DIRETAS JÁ!

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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

POR FAVOR, NÃO GASTEM DINHEIRO COM MEU TIME.



Estamos todos felizes porque o Botafogo de João Pessoa sagrou-se campeão da Série D do Campeonato Brasileiro, apesar de que a conquista não é de todo os paraibanos, como alguns querem crer. Este título pertence ao time do Botafogo e, claro, a sua torcida. Mas, fatos ocorridos após o jogo do “belo” me forçam retomar um tema que chama atenção quando a relação, pouco republicana, entre governos estaduais e municipais e times de futebol fica evidente.


Mal o juiz apitou o fim do jogo e o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, já estava no Twitter afirmando que “graças ao dinheiro que o poder público municipal investiu, o Botafogo se tornou campeão”. O governador Ricardo Coutinho entrou, literalmente, em campo para entregar a taça ao campeão. O prefeito não gostou nem um pouco, pois a lógica, torta, diga-se de passagem, é que entrega a taça quem paga mais.


Daí em diante foi uma lambança generalizada. O prefeito e o governador passaram a disputar raivosamente quem iria ficar mais tempo ao lado do time campeão. Na segunda a disputa era para ver quem iria promover o maior regabofe para o Botafogo. Foi ridículo. Foi patético. Dois gestores públicos abandonaram suas funções para se portarem como tietes de um time de futebol. Claro, o que eles queriam era transformar a vitória do “Belo” em capital eleitoral para si mesmos.


A prefeitura de João Pessoa investiu quase R$ 1 milhão no Botafogo. O cidadão/eleitor da capital teve que bancar a farra não importando se torce pelo “belo”, pelo Auto Esporte ou mesmo se gosta ou não de futebol. Assim, perguntar é preciso: é justo isso? Já se disse que o governador não poderia ter roubado a cena do prefeito, pois foi o erário municipal quem bancou o Botafogo. Mas, a questão não é essa. Ricardo e Luciano devem, sim, comemorar a vitória, mas porque tem que ser às custas dos impostos pagos pelo cidadão/torcedor/eleitor de João Pessoa?


Aqui em Campina Grande as coisas não são diferentes, na verdade são até mais graves. Quando foi prefeito, Veneziano Vital assinou contratos para que a Prefeitura Municipal patrocinasse o Campinense Clube e o Treze Futebol Clube. Em troca os dois times colocariam a logomarca da prefeitura em suas camisas. Na época, a PMCG repassaria 30 mil reais mensais para cada um dos times, por um prazo de 10 meses. No final do contrato, os times teriam recebido a quantia de R$ 600 mil. Mas, Veneziano não honrou os contratos e suspendeu os repasses para Campinense e Treze. Quando Romero Rodrigues assumiu a gestão municipal não só aceitou pagar a dívida, deixada pelo seu antecessor, como ainda celebrou novos contratos.


Hoje, Campinense e Treze seguem regiamente recebendo essas tais cotas de patrocínio, pois é inegável sua eficiente em termo de divulgação, principalmente em ano eleitoral. O fato é que os gestores dão dinheiro para os times para angariar simpatias, além de votos. E se o gestor for torcedor do time aí junta-se o útil ao agradável. Luciano Cartaxo é fervoroso torcedor do Botafogo. Mas, como se justifica que Campinense e Treze, com suas grandes torcidas, precisem de dinheiro público? Porque eles não são autossuficientes?

 


Porque a prefeitura tem que financiar esses times se eles têm suas torcidas que pagam ingressos para vê-los jogar? Porque a PMCG deve entregar milhares de reais para Campinense e Treze, quando sua obrigação é investir mais e melhor em atividades esportivas nas escolas da rede pública municipal? Sempre se dirá que a PMCG incentiva o desenvolvimento econômico da cidade ao patrocinar os times locais e que nos contratos assinados existem termos que preveem a adoção de políticas de incentivo à prática de esportes para jovens carentes.


Também, se dirá que a PMCG investe nos times de futebol porque seus torcedores, eleitores nunca esqueçamos, assim o querem. Mas, se o poder público desistisse de patrocinar Campinense e Treze eles deixariam de existir, fechariam as portas? O que quero ponderar é se o poder público deve financiar times de futebol que nunca prestam contas de suas movimentações financeiras de forma pública, que sempre recebem estas “ajudas”, mas que estam sempre em situação falimentar? Se os governos querem mesmo ajudar os times de futebol, porque não fazem obras para dotar a cidade de infraestrutura eficiente que a torne atrativa para times de todo o Brasil que queiram vir aqui disputar jogos?


Se os governantes querem de verdade ajudar os times que tanto amam, porque não melhoram as vias de acesso para o Estádio “Amigão”? Porque não dotar a cidade de um sistema de transporte público que funcione de forma eficiente nos dias de jogos? Sabemos que estam sendo feitas obras dentro e fora do Estádio “Amigão”. Então, temos mais um motivo para não dar dinheiro para os times, pois as obras não podem e não devem parar.


Eu sou um raposeiro de quatro costados, mas não quero ver meu time recebendo dinheiro que é fruto dos impostos que pago. Até porque eu sei bem que raramente, ou nunca, ele presta contas de como se utiliza desse dinheiro.



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AQUI É O POLITICANDO, COM GILBERGUES SANTOS, PARA A CAMPINA FM.



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Este é o primeiro disco do Pink Floyd. Já começou assim mesmo: psicodelizado, distorcido, viajadão, cheio de efeitos! É daqueles discos para ouvir vez por outra acompanhado de algo que te dê alguma distorção mental. Aliás, o Floyd começou muito bom, esteve uma época fantástico, e terminou bom! Neste disco temos Syd Barret com Roger Waters, Rick Wright e Nicky Mason, sem David Gilmour, ainda.

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