segunda-feira, 2 de julho de 2012

AFINAL, VAMOS JOGAR O JOGO!



Todos devem lembrar que eu desenhei um cenário com quatro candidatos a prefeito de Campina Grande. Agora sabemos que vamos para a eleição com seis candidatos. Errei na minha conta? Sim. Numericamente errei. Mas, consideremos que dessas seis candidaturas duas sofrem solução de continuidade.



Arthur Almeida (PTB) conseguiu, ancorado em uma liminar concedida pela justiça, homologar sua candidatura. Seu vice será o advogado Eudo Brasileiro também do PTB. Em chapa única e sem partidos coligados, Arthur vai para o jogo sem apoios e com parcos segundos para defender suas propostas no guia eleitoral.



A liminar que lhe permite ser candidato pode ser cassada. O PTB estadual ainda quer o PTB DE Campina Grande junto ao PMDB de Tatiana Medeiros. Tanto é que em João Pessoa o vice de José Maranhão (PMDB) será Tavinho Santos, que vem a ser, também, do PTB.



É bom não esquecer que os partidos têm até às 19 horas do próximo dia cinco para solicitarem ao TRE o registro de candidaturas. Ainda poderemos ter surpresas. O fato é que candidaturas homologadas podem ser retiradas do jogo por força do processo de judicialização que acomete a política eleitoral brasileira.



O PSOL homologou a candidatura de Sizenando Leal, tendo como vice o sindicalista José de Arimatéia. Outra chapa puro sangue sem pretensões eleitorais, no máximo quer aproveitar às eleições para divulgar suas ideias.



O PP homologou a candidatura de Daniella Ribeiro. Seu vice será Perón Japiassú, do PT. Esse arranjo se deu graças a um ato de força promovido pela direção do PT. Conhecemos a história. Parte do PT rompeu com o governo Veneziano para apoiar a candidatura de Daniella. A outra parte lançou a candidatura de Alexandre Almeida, ancorada, claro, numa liminar. O “PT de Daniella” não validou o ato e conseguiu cassar a liminar.



Para encerrar a questão, a cúpula nacional do PT expulsou Alexandre Almeida, calou a dissidência, e fechou questão com o PP. O PT mantém uma cultura política stalinista para casos de emergência.



O PSC já tinha homologado a candidatura de Guilherme Almeida, tendo Félix Araújo Neto (PC do B) como vice. Esta é uma das candidaturas com disposição de enfrentar o jogo, independente de como apareça nas pesquisas.



O PSDB homologou a candidatura de Romero Rodrigues a despeito da desconfiança de alguns aliados. Aliás, partiu de Romero o gesto mais ousado dos últimos dias. Falo da escolha de Ronaldo da Cunha Lima Filho para ser o vice na chapa do PSDB. Ronaldo Filho é também do PSDB. Temos uma chapa puro sangue? Partidariamente sim. Mas, esta chapa tem poderes para reunir apoios. Imagine que Romero trouxe para sua chapa a imagem do ex-governador Ronaldo Cunha Lima com tudo que ela pode representar no imaginário eleitoral de campina grande.



Sem contar, que fica mais do que claro que o senador Cássio Cunha Lima agora está de corpo e alma na campanha de Romero. Bom, eu não sei se de corpo inteiro, mas com certeza o espirito da família Cunha Lima baixou de vez na campanha de Romero Rodrigues.



O governador Ricardo Coutinho era esperado na convenção do PSDB. Não veio e deu uma justificativa pouco convincente. Ricardo Coutinho vai subir no palanque de Romero ou vai dar um apoio “a distância”?



O PMDB homologou a candidatura de Tatiana Medeiros, que terá Bruno Roberto (PR) como vice. O PMDB buscou outros nomes até a ultíssima hora, mas não conseguiu. Teria o prefeito Veneziano perdido à capacidade de atrair aliados? Tive a impressão que Bruno ficou como vice de Tatiana por falta de opção melhor. Mas, eles podem vir a ter um bom desempenho na campanha e uma solução aparentemente ruim, pode passar a ser a melhor das opções.



Certo. Agora vamos para o jogo e é para valer. Nossa torcida é para que o jogo seja jogado apenas no tabuleiro eleitoral, que não vá, ou que saia das arenas jurídicas.

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Este foi um dos últimos artigos que publiquei: “SOMOS TODOS UM BANDO DE ARAMIS". Neste artigo analiso porque somos avessos à consolidação de nossa democracia. Discuto a contradição de praticarmos procedimentos democráticos enquanto cevamos um ancestral saudosismo de nosso passado ditatorial. Sugiro refletirmos sobre o paradoxo de parte da sociedade usar a liberdade de expressão para pedir um regime que pode acabar com ela. http://www.paraibaonline.com.br/colunista/santos/9920-somos-todos-um-bando-de-aramis---parte-i.html

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