DIRETAS JÁ!

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

COMO FOI O DEBATE DE SÁBADO?








O debate, promovido pela CAMPINA FM, foi até agora o melhor dessa eleição. Romero Rodrigues e Tatiana Medeiros estavam dispostos ao enfrentamento. Em quase duas horas eles não fugiram às questões polêmicas e aos temas espinhosos. Eu acompanhei o debate por dentro, estava no estúdio, bem próximo aos candidatos. Enquanto eles se batiam, eu tomava notas para escrever essa coluna. Posso, então, demonstrar algumas coisas que, você caro ouvinte, ouviu, mas não viu.




Um debate com duas pessoas pode fluir mais e melhor do que um debate com sete pessoas que possuem interesses difusos. Vejam que Romero e Tatiana se enfrentaram em torno do objetivo único de conquistar votos para ganhar a eleição. No 1º turno, tínhamos candidatos que nem pensavam em ganhar a eleição. Alexandre Almeida, por exemplo, nem sequer pedia votos para si mesmo. Sábado, foi diferente, pois os dois candidatos vieram para o debate entendendo bem a importância que ele tem.




Mas, as motivações para a disposição no debate eram diferentes. Romero parecia mais tranquilo, mais ponderado. Tatiana demonstrava mais estresse, menos calma. Em alguns momentos vi Tatiana tensa. Se Romero estava, também tenso, soube disfarçar.




A questão é que a expectativa de vitória de Romero é maior do que a de Tatiana. De acordo com as pesquisas ele está à frente dela na preferência do eleitor. É isso que gera uma expectativa de vitória mais favorável a Romero do que a Tatiana. Se o debate fosse um jogo, Tatiana seria o time que entrou em campo tendo que ir para o ataque por precisar virar o placar. Romero seria o time que entrou podendo se poupar mais por contar com um empate para ser o campeão.




Mas, Romero não se fez de rogada e iniciou o debate tomando a iniciativa. Ele começou “batendo preventivamente”, ou seja, atacou para demonstrar que não aceitaria ficar nas cordas, ou na defensiva. Ele perguntou sobre uma promessa feita por Veneziano quando foi candidato à reeleição. Romero afirmou que a tal promessa não foi cumprida. Aliás, ele fez várias referências aos problemas da atual gestão da prefeitura. Claro, esse é o papel da oposição.




Tatiana respondeu mostrando suas garras, se referindo a Romero como membro do grupo que esteve no poder por 20 anos. E usou a tática de falar de suas realizações como secretária de saúde e de enaltecer a gestão municipal. Claro, esse é o papel da situação.




Tatiana usou e abusou dos dados que dispõe sobre a saúde. Romero, inclusive, a criticou por ela não responder algumas questões para falar da saúde. Mas, Tatiana não deve ver nisso um problema já que lastreia sua candidatura em dois pontos. Em o que fez como secretaria de saúde e no apoio do prefeito Veneziano. Tatiana atacou Romero em dois aspectos. O de pertencer ao chamado “grupo dos 20 anos” e o de ser apoiado pelo Governador Ricardo Coutinho.








Romero respondeu bem a primeira crítica, pois não vê nisso um problema. Mas, quanto à relação que teria com o governador deixou a desejar, pois se esse apoio não existe, ou existe de alguma forma, por que não se explicar a questão de uma vez por todas?




Tatiana se pegou com um dado da campanha de Romero, que é a promessa de entregar remédios nas residências de pessoas atendidas pelo sistema de saúde pública. Tatiana alegou, através de questões técnicas, que essa promessa não pode ser atendida. Romero contra-atacou com a questão de que a prefeitura teria atrasado o repasse, aos bancos, dos empréstimos consignados feitos por servidores municipais. Tatiana parece ter se confundido e respondeu que: “eu desconheço esse atraso, não há esse atraso”.




Os candidatos não fugiram dos chamados temas tabu das campanhas eleitorais. Tatiana acusou Romero de ser intolerante porque ele teria “tentando impedir a liberdade de manifestação do povo evangélico”.  Romero se defendeu afirmando ter bom relacionamento com evangélicos e levou a discussão para o campo da família, falando de sua família e da religiosidade dela. Não é que família e religião sejam temas centrais de uma eleição, mas é sempre bom ver como os candidatos se saem nestas questões sensíveis.




O momento mais tenso do debate foi quando Tatiana afirmou que “Romero se agachou perante o governo de Ricardo Coutinho que excluiu Campina Grande do mapa da Paraíba”. Romero devolveu a acusação de forma incisiva. Disse ele que: “quem vive se agachando nessa eleição não sou eu. Nem na eleição nem no período pré-eleitoral”. O que ele quis dizer com isso não se sabe bem, mas parece ter funcionado, pois Tatiana acusou o golpe e titubeou. Foi visível seu constrangimento.




O fato é que o debate foi bom, como a muito não se via. Várias pessoas que o acompanharam pelo rádio me disseram terem ficado satisfeitas. Está provado que se pode fazer um debate, com regras simples, enfrentamentos políticos e nenhuma baixaria.






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Este foi um dos últimos artigos que publiquei: “SOMOS TODOS UM BANDO DE ARAMIS". Neste artigo analiso porque somos avessos à consolidação de nossa democracia. Discuto a contradição de praticarmos procedimentos democráticos enquanto cevamos um ancestral saudosismo de nosso passado ditatorial. Sugiro refletirmos sobre o paradoxo de parte da sociedade usar a liberdade de expressão para pedir um regime que pode acabar com ela. http://www.paraibaonline.com.br/colunista/santos/9920-somos-todos-um-bando-de-aramis---parte-i.html

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Este é o primeiro disco do Pink Floyd. Já começou assim mesmo: psicodelizado, distorcido, viajadão, cheio de efeitos! É daqueles discos para ouvir vez por outra acompanhado de algo que te dê alguma distorção mental. Aliás, o Floyd começou muito bom, esteve uma época fantástico, e terminou bom! Neste disco temos Syd Barret com Roger Waters, Rick Wright e Nicky Mason, sem David Gilmour, ainda.

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