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sexta-feira, 6 de julho de 2012

VICE BOM É VICE QUE NÃO INCOMODA?


Com a definição das chapas que vão disputar a eleição para prefeito de Campina Grande a equipe de jornalismo da CAMPINA FM iniciou uma série de entrevistas com os candidatos a vice-prefeito de Campina Grande. Por isso eu resolvi falar sobre o papel de um vice-prefeito que assim como o prefeito e os vereadores tem um importante papel a desempenhar.



Ao contrário do que alguns querem crer a função do vice-prefeito não é de compor uma chapa na perspectiva de trazer aliados e tempo para o guia eleitoral. O vice-prefeito é o 2º em exercício no executivo municipal. É eleito, junto com o prefeito, pelo voto direito e de quatro em quatro anos de acordo com o artigo 29 da Constituição Federal.




O vice-prefeito é o substituto do prefeito em casos de ausência temporária ou definitiva, por licença ou por qualquer outro tipo de impedimento. A lógica de se ter um vice é clara. Para que as instituições governamentais funcionem sem atribulações no impedimento do titular, chama-se o seu substituto legal.



Se não houvesse o vice. Cada vez que o prefeito tivesse que se ausentar se estabeleceria uma verdadeira batalha política para saber quem o substituiria. Mas, é interessante perceber que desenvolvemos a cultura política de não valorizar o vice. Jô soares tinha um quadro em seu programa que usava o seguinte bordão: “vice não presta para nada. Seu eu não posso ser o 1º, também não quero ser o 2º”.



Alguns políticos dizem que o melhor vice é aquele não atrapalha. Já ouvi um deles dizer que “o meu vice é muito bom, ele não ajuda em nada, mas também não atrapalha”. Muitos governantes tem medo de se ausentar do cargo. Eles temem que o vice faça coisas que o contrariem ou mesmo que tente tomar em definitivo o posto.



Historicamente, nossos vices vem tendo, para o bem e para o mal, destaque na política. Foi assim com João Goulart que assumiu após a renúncia de Jânio Quadros e depois foi cassado pelo golpe civil-militar de março de 1964. Foi assim com Sarney que se tornou vice de Tancredo para ter um discreto papel na transição entre a ditadura e a Nova República. Mas assumiu com a morte de Tancredo.



Foi assim com Itamar Franco que veio a tona com o impedimento de Collor. E não nos esqueçamos de José Alencar que se divertia “cornetando” o governo Lula.



Aqui na Paraíba temos um ótimo exemplo. José Maranhão seria um discreto vice. Mas teve que assumir após a morte de Mariz e foi governador por três mandatos. Em Campina Grande tivemos um processo envolvendo um vice-prefeito. Quando Cássio Cunha Lima deixou a prefeitura para candidatar-se a governador. Cozete Barbosa assumiu para cumprir um mandato dos mais conturbados.



Às vezes, os vices ficam tão ansiosos em ascender à titularidade que fazem grandes lambanças. Quando John Kennedy foi assassinado seu vice, Lyndon Johnson ligou para a primeira dama, Jack Kennedy, e antes mesmo de dar os pêsames perguntou onde estava a faixa presidencial.



 O fato é que o vice tem funções estratégicas. Sim, ele traz aliados, na medida em que pode ser de um partido diferente do titular. Ele tem a função de ampliar a base aliada do governo. Mas, isso não é uma regra. Se fosse assim, nós não teríamos as chamadas chapas “puro sangue”. 



Quando o candidato a prefeito e seu vice são do mesmo partido.
O vice faz política com os aliados. Ele pode ser um interlocutor de luxo do titular junto aos adversários. Pode acompanhar o trabalho parlamentar. Pode até ter funções específicas junto às secretarias de governo e pode desempenhas tarefas específicas a pedido do titular.



O grande problema é que os vices são, em geral, escolhidos para potencializar o projeto eleitoral. Muitos vices são úteis para se ganhar uma eleição, não para se governar. Por isso que muita gente acha que vice bom é aquele que não incomoda.

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