DIRETAS JÁ!

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domingo, 7 de outubro de 2012

O QUE NÃO PODEMOS ESQUECER HOJE, ALÉM DO TÍTULO DE ELEITOR.







Hoje é domingo. Mas não é um domingo qualquer. Hoje é dia de eleição. Alias, não seria melhor que a eleição acontecesse em outro dia da semana? Pois domingo é um dia para ficar em casa, com a família, descansando. O domingo existe para que fiquemos desacelerados nem que seja torcendo para que ele acabe logo. Não que eu não goste de votar. Na verdade, não se trata de gostar ou não. Trata-se, de realizar um direito, eu diria mesmo cumprir um dever.




Mas, hoje é domingo e tem eleição. Estamos agora nos preparando para ir às urnas. Para votar é preciso não esquecer algumas coisas. Primeiro, claro, ninguém pode deixar de levar consigo o titulo de eleitor. Mas, é preciso não esquecer (e acredite, muita gente esquece) que hoje vamos tão somente escolher as pessoas que vão representar e executar nossos interesses e direitos, além de nossos deveres, pelos próximos quatro anos.




Devemos não esquecer que nosso sistema político dá aos eleitos uma liberdade de ação inimaginável. Por isso eu sugiro que você, caro ouvinte eleitor, guarde num lugar seguro aquela colinha que levou para votar. Ou seja, procure não esquecer pelos próximos quatro anos em quem votou. Claro, se você não lembra em quem votou como vai poder cobrar alguma coisa de alguém. Eu sei que tem muito eleitor que prefere mesmo esquecer em quem votou.




É que aqueles que vendem seu voto a um candidato desqualificado e/ou corrompido sabem que estam fazendo algo errado, então é melhor esquecer. É que na relação de compra e venda do voto, aquele que vendeu é tão responsável quanto o que comprou. Imagine quando você entra num supermercado para adquirir um iogurte. Após efetuar o pagamento, este produto pertence exclusivamente a você. Ao pagar, você adquiriu o direito de fazer o que bem quiser com ele, inclusive derramá-lo na pia de sua cozinha.




Quando você vende seu voto para um político esta fazendo uma transferência de propriedade. Assim como o iogurte que se compra, o político pode fazer o que bem quiser com os votos que pagou para tê-los, inclusive jogá-los fora depois de eleito, claro. Se a essa altura você já vendeu seu voto, se ficou a noite passada pelas calçadas esperando candidatos endinheirados virem comprar seu voto, não tem mais o que fazer. Aos olhos do politico que comprou seu voto você não representa mais nada.







Se você trocou seu voto por um saco de cimento, por tijolos, remédios e consultas médicas, por gasolina, ou seja lá o que for, saiba que ele está perdido. O comprador, digo político, fará com seu voto o que bem quiser. E, lamento informar, pelos próximos quatro anos você não poderá fazer nada. Não adianta reclamar, dizer que todo político é ladrão. Tem que aguentar e esperar pela próxima eleição para que só então possa adotar uma prática diferente.




Se você conseguiu 200 ou 300 votos para um candidato em troca de um emprego público, de um cargo de assessor ou mesmo de substancial quantia em dinheiro aí, não tem jeito, não dá para saber se nesta relação você é vendedor ou comprador. Se você é do tipo de eleitor que não vende o voto e que já sabe bem em quem vai votar, além de estar consciente de sua escolha, ótimo, isso é muito bom. Fossem todos os eleitores como você e teríamos um sistema político com uma democracia robusta.



Mas, se você está, ainda, indeciso não precisa se preocupar ou mesmo se culpar. Eu sei que se aproxima a hora de encarar a urna. Mas, pondere comigo, é melhor ter dúvidas, ficar indeciso, do que votar no primeiro político que bateu a sua porta. Estar indeciso não é ruim. Significa que você oferece o benefício da dúvida aos candidatos. E, cá entre nós, tem que ser assim mesmo. Nós vamos entregar o cofre de nossa cidade para um desses sete candidatos, então se permita as dúvidas que quiser.




Na eleição vale a regra básica do trânsito que diz na dúvida não ultrapasse. Se você continua em dúvida, se os candidatos não foram capazes de tirá-las, não precisa se preocupar, pois na urna eletrônica tem opção para o eleitor indeciso. Não esqueça, quando ganhar as ruas em direção ao seu local de votação, que os homens fortemente armados, com roupas verdes, camufladas, não estam indo para uma guerra. É que nossa democracia é tão frágil que precisa da força para se sustentar.




Eu tenho uma sugestão.  Afaste-se dos que encaram a eleição como uma festa, pois amanhã eles terão esquecido tudo que aconteceu hoje. Convém evitar contato com os que dependem da vitória de um candidato para sustentarem a si e a sua família. Como eles estam lutando pela sobrevivência são capazes de tudo. Eles podem ficar raivosos se, por exemplo, perceberem que o candidato deles vai perder a eleição. Esse tipo de eleitor encara a eleição como uma luta de vida e morte.




Eu sei que dar um conselho é coisa de grande responsabilidade. Mas, eu vou correr o risco. Não discuta com quem quer que seja porque esta pessoa votou em um adversário de seu candidato, pois os adversários de hoje podem ser os aliados de amanhã. Nunca, nunca mesmo, discuta com um idiota, pois ele lhe fará descer ao nível dele e, por certo, ganhará a parada por ter bem mais experiência do que você.






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Este foi um dos últimos artigos que publiquei: “SOMOS TODOS UM BANDO DE ARAMIS". Neste artigo analiso porque somos avessos à consolidação de nossa democracia. Discuto a contradição de praticarmos procedimentos democráticos enquanto cevamos um ancestral saudosismo de nosso passado ditatorial. Sugiro refletirmos sobre o paradoxo de parte da sociedade usar a liberdade de expressão para pedir um regime que pode acabar com ela. http://www.paraibaonline.com.br/colunista/santos/9920-somos-todos-um-bando-de-aramis---parte-i.html

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Este é o primeiro disco do Pink Floyd. Já começou assim mesmo: psicodelizado, distorcido, viajadão, cheio de efeitos! É daqueles discos para ouvir vez por outra acompanhado de algo que te dê alguma distorção mental. Aliás, o Floyd começou muito bom, esteve uma época fantástico, e terminou bom! Neste disco temos Syd Barret com Roger Waters, Rick Wright e Nicky Mason, sem David Gilmour, ainda.

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