terça-feira, 10 de julho de 2012

AS COLIGAÇÕES E SUAS NOMENCLATURAS.




Uma eleição é feita de prazos. Os partidos, que são representantes dos candidatos junto à Justiça Eleitoral, tem que cumpri-los sob pena de não habilitar seus candidatos para a disputa. Tivemos o prazo para que os partidos fizessem suas convenções. Quinta-feira passada encerrou-se o prazo para que eles registrassem suas candidaturas.

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba confirmou que Campina Grande terá sete candidatos a prefeito e 370 candidatos a vereador. Considerando que a partir de 2013 vamos ter 23 representantes, nesta eleição 16 candidatos vão se bater por uma única vaga. Uma disputa e tanto. Mas, eu estou considerando os números absolutos. É a proporcionalidade, de acordo com os números de cada coligação, que determina quantos votos cada vereador precisa para se eleger. Em breve, eu vou explicar como se faz o tal coeficiente eleitoral.

Mas, atenção, registrar uma candidatura não quer dizer que ela pode ir direto para a disputa. O TER-PB ainda julgará quem está apto para o jogo eleitoral. Até o dia 18 deste mês as candidaturas podem ser impugnadas. No Sistema de Divulgação de Registro de Candidaturas do TSE (DIVULGACAND) aparece ao lado do nome de cada candidato a expressão “aguardando julgamento”. Sete candidatos vão disputar o cargo de prefeito. Mas, dois deles se mantêm a base de liminares. É como disputar uma corrida a base de anabolizantes, retire-os e o corredor fica para trás.

Alexandre Almeida se registrou liminarmente pelo PT com o número 13. Ele não possui partidos coligados e sua vice é Flávia Maria do SINE. Além de todas as dificuldades vistas e revistas, Alexandre tem mais uma. Sua vice não se desligou do cargo no prazo. Isso pode lhe custar a candidatura.

O PP registrou Daniella Ribeiro com o nº 11. Sua coligação é composta de cinco partidos e recebeu o nome de “PARA CAMPINA CRESCER EM PAZ”. Isso demonstra que Daniella quer ser uma candidatura alternativa. Ao dizer que quer paz, ela tenta convencer o eleitorado de que não se envolve nas querelas dos dois grupos políticos hegemônicos na cidade. Convencer o eleitorado campinense que não é ligada a nenhum grupo, que é uma terceira via diferente das duas outras existentes, deverá ser a maior dificuldade de Daniella.

O vice de Daniella é Perón Japiassú do PT. O caro ouvinte deve atentar para a situação esdrúxula que temos aqui. O mesmo partido tem dois candidatos disputando o mesmo cargo, só que em chapas diferentes. Que o TRE resolva a questão o quanto antes, para que não cheguemos no dia da eleição com a nítida impressão que vamos ter um terceiro turno judicial.

O PSC registrou Guilherme Almeida com o nº 20. Sua coligação, com o PC do B de seu vice Félix Neto, se intitula “CAMPINA GRANDE IDEAL” e deve se basear nas ideias surgidas nos seminários feitos para elaborar o programa de governo.

O PTB, ancorado em liminar, registrou a candidatura de Arthur Almeida, com o nº 14. E não se coligou até pela fragilidade que apresenta.  O vice é Eudo Brasileiro. O PSOL registrou Sizenando Leal sob o nº 50 e não se coligou com outros partidos. O vice é José De Arimatéia.

O PSDB registrou Romero Rodrigues com o nº 45. A já tradicional coligação “POR AMOR A CAMPINA” reuniu nada menos do que 12 partidos. O vice é Ronaldo Filho. Ao adotar o velho bordão, Romero demonstra alinhamento ao esquema político liderado pelo senador Cássio Cunha Lima. Sem contar que sempre é bom dizer ao eleitor que se ama a cidade que ser quer governar.

O PMDB registrou a candidatura de Tatiana Medeiros sob o nº 15. A coligação “CAMPINA SEGUE EM FRENTE” reúne seis partidos. O vice é Bruno Roberto. Tatiana não tergiversa. Deixa claro que é a continuidade. Candidatos continuístas tem vergonha de assumir sua condição. Não é o caso dela. Ao dizer que segue em frente lembra que não quer voltar ao passado.

Já se pode fazer propaganda eleitoral. Até 18 de julho as candidaturas podem ser impugnadas. Até 06 de agosto candidatos apresentarão previsão de gastos para a campanha. É preciso estar atento a estes prazos, não cumpri-los pode custar um mandato. O guia eleitoral no rádio e na televisão começa no dia 21 de agosto. E a eleição será no dia 07 de outubro.

Certo. Fiz a atualização das informações. Como ainda temos as pendências do PT e de Arthur Almeida, ainda voltarei atualizando nosso sistema eleitoral.

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Este foi um dos últimos artigos que publiquei: “SOMOS TODOS UM BANDO DE ARAMIS". Neste artigo analiso porque somos avessos à consolidação de nossa democracia. Discuto a contradição de praticarmos procedimentos democráticos enquanto cevamos um ancestral saudosismo de nosso passado ditatorial. Sugiro refletirmos sobre o paradoxo de parte da sociedade usar a liberdade de expressão para pedir um regime que pode acabar com ela. http://www.paraibaonline.com.br/colunista/santos/9920-somos-todos-um-bando-de-aramis---parte-i.html

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