdade acima do bem e do mal. Parecem perder a noção do certo e do errado.



Existe aquele político que de tanto dizer que fez algo, se convence do seu discurso, e não aceita ser desmentido por acreditar piamente em seus castelos de areia. Se você, caro ouvinte, conhece um político desse tipo não vá dizer nada que possa contrariá-lo, ele não vai gostar. Basta não votar mais nele!!!!

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